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Métodos contraceptivos

Sexualidade precoce

As meninas brasileiras estão menstruando e iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo. Atribui-se essa precocidade a vários fatores, entre eles o clima tropical, o tipo de alimentação do mundo industrializado, e, mais modernamente, a erotização causada pela permissividade da mídia, principalmente da televisão, com seus programas de cenas sexualmente excitantes. São eles responsáveis por mudanças hormonais que promovem o amadurecimento antecipado dos elementos ligados ao desejo sexual e ao aparelho reprodutivo de púberes. A conseqüência tem sido um comportamento adulto em adolescentes despreparadas, física e psicologicamente, para os possíveis resultados do ato sexual, como as doenças sexualmente transmissíveis, e, freqüentemente, a gravidez indesejada. Por tudo isso, é extremamente necessária a informação sobre o funcionamento do corpo da mulher, no que diz respeito à concepção, e a orientação das meninas sobre como lidar com sua sexualidade.

O aparelho genital feminino

O aparelho genital feminino, diferentemente do masculino, é independente do sistema urinário. Compõe-se de vulva, vagina, útero, trompas e ovários. Estes, que têm formato amendoado e medem aproximadamente 5 cm de comprimento, contêm cerca de 2 milhões de folículos, quando a menina nasce. A maioria deles degenera, ao longo do tempo. Ao chegar a puberdade, restam 300.000, dos quais será liberado um óvulo em cada ciclo menstrual da mulher, cerca de 450 durante sua vida reprodutiva. Os demais, com seus óvulos vão degenerando ao longo dos anos.

Quando a mulher se encontra em seu período fértil, isto é, há um óvulo maduro em trânsito por uma das trompas (canais que vão dos ovários até o útero) e tem uma relação sexual, o espermatozóide, que se encontra no sêmen ejaculado dentro da vagina pelo seu parceiro, fecunda esse óvulo que, então, desce até o útero. Aí, ele se aninha, na parede interna e tem início a gestação. No caso de não haver fecundação, o óvulo é eliminado durante a menstruação, que nada mais é que a expulsão da vascularização das paredes uterinas que se haviam engrossado para recebê-lo. Todas as funções do aparelho reprodutor feminino são reguladas pelos chamados hormônios sexuais, estrógeno e progesterona.

Métodos contraceptivos

Chamam-se métodos contraceptivos ou anticoncepcionais os que impedem o encontro do espermatozóide com o óvulo, evitando, desse modo, a gravidez. Como tem aumentado, enormemente, o índice de abortos clandestinos no Brasil, tornando-se um problema de saúde pública, urge maior informação a respeito.

Os anticoncepcionais agem de várias maneiras, havendo, por isso, vários tipos:

  • Impedem a ovulação
    São os chamados contraceptivos hormonais, muito seguros para a prevenção da gravidez:
    • Pílula combinada de dois hormônios, estrógeno e progesterona.
    • Pílula só de progestágenos

Outras preparações não orais, como a progesterona injetável e os implantes cutâneos.

  • Evitam a penetração dos espermatozóides no útero
    • Preservativo - O preservativo masculino, mais conhecido como "camisinha", é o mais utilizado para impedir que o espermatozóide fecunde o óvulo. Com a propagação da Aids, no mundo, tornou-se indispensável o seu uso pelo homem, pois funciona, também como uma barreira de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. É importante lembrar que deve ser colocado antes do primeiro contato do pênis com a vagina, pois o primeiro líqüido emitido, durante a lubrificação, pode conter espermatozóides.
    • Diafragma - Trata-se de um preservativo feminino, uma fina capa de borracha, que deve ser introduzida na vagina antes da relação sexual.

Estes dois tipos de preservativos exigem muita responsabilidade por parte do adolescente, pois este não pode se esquecer, em um momento de envolvimento, de coloca-lo antes do ato sexual.

  • Impede a fecundação
    • DIU -Este dispositivo intra-uterino é uma pequena haste de cobre ou polietileno, que, introduzida na cavidade uterina, pelo médico ginecologista, no consultório, impede que o óvulo se fixe no interior do útero. É de elevada eficácia, porém só pode ser colocado em mulheres que já tiveram filhos, portanto, não, em adolescentes.

Métodos naturais

Como o ciclo da mulher, em geral, é regular, (mais ou menos 28 dias), o médico a ensina a contar, bem no meio do período entre as menstruações, alguns dias em que está no período fértil isto é, em que o óvulo maduro está em trânsito para o útero, pronto para ser fecundado. Alguns aconselham-na a medir a temperatura nessa semana, pois, nos dias férteis, é mais elevada. Se ela evitar relações sexuais, nesses dias, não ficará grávida. Esse método (o único aceito pela Igreja Católica), chamado de "método da tabelinha", não deve ser indicado às adolescentes, pois seu período menstrual costuma ser irregular e suas relações sexuais, esporádicas. O mais indicado é aconselhar-se com um médico, que saberá indicar o melhor para cada caso, sem prejuízo de saúde.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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