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Eles estão mais vulneráveis

Os adolescentes testam seus limites o tempo todo e vivem na corda bamba. Saiba como orientar seu filho.

Aprenda a lidar com eles

Álcool - Entre os alunos do ensino médio e fundamental, 65% já experimentaram álcool. Segundo pesquisa da Escola Paulista de Medicina em dez capitais, o álcool é a droga mais usada pelos estudantes. É a causa de 70% dos acidentes automobilísticos entre os jovens.

O que fazer - Chegar embriagado uma única vez em casa não é sinônimo de alcoolismo, mas é boa razão para uma conversa. Quanto mais cedo você começar a orientar seu filho, melhor. Não adianta gritar, agredir ou dramatizar. O diálogo é o melhor caminho, segundo os psicólogos.

Drogas - Mais de 700 toneladas de maconha são consumidas anualmente no país. Um levantamento entre estudantes de dez capitais, feito pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, revelou que o uso da maconha quadruplicou em dez anos.

O que fazer - Carinho e diálogo são as melhores armas para combater as drogas, segundo especialistas. Se o problema for mais sério, converse com um médico de sua confiança e peça orientação sobre clínicas e serviços especializados. Fique atento aos sinais de dependência, como transtornos físicos, perda da noção de higiene e dificuldade de concentração.

Automóvel - Quase 7 000 jovens de 15 a 24 anos morreram em acidentes de trânsito em 1998. Pesquisa da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo mostra que 40% das ocorrências envolvem adolescentes - principalmente nas madrugadas de sábado e domingo, quando o número aumenta 17%

O que fazer - Avaliar o comportamento de seu filho antes de entregar-lhe a chave do carro é uma saída. Um indivíduo inconseqüente, caso em que se enquadra a maioria dos adolescentes, é também um motorista imprudente. Não arrisque. Ao deixá-lo solto no trânsito, tenha certeza de que ele assimilou os conceitos de direção segura.

Gravidez precoce - O índice é assustador. Mais de 1 milhão de adolescentes até 19 anos deram à luz em todo o país em 1999. O número de meninas entre 10 e 14 anos que se tornam mãe no Brasil aumentou cerca de 31% desde os primeiros anos da década de 90, segundo o Ministério da Saúde.

O que fazer - O melhor é tentar participar do mundo da adolescente, conhecendo suas amigas e assistindo aos programas de TV de que ela gosta. De nada vai adiantar proibi-la de sair ou namorar. Melhor ceder a um relacionamento um pouco mais liberal do que enfrentar as conseqüências da falta de diálogo.

O diálogo com o filho adolescente é sempre complicado, especialmente quando o assunto é sexo. Transpor as barreiras, no entanto, pode significar o caminho de uma vida livre de contratempos, como gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis. Segundo a psicanalista Tânia Leão Pedrozo, da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, cabe aos pais a iniciativa de aproximação. É deles a função de começar o diálogo, desde que de forma adequada.

Suas recomendações: Saiba ouvir. É importante tocar em assuntos como sexo e violência. Fale com franqueza, mas não seja permissivo nem perca os limites. Fique atento ao que acontece com seu filho. Procure observar sinais que indiquem possíveis mudanças de comportamento e tente entender os motivos. Saiba impor limites se ele chegar embriagado em casa, por exemplo. Ser pai ou mãe é saber exercer a autoridade.

Conduza conversas amigáveis e evite ser categórico demais. O mais importante: não force a barra quando seu filho não estiver disposto a conversar. A relação tem de ser estimulada pelos pais, mas acima de tudo com naturalidade e vontade de ambas as partes.

Revista Veja Especial sua segurança de 06 de 2001.


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