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Câncer de mama

O câncer de mama tem aumentado, no Brasil, com cerca de 30.000 novos casos por ano. É a segunda causa de morte de mulheres e, dos que se manifestam no sexo feminino, pode ser o mais cruel, pois afeta um órgão que tem importante papel na estética corporal, na maternidade e na vida sexual. Apesar dos dados estatísticos, progressos na medicina tornaram essa doença curável, desde que diagnosticada no seu início, daí a necessidade de auto-exame regular e de consultas periódicas ao ginecologista para exame clínico.

Sintomas e exames

O câncer de mama é uma doença que se caracteriza por uma alteração celular das glândulas mamárias. Elas perdem a capacidade de controlar a sua multiplicação, dividindo-se indefinidamente até formarem tumores. Como os sintomas iniciais não são acompanhados de dor, podem passar despercebidos pelas mulheres, que acabam procurando o médico apenas quando notam alguma anormalidade nos seios. As chances de cura chegam a 90% quando a doença é detectada precocemente, por isso o auto-exame cuidadoso, o exame clínico e a mamografia devem ser feitos com regularidade.

  • O auto-exame - É feito por meio da apalpação dos seios, de preferência durante o banho, ou diante do espelho. A mulher pode fazê-lo deitada ou de pé. Em qualquer destas posições, é possível para a mulher examinar as suas mamas, não só quanto ao seu tamanho, forma e contorno, como abaulamentos ou retrações, massa endurecida, mas quanto a pequenas alterações como rugosidades, reentrâncias, mudanças de textura da pele, nódulos ou pequenos caroços. Uma atenção para a cor e forma dos mamilos é muito necessária, pois qualquer alteração, assim como ferida na auréola, podem ser sinais da doença.Uma pressão dos mamilos permite verificar se há secreção.É importante examinar, também, as axilas.Essa técnica manual simples tem permitido que 4 entre 5 casos de câncer sejam descobertos pela própria mulher.
    O auto-exame das mamas deve começar a ser feito a partir dos 20 anos de idade, pelo menos, uma vez ao mês, de preferência dez dias após o início do ciclo menstrual.
    Mulheres que estão amamentando devem escolher, sempre, o mesmo dia do mês e fazer o exame quando os seios estão esvaziados.Também as mulheres na menopausa devem realizar essa prática, sempre no mesmo dia do mês.
  • O exame clínico - É o exame visual e manual mais detalhado das mamas feito pelo ginecologista. Deve ser efetuado, pelo menos, a cada dois anos, dos 20 aos 39 anos de idade e todos os anos, a partir dos 40.
  • A mamografia - É uma radiografia das mamas, capaz de detectar pequenos nódulos, muitas vezes não palpáveis, com uma carga de radiação pequena, que não causa danos à mulher. Embora seja um exame um pouco desconfortável, porque os seios devem ser radiografadas entre duas chapas, é indolor, rápido e altamente confiável. Submeter-se à mamografia não significa suspeita de câncer, mas uma forma de prevenção, inclusive de outras doenças.

Todos os procedimentos acima descritos são maneiras de descobrir precocemente a doença, quando ainda há tempo para a cura.

Fatores de risco

Os fatores de risco não são a causa do problema, mas aumentam a possibilidade de a mulher desenvolver a doença. São eles:

  • História pessoal e familiar de câncer de mama.
  • História pessoal de câncer de útero ou de ovário. ·
  • Doença benigna da mama, como hiperplasia epitelial.
  • Início precoce e término tardio da menstruação.
  • Ausência de gestações ou gestações tardias.
  • Uso de hormônios.
  • Obesidade.

Mulheres incluídas em alguma dessas categorias devem estar muito atentas à sua saúde e submeter-se a exames periódicos. Nos hospitais modernos dos grandes centros, já existem outros tipos de radiografias mais sofisticadas das mamas, que permitem detectar a presença de alterações que antecedem o aparecimento efetivo de tumores cancerosos. O desenvolvimento da medicina genética, dentro de pouco tempo, possibilitará às mulheres descobrirem, com grande antecedência, se são portadoras de características hereditárias que as predispõem ao aparecimento da doença.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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