Qual é o adolescente que
não se interessaria por apelos como: "Atenção! Esta bebida pode aumentar seu
espírito de aventura. Bate como um raio!" ou "A nova forma de voar! Para melhor
performance do corpo e da mente". Inscrições como essas têm atraído o olhar
dos adolescentes para bebidas energéticas importadas como Flying Horse, Flash
Power, Hype e Red Bull, uma espécie de refrigerantes "turbinados" à base de
cafeína, açúcar, aminoácido e vitaminas. A advertência "Não misture com bebida
alcoólica!", presente nas latinhas, tem sido ignorada por jovens que descobriram
"o barato" justamente nessa mistura. Há quem compare algumas doses desse coquetel
a um comprimido de ecstasy: os efeitos do álcool surgem mais rápidos e o jovem
fica "elétrico" e com mais pique para agitar a noite inteira. Insônia e taquicardia
são os efeitos colaterais mais comuns. A Secretaria de Saúde do Estado de São
Paulo suspeita que substâncias estimulantes - como anfetaminas - possam estar
na composição dos energy drinks, embora os rótulos só mencionem a cafeína, numa
dosagem semelhante à contida em uma xícara de café expresso. Especialistas acreditam
que muito do "barato" proporcionado por essas bebidas se deva ao efeito psicológico
e que o maior perigo consista no aumento do consumo do álcool.