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Câncer da tireóide
Os
tumores malignos da glândula tireoidiana são raros. Exemplificando,
dos 50 a 100 pacientes com hipertireoidismo, um especialista
diagnostica como causa, a doença de Graves e um caso de
câncer da tireóide.
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Confirmando o diagnóstico
O seu médico vai examinar quaisquer nódulos no
seu pescoço, mas o diagnóstico de câncer da tireóide só
pode ser feito no hospital depois de uma punção de agulha
fina ou cirurgia. |
Os
dois tipos de câncer da tireóide encontrados mais freqüentemente
pelos médicos são:
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Câncer
papilar, que afeta mais freqüentemente mulheres
e crianças.
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Câncer
folicular, muito raro antes dos 30 anos.
Estes
termos médicos descrevem a aparência microscópica do tumor.
No câncer papilar; o tumor contém papilas ou frondes, enquanto
que no câncer folicular; apesar da aparência distintamente
anormal, há ainda algumas estruturas que se parecem com
os folículos normais da tireóide. Ambos os cânceres podem
ocorrer em qualquer idade. Desde que o diagnóstico e o tratamento
tenham sido feitos logo nos primeiros estágios da doença,
as pessoas podem ter uma sobrevida normal; em outras palavras,
ao envelhecer; há mais possibilidade de você morrer de um
acidente vascular-cerebral ou de um ataque cardíaco.
Como é diagnosticado?
A maior parte dos pacientes visita seu clínico-geral com
um nódulo no pescoço ou porque o bócio que tinha há vários
anos começou a crescer rapidamente. O diagnóstico de câncer
pode ser feito no hospital pela punção com uma agulha fina
ou pela cirurgia posterior.
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Câncer da tireóide
O primeiro sinal de câncer da tireóide é um nódulo
indolor no pescoço, na glândula tireoidiana ou próximo
a ela. |
O
paciente, ocasionalmente, consulta seu médico devido a um
nódulo linfático no pescoço que primeiramente se pensou
que fora causado pela doença de Hodgkin. A biópsia, entretanto
mostrou que o paciente na verdade tem câncer papilar que
se disseminou da glândula tireoidiana via sistema linfático
para os nódulos linfáticos vizinhos.
Qual é o tratamento
O
câncer da tireóide é geralmente tratado com a remoção completa
ou parcial da glândula tireoidiana. O iodo radioativo é
freqüentemente usado na pós-cirurgia para matar as células
cancerosas remanescentes.
Cirurgia
O
câncer papilar é geralmente tratado com a remoção da maior
quantidade possível da glândula tireoidiana (tireoidectomia
total), porque há uma tendência para que o câncer se dissemine
para vários lugares através da glândula. Quaisquer nódulos
linfáticos afetados pelo câncer são removidos nesta etapa.
O câncer folicular, ao contrário, desenvolve-se, geralmente,
num único local na tireóide e só é necessária a remoção
da metade da glândula (hemitireoidectomia). Nenhum tipo
de tratamento especial é necessário antes da operação e,
geralmente, depois de três dias o paciente pode ir para
casa.
Iodo
radioativo
Como não é possível a remoção cirúrgica do restante da glândula
tireoidiana, alguns pacientes com câncer papilar devem receber
uma dose alta de iodo radioativo (iodo 131) para matar as
células remanescentes. O iodo radioativo é administrado
na forma líquida ou em comprimidos, no hospital. Você deve
permanecer de 24 a 48 horas no hospital, num quarto particular,
separado dos outros pacientes para evitar sua contaminação
pela radioatividade.
Geralmente,
o iodo radioativo é administrado entre três e quatro semanas
após a cirurgia e antes que se tenha iniciado o tratamento
com comprimidos de tiroxina, pois ele é mais eficaz quando
o paciente está hipotiroideo e os níveis de TSH no sangue
estão elevados. Se por alguma razão você já iniciou o tratamento
com tiroxina para prevenir que se torne hipotiroideo após
a remoção da sua glândula tireoidiana, o tratamento será
suspenso por cerca de quatro semanas antes da administração
do iodo radioativo.
Por
volta do fim deste período sem tiroxina você vai se sentir
cansado, mas isto não deve ser motivo de preocupação. Recentemente,
verificou-se a possibilidade de aumentar o nível de TSH
no sangue por meio de injeções de TSH sintético (tirogênio),
idêntico ao produzido pela glândula pituitária, evitando-se,
assim, a necessidade de interromper a tiroxina.
Freqüentemente, após a cirurgia, não se administra o iodo
radioativo em pacientes com câncer folicular.
Tiroxina
Os médicos acreditam que o hormônio TSH aumente o ritmo
de crescimento dos canceres papilar e folicular Um aspecto
importante do tratamento, é, portanto, assegurar se de que
a tiroxina ingerida seja suficiente para que não se detecte
o nível de TSH no seu sangue. Os pacientes com câncer da
tireóide necessitam de uma dose ligeiramente mais elevada
de tiroxina do que aqueles com hipotireoidismo. Uma dose
diária de 150 a 200 microgramas geralmente é suficiente
para suspender a secreção de TSH pela glândula pituitária.
Como é feito o acompanhamento
Os cânceres papilar e folicular, assim como a glândula tireoi-diana
normal, produzem uma substância chamada tireoglo-bulina.
A glândula tireoidiana secreta esta substancia somente na
presença do TSH, mas este não é o caso quando se trata de
câncer da tireóide. Assim, não se detecta o TSH na corrente
sangüínea porque ele foi suprimido pelo tratamento com tiroxina.
Qualquer tireoglobulina no sangue deve ser proveniente de
uma recidiva do câncer no pescoço ou do câncer que se disseminou
por outras partes do corpo (secundários ou metástases).
A tireoglo-bulina é portanto conhecida como uma "marcadora
de tumor". Se um paciente que estiver tomando as doses apropriadas
de tiroxina apresentar uma elevação da taxa de tireoglobuiina,
o especialista pode pedir que seja feito um exame (scan)
de todo o corpo com iodo radioativo para identificar o local
da recidiva do tumor ou suas metástases.
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Encontrando um tumor
Uma cintigrafia com radioisótopo pode identificar
o local de um tumor recorrente e suas metástases. Células
cancerosas são vistas nesta imagem nas áreas brancas
e amarelas do pescoço do paciente. |
O
exame é feito entre 24 e 48 horas após a administração de
uma dose oral de iodo-131, quatro semanas depois do pa-ciente
ter parado de tomar tiroxina ou após as injeções de TSH.
Qualquer tumor encontrado pode ser tratado com doses altas
de iodo radioativo.
Qual é a perspectiva?
A
perspectiva depende do tamanho do tumor e se o mesmo já
havia se disseminado quando do diagnóstico. Quando tratada
adequadamente, um jovem com um câncer papilar pequeno da
tireóide pode ter uma expectativa de vida normal, mesmo
que o câncer tenha se disseminado para os nódulos linfáticos
do pescoço. Mesmo os pacientes com câncer folicular que
tenha se disseminado para os ossos e pulmões podem sobreviver,
por muitos anos, com uma boa qualidade de vida.
História
de caso: Nódulos linfáticos aumentados
Susan
Jones tinha 18 anos quando caiu ao tocar a parte lateral
de seu pescoço. Quando a dor e os machucados passaram ela
no-tou um nódulo do tamanho de uma ervilha no seu pescoço.
No começo, seu médico pensou que o nódulo poderia estar
relacionado ao acidente, embora ele se movesse quando ela
engolia, sugerindo que ele se encontrava na glândula tireoidiana.
Como,
após seis semanas, o nódulo não havia desaparecido, o médico
encaminhou Susan a um especialista em tireóide do hospital-escola
local que ao examinar seu pescoço, notou um pequeno nódulo
da tireóide e três nódulos linfáticos maiores no lado direito.
Ele tirou uma pequena amostra do nódulo da tireóide e de
um dos nódulos linfáticos, puncionando as células com uma
seringa e uma agulha. O exame durou somente alguns minutos,
causando pouco desconforto, não tendo sido necessário nem
uma anestesia local.
No dia seguinte, Susan foi informada que o nódulo no seu
pescoço era um tipo de câncer da tireóide, conhecido como
carcinoma papilar, e que o mesmo havia se disseminado pelos
nódulos linfáticos vizinhos. Duas semanas mais tarde, Susan
foi internada no hospital e quase toda a glândula tireoidiana
foi removida, assim como os nódulos linfáticos aumentados.
Uma investigação bem cuidadosa da glândula removida, feita
pelos patologistas, não revelou quaisquer outros sinais
de câncer da tireóide, além dos crescimentos originais.
Susan estava curada e necessitava somente tomar comprimidos
de tiroxina pelo resto de sua vida e consultar, anualmente,
um especialista para fazer exame de sangue.
Cânceres
raros
São
as seguintes as formas mais raras de câncer da tireóide:
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Câncer
medular da tireóide que pode ocorrer por si
próprio ou em famílias, associado a anormalidades de
outras glândulas endócrinas ou ao esqueleto.
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Linfoma
da tireóide, que geralmente afeta os idosos
e pode ser acompanhado por evidências da doença em outras
partes do corpo.
-
Câncer
anaplástico, que também afeta aos idosos.
As
perspectivas futuras das pessoas com estes tipos de câncer
é menos otimista do que para aqueles com câncer papilar
ou folicular. O tratamento é mais difícil e pode incluir
quimioterapia ou radioterapia.
Pontos
centrais
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Lembre-se que o câncer da tireóide é raro.
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Os dois tipos mais encontrados pelos médicos - o papilar
e o folicular podem ser tratados normalmente com sucesso
quando diagnosticados precocemente.
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Dependendo do tipo, é necessária uma operação para remoção
total ou parcial da glândula tireoidiana e as pessoas
com câncer papilar podem necessitar de tratamento com
iodo radioativo para destruir as células remanescentes.
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Após
a cirurgia, os pacientes necessitarão tomar tiroxina
em doses mais altas do que as normais.
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Um
exame de sangue geralmente é feito após o tratamento
para verificar se há alguma indicação da permanência
do câncer e que o mesmo não se disseminou.
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Ha alguns tipos de câncer bem raros que afetam, principalmente
os idosos e o seu tratamento é muito difícil.
Fonte:
Revista ISTOÉ - Guia da Saúde Familiar - Volume
15 - 02/2002
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