Programa natural de controle
familiar: Qual a melhor opção?
Algumas
perguntas e respostas básicas, para você compreender
melhor os métodos naturais de controle de gravidez.
Você
já deve ter escutado falar sobre controle familiar,
mas o que realmente isso significa? E o mais importante,
ele é válido atualmente?
Simplesmente,
o plano de controle familiar natural é o controle
da natalidade alcançado através da abstinência
consciente. Ele assegura ao casal prevenir a gravidez por
meio do conhecimento dos ciclos de fertilidade. Saber quando
uma mulher está fértil ajuda os casais a compreenderem
quando a gravidez pode ocorrer, dando-lhes a possibilidade
de evitar esta gravidez por abstinência de relações
sexuais neste período. Este é o programa natural
de controle familiar. Para ajudá-los a decidir se
este é o método de controle de natalidade
que vão adotar, saiba tudo sobre ele.
Em que
consiste?
Ele se centraliza
na conscientização do período de fertilização.
Você monitora seus sinais físicos, como a temperatura
do seu corpo antes de levantar-se (temperatura basal) e
a consistência do seu muco cervical, que determina
quando a fase (os dias) de fertilidade ocorre(m). Saber
quando é o seu período fértil a ajudará
a evitar relações sexuais e conseqüentemente
uma gravidez indesejada.
Como
é na prática este controle?
Quando os
casais evitam ter relações sexuais no período
fértil da mulher. Por exemplo, é bastante
útil fazer um gráfico (uma tabelinha) e compreender
certos sinais físicos. Assim, os casais podem prever
o período fértil com grande possibilidade
de acerto.
Como
usá-lo?
O plano familiar
natural consiste plenamente no conhecimento do seu ciclo
menstrual. A cada mês vários folículos
começam a amadurecer em um dos ovários. Folículos
são minúsculos sacos que contém um
único óvulo imaturo. Eventualmente um desses
folículos se desenvolve mais que os outros. Ele contém
um único óvulo – mas que seu corpo o
identificará como pronto para fertilização.
Enquanto isso,
seus ovários segregam estrogênio do folículo
dominante. O estrogênio reveste as paredes do útero
(endométrio). Isto prepara o seu útero para
receber o óvulo fertilizado. Logo depois, o folículo
se rompe e libera o óvulo (ovulação).
O óvulo solto pela ovulação sai do
ovário e caminha pela Trompa de Falópio, até
a sua chegada ao útero. Durante esta jornada, um
espermatozóide pode fertilizá-lo. Se houver
a fertilização, o ovo se implanta na parede
do útero e a menstruação não
acontecerá. Se esta fertilização não
ocorrer, o fluxo sanguíneo (a menstruação)
virá normalmente, após duas semanas.
Para muitas
mulheres, os ciclos menstruais ocorrem regularmente a cada
28 dias. Para outras, no entanto, este ciclo ocorre a cada
21 ou 35 dias. Como o plano natural familiar baseia-se firmemente
no conhecimento do seu ciclo menstrual, é importantíssimo
que você saiba a freqüência e as variações
do seu ciclo. Além disso, você deve estar sempre
atenta às mudanças físicas do seu corpo.
Veja agora alguns métodos para você conhecer
seu ciclo menstrual:
Método
do Calendário:
Simplesmente consiste em recordar o tempo do seu ciclo menstrual.
Pode ser difícil determinar o período fértil
somente usando o método do calendário, pois
o seu ciclo menstrual pode não ser o mesmo a cada
mês.
Método
da temperatura:
A temperatura basal do seu corpo sobe levemente durante
a ovulação, e permanece neste nível
até a menstruação. Quando usar este
método, você toma a sua temperatura oralmente
ao acordar e a anota toda manhã. Você pode
ser capaz de identificar seu período fértil
baseando-se no padrão das temperaturas tomadas diariamente.
Método
do muco cervical:
Outra mudança que ocorre durante o seu ciclo menstrual
é a consistência do muco cervical, uma substância
gelatinosa produzida no cérvis. Este método
consiste em você perceber com seus dedos ou um pedaço
de papel higiênico, a consistência do seu muco
e anotar todas as manhãs. Quando você estiver
fértil seu muco será claro e transparente,
muito semelhante à clara de um ovo. Baseada nesses
padrões para detectar as mudanças no seu muco,
o seu período fértil começa a ser melhor
reconhecido.
Posição
Cervical e Método da dilatação:
O seu cérvix notadamente abre e muda de posição
no momento da ovulação. Para comprovar a ovulação
com este método você usa o seu dedo para checar
a posição cervical. Durante a ovulação
o cérvix é levemente mais mole, maior e mais
aberto que normalmente no período não-fértil.
Você pode ser capaz de diferenciar seu período
de fertilidade, pelos padrões criados durante o uso
desse método.
Método
dos dias-padrão:
Este método consiste em abster-se de relações
sexuais sem preservativos do 8º dia até o 19º
do seu ciclo menstrual. Estes são os dias provavelmente
mais críticos. Se você evitar relações
sexuais nesses dias e usar a ajuda de alguma outra forma
anti-conceptiva, vista anteriormente, com certeza este método
será altamente eficaz. A gestação ocorre
mais provavelmente no período fértil Para
o plano familiar natural ter sucesso, devem ser evitadas
as relações sexuais neste período.
Quando esta fase passar, a sua tabelinha deve começar
novamente.
É
reversível?
Sim. O plano
Natural de Controle Familiar não cria nenhuma mudança
da função reprodutiva, logo, é possível
engravidar normalmente após o término desse
método de controle da natalidade. Aliás, por
você ter um alto índice de conhecimento do
seu próprio corpo e do seu período fértil,
você terá maior facilidade de prever a sua
gravidez no período mais desejado.
Ele é
realmente eficaz para se evitar a gravidez?
O índice
de eficiência do Planejamento familiar natural depende
da sua disposição de seguir os métodos
selecionados anteriormente. Com o seu uso correto, a eficiência
chega a 90%, o que significa que apenas 10 de 100 mulheres
que usam este plano durante um ano, engravidam. Poucos casais
usam os métodos do Plano Natural Familiar corretamente
e por esta razão o índice de sua eficiência
diminui.
Ele ajuda
a prevenir doenças sexualmente transmissíveis?
Não.
O uso dos métodos naturais de planejamento familiar
não a protege da transmissão de doenças
sexuais como (Aids) HIV, HPV, herpes genital e gonorréia.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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