A
osteoporose afeta boa parte das mulheres depois da menopausa.
Não há cura para a doença, só paliativos. A única arma eficaz
contra ela são os cuidados a ser tomados desde a juventude.
A
osteoporose é um dos fantasmas que assombram as mulheres
na pós-menopausa. A doença, tipicamente feminina, causa
um tipo de degeneração óssea para o qual não há cura, só
paliativos. Os sintomas iniciais e mais perceptíveis são
perda de altura e forte dor nas costas. Com os ossos enfraquecidos,
as vítimas da osteoporose podem sofrer fraturas graves,
principalmente de costelas, quadris, punhos e espinha dorsal.
Existem 200 milhões de doentes no mundo, dos quais 10 milhões
estão no Brasil. De cada quatro diagnósticos, três são realizados
somente depois da primeira fratura, quando há muito pouco
a fazer. A arma mais eficaz contra a osteoporose é a prevenção.
Ou seja, muito cálcio, vitamina D e ginástica moderada.
Essas medidas devem ser adotadas desde a juventude. Explica-se:
cerca de 90% da estrutura óssea é formada até os 20 anos.
Quanto mais sólido for seu processo de calcificação, menor
será o risco de a doença se manifestar mais tarde. É como
quem poupa dinheiro para uma aposentadoria tranqüila.
Na verdade, a osteoporose é o acirramento de um fato natural.
A partir dos 35 anos, toda mulher perde massa óssea. A perda
maior ocorre nos primeiros dez anos depois da menopausa.
Isso porque o organismo feminino fica sem a proteção do
hormônio estrógeno, que estimula justamente a formação de
massa óssea. Uma perda de até 10% nesse período é considerada
normal. Entre 10% e 25%, entra-se na fase da osteopenia,
um estágio anterior à osteoporose em que ainda é baixo o
risco de fraturas. As que sofrem da doença têm uma perda
bem mais comprometedora, acima de 25%. Recomenda-se que
entre 30 e 40 anos seja feito um exame de densitometria
óssea, para verificar se já há indícios do problema e servir
de base para comparações futuras. Máquinas de última geração
conseguem medir perdas de massa óssea mínimas, de até 2%.
Se a propensão à doença for identificada com alguma antecedência,
é possível minorar seus efeitos.
O tratamento mais empregado é a reposição hormonal. A administração
de hormônios sintéticos reduz os riscos de fratura em até
70%. Usados por muito tempo, no entanto, aumentam a probabilidade
de surgimento de câncer de mama e de colo do útero. Nos
últimos anos, chegaram às farmácias brasileiras drogas capazes
de retardar a ação da doença. As taxas de sucesso desses
medicamentos chegam a 65% e eles não apresentam os riscos
dos hormônios.
