A
moléstia inflamatória pélvica (MIPA) e uma infecção que
sobe pelo útero até as trompas de Falópio. Pode ser causada
por um ou mais tipos de bactérias e/ou outros de parasitas.
Tanto o homem quanto a mulher podem carregar esses microorganismos
sem ter sintomas e passar para outras pessoas que poderão
desenvolver uma MIPA. Quando há sintomas estes podem variar
de mulher para mulher. A MIPA pode ser aguda ou crônica.
Sintomas
Sintomas de MIPA aguda:
Dor
no abdome ou nas costas (pode ser intensa)
Secreção
vaginal mal cheirosa
Inchaço
ou desconforto abdominal
Cólicas
menstruais intensas
Febre alta Sintoma de MIPA crônica:
Dor
(menos intensa): geralmente aparece no meio do ciclo
menstrual ou durante o exame ginecológico.
Pele do abdome sensivel
Secreção vaginal
Mudança
no fluxo menstrual
Náusea
Febre baixo
Causas
A
causas de MIPA são : Doenças sexualmente transmissiveis
como a gonorréia e a clamídia. Os microorganismos que causam
as doenças sexualmente transmissiveis se movimentam pelos
órgãos reprodutores internos. Bactérias normalmente encontradas
no intestino e que vão para a cavidade pélvica. Isto é mais
provável de acontecer: Depois da relação sexual, principalmente
quando há penetração vaginal após penetração anal. Após
a colocação de DIU (dispositivo intra-uterino) ou o seu
reposicionamento (baixo risco). Em quem já teve MIPA anteriormente
ou teve um surto recente de vaginite Os sintomas da MIPA
são muito semelhantes aos de outras alterações ginecológicas,
como a endometriose e infecções do trato urinário. Isso
pode dificultar o diagnóstico baseado apenas nos sintomas.
O seu médico poderá precisar de testes especiais, como o
ultra-som, para descobrir se você tem uma MIPA.
Tratamento
A
MIPA é tratada como antibióticos (algumas vezes com mais
de um tipo pôr período de 3 a 4 semanas) e repouso. Se a
infecção for grave e houver vômitos, pode ser necessária
hospitalização e administração de antibióticos pôr via endovenosa.
É importante prevenir futuras infecções, o que pode incluir
o tratamento do parceiro sexual infectado, para que você
não se reinfecte. Quando a MIPA não é tratada, pode levar
à contaminação do sangue, formação de coágulos sanguíneos
que se soltam e viajam pela corrente sanguínea até os pulmões,
ou a formação de áreas de tecidos cicatricial na pelve.
Todas essas situações podem provocar risco de vida. Também
pode ocorrer dano irreversível aos órgãos reprodutivos da
mulher, com a consequente infertilidade. Além disso, a mulher
que teve MIPA tem maior risco de: Gravidez tubária ou ectópica
Trabalho de parto e parto prematuros.
Perguntas
a fazer
Você
tem dois ou mais dos sintomas abaixo?
Dor
no abdome ou nas costas (pode ser intensa)
Secreção vaginal malcheirosa
Dor durante a relação sexual
Inchaço ou desconforto abdominal
Fortes cólicas menstruais
Febre alta
Você
sente dois ou mais dos sintomas abaixo?
Dor abdominal no meio do ciclo menstrual
Pele do abdome sensível
Secreção vaginal fora do período da menstruação
Mudança no fluxo menstrual
Febre baixa
Você colocou DIU, principalmente nos últimos 20 dias,
e está se sentindo desconfortável com ele?
Você teve relações sexuais sem proteção (camisinha)
com alguém que você acha que possa ter lhe transmitido
alguma doença sexualmente transmissível?
Dicas de autocuidado
Após
evacuar, limpe-se de frente para trás, mantendo as bactérias
longe da vagina. Quando menstruada, troque os absorventes
com frequência. Não tenha relação vaginal logo após ter
tido relação anal. Não tenha relação sexuais com alguém
que não tenha tratado um caso atual de MIPA ou de doença
sexualmente transmissível ou com alguém que tenha parceiros
que não tenham se tratado. Use métodos anticoncepcionais
de barreira com espermicidas para diminuir o risco de pegar
uma MIPA ou doença sexualmente transmissível de um parceiro
infectado. Estes incluem a camisinha masculina ou feminina,
capuz cervical ou diafragma. Use-os mesmo se estiver usando
outro método anticoncepcional, como a pílula. Não fume.
Você pode ocorrer maior risco de ter uma MIPA se fumar.
Não faça ducha íntima/interna. A ducha pode espalhar o microorganismo,
causando infecção e assim aumentando o risco de MIPA. Não
tenha relações sexuais até o término do sangramento pós-parto,
ou até uma semana após aborto natural ou curetagem. Use
camisinha pôr 2 semanas após a colocação do DIU. Se você
é uma pessoa com maior risco de ter uma MIPA, faça teste
para clamídia e gonorréia quando fizer o Papanicolau.
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