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Menopausa

Do ponto de vista meramente orgânico, a menopausa nada mais é do que uma queda drástica na produção dos dois principais hormônios sexuais femininos, o estrógeno e a progesterona.

Os sintomas físicos decorrentes são extremamente desagradáveis. Oito de cada dez mulheres reclamam de ondas de calor - uma sensação súbita de sufocação que dura, em média, cinco minutos. Outras tantas são vítimas de insônia, ressecamento vaginal e perda de libido. A menopausa também aumenta os riscos de osteoporose e doenças do coração, entre outros.

O tratamento clássico para atenuar esses tormentos é a reposição de estrógeno e progesterona. Os hormônios podem ser administrados sob a forma de comprimidos, adesivos dérmicos, injeções, implantes ou géis.

O grande problema dessa combinação é que, enquanto o estrógeno conserta de um lado, a progesterona atrapalha de outro. E vice-versa. O estrógeno tem a vantagem de fortalecer os ossos, reduzir os riscos de infarto, manter sob controle os níveis de colesterol no sangue e proteger contra o mal de Alzheimer.

Sua desvantagem é que estimula o crescimento acelerado e desordenado das células do útero e das mamas, o que pode aumentar o risco de aparecimento de tumores malignos. A progesterona, por sua vez, ao mesmo tempo que protege o útero, pode aumentar a incidência de câncer de mama. Para diminuir esses riscos, a indústria farmacêutica vem desenvolvendo novas drogas.

Uma delas é o raloxifeno, uma substância sintética que exerce a função do estrógeno, mas não atua nos tecidos mamários e uterinos. No que se refere às implicações psicológicas da menopausa, elas variam de acordo com a história pessoal de cada mulher. Em geral, as que mais sofrem são as que não tiveram filhos. É nessa hora que a função biológica cobra a sua conta. Terapias breves são um bom caminho para superar esse problema.

Fonte: Revista Especial Veja Sua Saúde - 28 de março de 2001 pág. 66


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