Muitas
pessoas não se dão conta de que o câncer de mama não é apenas
uma doença tratada sempre da mesma maneira e cujo desenvolvimento
é previsível para qualquer uma que o contraia.
Há vários aspectos
do câncer de mama que desempenham um papel na determinação
de quão bem uma pessoa pode suporta-lo ou no prognostico
bom ou mau. Os fatores que devem ser levados em consideração
são o tamanho do tumor, o seu potencial de se espalhar para
fora da mama, o seu aspecto microscópico e assim por diante.
Os canceres de mama desenvolvem-se a partir de células que
formam as paredes dos lóbulos e dos ductos de drenagem.
As células cancerosas confinadas aos lóbulos e aos ductos
são chamadas "in situ" ou "não invasivas" pelo fato de não
serem capazes de espalhar-se para outras partes do corpo,
o que muitas pessoas associam com câncer. Um câncer de mama
invasivo é aquele que se movimenta além dos lóbulos e ductos,
para dentro do tecido mamário adjacente.
Um
câncer não invasivo pode tornar-se invasivo se não for tratado.
Os cânceres invasivos têm a habilidade de se espalhar e
entrar nos canais linfáticos e daí às glândulas linfáticas
sob os braços - este é o local mais comum para onde ele
se espalha e de onde ganha a corrente sanguínea para atingir
outros lugares do corpo. O sistema linfático está envolvido
na luta contra as infecções e forma uma rede de canais linfáticos
e glândulas linfáticas por todo o corpo. Se um germe entra
no organismo, ele passa através dos canais linfáticos para
as glândulas linfáticas onde estão as células que matam
os germes. As células das glândulas linfáticas ou matam
os germes ou produzem substâncias chamadas "anticorpos"
as quais são liberadas no sangue. As glândulas linfáticas
que drenam as mamas estão sob o braço, assim, quando as
células cancerosas entram nos canais linfáticos elas dirigem-se
para essas glândulas.
Ambos os canceres invasivos e não-invasivos são ainda subdivididos
de acordo com outros critérios. No caso dos cânceres invasivos
as distinções mais importantes dizem respeito a como eles
crescem e se espalham e ao tipo de célula envolvido.
Quando
um câncer é examinado sob o microscópio, é possível determinar
quão expressivo ele é - em outras palavras, quão rápida
e extensamente ele deve se espalhar. Seguindo-se esse critério,
um tumor pode ser classificado em um de três graus - I,
II e III, em ordem de gravidade.
O
câncer de mama não é apenas uma doença, mas, sim, um conjunto
de doenças distintas. Talvez seja mais fácil entende-lo
se você o comparar a cachorros. Em uma ponta do espectro
está um tipo de câncer pequeno, de células chamadas especiais,
que age muito a semelhança de um cãozinho de estimação bem
comportado. No outro extremo está um câncer grande com células
de nenhum tipo especial e incontrolável como um rottweiler.
O objetivo é sempre determinar o tipo de câncer que uma
mulher tem e daí planejar o tratamento de acordo.
Um dado importante antes do médico instituir o tratamento
é saber se o câncer já de espalhou e, no caso afirmativo,
definir sua extensão. Se um câncer de mama é diagnosticado,
você certamente vai passar por um exame clínico completo,
exames de sangue e raio-X de tórax para constatar se não
há comprometimentos de outras partes e para avaliar o seu
estado geral com vistas à cirurgia.