De acordo com
pesquisa publicada na Revista de Odontologia da Universidade
de São Paulo (volume 12; número 3), se tomada
junto com antibióticos, a pílula anticoncepcional
pode não fazer efeito, deixando as mulheres desprotegidas
contra uma gravidez indesejada.
A pesquisa
relata que ocorreu uma maior incidência de sangramento
entre as menstruações, em mulheres que usavam
contraceptivos orais e, ao mesmo tempo, tomavam a rifampicina
(antibiótico para tratamento de tuberculose). O
sangramento, caso não tenha ocorrido antes, significa
que a pílula perdeu a sua eficácia. O esperado
é que a pílula anticoncepcional falhe em apenas
1% das vezes, mas parece que isto não ocorre, quando
há uma associação com antibióticos.
Os contraceptivos
orais, compostos pelos hormônios estrogênio
e progesterona, atuam inibindo a ovulação,
atrofiando o revestimento do útero e dificultando
a passagem dos espermatozóides, devido ao aumento
da viscosidade do muco cervical. Para minimizar os riscos
cardiovasculares e outros efeitos colaterais associados
às pílulas, as dosagens hormonais desses remédios
foram reduzidas. Normalmente, as concentrações
baixas da pílula, não interferem com os resultados
esperados. Porém, quando associados com antibióticos
ou antimicrobianos, os níveis hormonais podem cair
ainda mais, comprometendo a eficácia do anticoncepcional.
Os médicos
e dentistas devem estar alertas para este fato, pois quando
há necessidade de se prescrever um antibiótico
para a paciente, é preciso saber se ela está
em uso de anticoncepcional, mais especificamente, da pílula.É
raro uma paciente informar ao dentista que toma pílula
anticoncepcional. Por isso, ele deve adverti-la sobre o
risco de interação medicamentosa e encaminhá-la
a um médico.