Amamentar
por períodos prolongados é saudável não apenas para a saúde
do bebê como pode contribuir também para afastar o risco
de surgimento de câncer de mama na gestante anos mais tarde.
Foi o que concluíram pesquisadores da Universidade Yale
(EUA), que acompanharam 808 chinesas entre 1997 e 1999,
grupo cuja metade tinha tido o tumor. Quem havia amamentado
por dois anos ou mais apresentava redução de 50% no risco
de ocorrência de câncer no local. Para explicar o efeito
protetor, uma das hipóteses é que a mulher que fica grávida
e depois amamenta estaria menos exposta à ação do estrógeno,
hormônio que estimula a multiplicação de certas células,
como as das glândulas mamárias e as dos ovários, e pode
ajudar ma proliferação de células cancerosas. "A mulher
teria assim proteção relativa contra o câncer de mama",
diz Mário Mourão Netto, diretor do departamento de Mastologia
do Hospital do Câncer, em São Paulo.