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Câncer do colo uterino é uma das grandes preocupações no Brasil perdendo somente para o câncer de mama

O HPV é a mais comum das doenças sexualmente transmissíveis e está presente em 40% das mulheres com idade abaixo dos 35 anos

O câncer de colo uterino, atualmente, é diagnosticado em 75% dos casos em sua fase precoce. Mesmo assim, segundo o Ministério da Saúde, 17600 novos casos de cancer de colo uterino invasivo são estimados para o ano de 2002. A região brasileira que mais contribuiu para o da doença no Brasil é a Sudeste, devido a maior densidade demografica. Essa região, é responsavel por 47,10% dos novos casos de cancer do colo uterino no Brasil. Em seguida, vem a região Nordeste, com 21,76%. As regiões Sul, Centro-oeste e Norte responsaveis por 14,54%, 10,23% e 6,37% de novos casos.

A multiplicidade de parceiros, monogamia com parceiros não monogâmicos, fumo, dieta, uso prolongado de anticoncepcional oral, doenças sexualmente transmissíveis em particular o HPV (Papiloma Vírus Humano), uso de drogas imunossupressoras e doenças que levam a diminuição da imunidade, são fatores que agem direta ou indiretamente sobre o epitélio do colo uterino levando a pequenas alterações que, com o passar do tempo, se não tratadas, podem levar ao câncer do colo do útero. Nestas alterações iniciais a mulher não apresenta qualquer sintoma.

O inicio da prevenção do câncer ginecológico deve ser realizada quando a mulher começar a ter vida sexual ativa. De acordo com o médico ginecologista Paulo Cunha Giraldes, membro do corpo clinico do Hospital Israelita Albert Einstein, é preciso orientar e educar a mulher para a vida sexual, pois a multiplicidade de parceiros assim com aquelas mulheres monogâmicas com parceiros não monogâmicos estão mais susceptíveis de contrair doenças sexualmente transmissíveis, principalmente o HPV.

A transmissão do HPV é essencialmente sexual, sendo transmitido mesmo com uso de preservativo. O HPV não tem sintomas e é mais incidente em mulheres entre 20 e 23 anos de idade. Apresentam a capacidade de regressão espontânea em 60% dos casos e 14% persistem podendo evoluir com alterações celulares. Estão presente em 40% das mulheres com idade abaixo dos 35 anos, sendo que em mulheres acima de 35 anos somente de 5 a 10% apresentam infecção persistente por vírus de alto risco oncogênico.

“Alguns tipos do HPV parece ter capacidade carcinogênica sendo um dos precursores do câncer cervical e estão presentes em aproximadamente 90% das lesões pré-invasivas. Atualmente, se compararmos o câncer do colo uterino com o de pulmão verificaremos que a relação HPV/Câncer cervical é maior que a relação Fumo/Câncer de pulmão”, afirma Giraldes.

A mulher precisa realizar anualmente o exame preventivo, conhecido como Exame de Papanicolaou. A técnica de colheita é simples e indolor. Quando o exame de Papanicolaou apresenta-se normal a mulher é orientada a repetir o exame em um ano. Nos casos em que o resultado do exame apresenta-se alterado deve-se complementar a pesquisa com o exame de colposcopia e quando se observa uma lesão suspeita, a biopsia torna-se necessária. O tratamento destas lesões está relacionado ao resultado da biopsia, sendo na maioria das vezes tratamentos curativos e pouco invasivos, principalmente nas mulheres que fazem os exames de prevenção do colo uterino periodicamente.

Quando o câncer de colo uterino já está instalado, é preciso realizar o estadiamento e tratamento da doença.

Fonte: Dr. Paulo Rubens Cunha Giraldes pertence ao Corpo Clinico do Hospital Israelita Albert Einstein. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos em 1975. Possui título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia – TEGO e título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela AMB. Foi professor Assistente da Disciplina de Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas de Santos, do Departamento de Tocoginecologia (1980 a 1996). 1º Secretário da SOGESP – Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo – no período de 1991 a 1993.


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