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Avanços no tratamento da incontinência urinária

Denominamos Incontinência Urinária as perdas involuntárias de urina que podem ser subdivididas em: pequenos, médios e grandes esforços, fazendo diminuir a qualidade de vida das mulheres.

As causas de incontinência urinária são:

  • Aumento de pressão sobre os músculos do períneo
  • Flacidez da musculatura perineal
  • Baixa de hormônios femininos
  • Aumento da expectativa de vida

Até há pouco tempo este assunto era tratado com pouca importância, pelo simples fato de as mulheres se sentirem constrangidas em falar deste problema aos seus médicos e aos seus companheiros . Por outro lado os médicos tratavam com técnicas que hoje sabemos que não são muito eficientes. Atualmente as mulheres vêm se informando através dos diferentes meios de comunicação, o que faz elas buscarem ajuda cada vez mais precoce.

Este problema atinge mulheres em todas as faixas etárias, e hoje sabemos que 40% de todas aquelas que já foram submetidas a cirurgias para correção de incontinência urinária, poderão em algum momento ser reoperadas.

A medicina é uma ciência das verdades transitórias, e atualmente novas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas, para o tratamento deste problema.

Hoje o diagnóstico vem desde uma minuciosa conversa com a paciente, entendendo exatamente como acontecem as perdas urinárias, e também através de exames específicos, tanto no consultório como em laboratórios através de aparelhos próprios para medir as pressões no trajeto da urina. Após isto poderemos indicar qual a técnica cirúrgica mais apropriada para o caso.Tudo isto se deve principalmente por um avanço no conhecimento da anatomia feminina.

Dentre os tratamentos cirúrgicos atuais temos utilizado telas ou malhas de polipropileno de macroporos que fazem com que o índice de retorno do problema caia quase a zero.Estas técnicas devem ser realizadas por uma equipe muito bem treinada, a duração média é de 40 minutos, e a anestesia é geralmente a raquianestesia. A paciente tem alta do hospital usualmente no mesmo dia, ou no máximo em 24 horas, podendo retornar as atividades profissionais em média de sete dias.

Em alguns casos há a necessidade de iniciarmos um tratamento com medicamentos que pode ser por via oral, outros casos por via vaginal através de hormônios locais, e por fim existem casos que são necessários uma injeção de produtos na uretra.

A fisioterapia vem ocupando um lugar de muita importância, pois em muitos casos técnicas de exercícios físicos específicos do períneo, e uso de aparelhos que ajudam a fortalecer os músculos do períneo, ajudam na resolução do problema.

Para finalizar é sempre bom lembrarmos que tudo isto pode ser evitado quando fazemos uma medicina preventiva e não curativa, isto é, deveremos nos cuidar antes do problema acontecer.

Os cuidados que devem ser feitos são:

  • Manter o peso ideal
  • Fazer exercícios físicos freqüentes e com orientação
  • Fazer fisioterapia perineal após os partos
  • Ir freqüentemente ao ginecologista.

Fonte: Dr. Milton Wajman
CRM 42384

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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