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Planejando a gravidez

O desejo de ter filhos faz parte da vida de homens e mulheres e é extremamente importante o período em que planejam ter um bebê. Pensar na vinda de um novo ser não significa para o casal, apenas, antegozar as alegrias da expectativa. É preciso preocupar-se com a saúde do futuro nenê e para isso, preocupar-se com a própria saúde.Para que a gravidez ocorra, para que a gestação se desenvolva tranqüila e para que o recém-nascido seja saudável, é necessário que a futura mamãe tenha acompanhamento médico.

Avaliação da saúde do casal

Exames médicos, os chamados check-ups pré-gravidez, são necessários para avaliação do estado de saúde do casal. As consultas são oportunidades para que os parceiros contem seu histórico de doenças familiares, discutam com o obstetra suas ansiedades, esclareçam suas dúvidas e sejam orientados por ele sobre tudo o que é benéfico ou nocivo para a gestação de um bebê sadio.

É importante lembrar que, apesar do desejo de conceber um filho, nem sempre a gravidez ocorre no primeiro mês de tentativa e que não deve haver ansiedade nessa expectativa, pois pode contribuir para dificultar a concepção.

Exames laboratoriais

Além dos exames físicos completos, inclusive o pélvico, o médico solicita para a mulher os seguintes exames laboratoriais:

  • Papanicolaou - para avaliação da saúde das células do útero.
  • Exames de sangue - para identificação do tipo sangüíneo e de possíveis doenças.
  • Teste para verificação de açúcar no sangue (glicemia).
  • Pesquisa de rubéola, anemia e toxoplasmose, que podem comprometer o desenvolvimento normal do feto.
  • Testes de laboratório para detecção de doenças sexualmente. transmissíveis, que podem contaminar o bebê através da mãe (AIDS, hepatite B, sífilis, citomegalovírus).

Recomendações médicas

Mesmo com saúde perfeita, a mulher que deseja ser mãe receberá do seu médico recomendações quanto à ingestão de vitaminas, à alimentação, peso corporal e exercícios físicos.

  • Vitaminas - No mínimo um mês antes de engravidar e até o fim do terceiro mês de gestação, deve tomar complexos vitamínicos contendo ácido fólico, pois podem diminuir os riscos de o bebê nascer com defeitos congênitos.
  • Alimentação - Sua dieta deve ser balanceada, com consumo de verduras, legumes, frutas e cereais. Açúcar e café, quando em excesso, podem ser nocivos ao desenvolvimento do feto. Bebês de mães que fumam e/ou bebem nascem com peso baixo.
  • Exercícios físicos - Além de ajudarem na estética corporal e prepararem o corpo para as alterações da gravidez, estudos mostram que os exercícios físicos regulares e adequados, estimulam a produção de substâncias cerebrais responsáveis pelo bem estar psíquico. A mulher deve, pois, praticá-los antes, durante e depois da gestação.
  • Peso corporal - O ideal é que bons hábitos alimentares e exercícios físicos estejam mantendo o peso normal da mulher que vai passar pelo processo da gestação. Magreza excessiva ou obesidade são, sempre, fatores de risco na gravidez e no parto.

Controle de doenças

É importante que o diagnóstico de hipertensão arterial, alterações da tireóide, anemia e doenças auto-imunes seja feito antes da gravidez, pois devem ser tratadas e, posteriormente, controladas durante toda a gestação. É importante, também, que mulheres com mais de 35 anos peçam orientação ao seu ginecologista sobre o risco de terem um feto mal-formado. Ele saberá orientá-las sobre exames fetais que podem detectar anormalidades em bebês de algumas semanas de gestação.

Vacinas

As mulheres que não possuem anticorpos contra rubéola devem ser vacinadas e evitar a gravidez durante, pelo menos, três meses após a imunização. Também existe vacina contra a hepatite B, infecção crônica que pode ser transmitida ao feto.

Doenças genéticas

Existem doenças que são hereditárias, como a fenilcetonúria, Tay-Sachs, anemia falciforme, fibrose cística e hemofilia. Casais sadios podem ser portadores desses traços genéticos, portanto, se houver histórico familiar de qualquer uma dessas doenças, é preciso fazer testes sangüíneos, antes de conceber um bebê. O aconselhamento genético antes da gravidez é muito útil nesse caso.

No passado, a medicina preventiva não estava desenvolvida e, por isso, muitas mortes de mulheres e de bebês aconteceram por ignorância. Hoje, a informação está ao alcance de todos e não é difícil receber orientações médicas, porém, apenas isso não basta. É preciso colocá-las em prática.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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