O que é Pânico?
Conta a lenda que o deus
mitológico Hermes teve um filho com Penélope. A criança ao nascer
era tão feia que sua mãe saiu correndo! Essa criança recebeu o nome de Pã,
e tinha o estranho hábito de aparecer subitamente para os viajantes, que em
geral tinham uma reação de grande medo, de pânico.
Vem dessa lenda o nome da
síndrome do pânico. Hoje em dia, essa síndrome é o nome médico para uma
reação de grande medo, em geral com sintomas extremamente desagradáveis, que
aparecem sem nenhuma razão aparente.
Como o Pãnico é formado?
Para entender como é formada
a síndrome do Pânico, tente imaginar que a sua cabeça é como uma casa
que tem um alarme contra ladrões. Esse alarme é muito útil para situações de
emergência. No entanto, para certas pessoas, esse alarme toca sem mais essa
nem aquela, sem nenhum motivo aparente. Quando esse alarme toca, damos o nome
de Crise de Pânico.
Quais são os sintomas do Pânico?
Bem, na verdade são sensações
bastante fortes de medo, em geral acompanhados de pelo menos quatro dos seguintes
sintomas:
falta de ar,
palpitações,
dor ou desconforto no
peito,
sensação de sufocamento
ou afogamento,
tontura ou vertigem,
sensação de falta de
realidade,
formigamento,
ondas de calor ou de
frio,
sudorese,
sensação de desmaio,
tremores ou sacudidelas,
medo de morrer ou de
enlouquecer ou de perder o controle.
Crise de Pânico não é Sindrome
do Pânico!
É importante notar que esses
quatro desses sintomas sugerem o diagnóstico de crise de pânico. Para
que haja a síndrome do pânico, é necessário que esse medo e esses sintomas
ocorram de forma inesperada, que sejam recorrentes, e que não sejam precipitados
por alguma situação ou acontecimento.
Complicações
Para piorar mais ainda a
situação, é comum com as pessoas que tem pânico passarem a ter medo dos
locais aonde a crise aconteceu. Desse modo, a pessoa tem uma crise dentro de
um carro, e passa a não querer mais dirigir. Tem outra crise num lugar fechado,
e passa a não querer mais entrar em shopping center ou em bancos. E assim por
diante. Para tentar diminuir esse medo, acaba sempre procurando lugares em que
a saída seja fácil, e também andar sempre acompanhada. Infelizmente essas medidas
não são suficientes, e é necessário tratamento especializado.
Tratamento
A boa notícia fica por
conta dos tratamentos atuais. Existe medicamentos capazes de efetivamente interromperem
essas crises. São medicações que agem no cérebro, regularizando as áreas cerebrais
aonde essas crises são desencadeadas. Não são, portanto, simples "calmantes",
mas verdadeiros regularizadores do funcionamento cerebral.
O tratamento em geral deve
ser seguido por uma terapia do tipo comportamental para acabar com outro problema
de quem tem pânico. Trata-se do medo das crises de medo! Em geral quem
tem pânico fica condicionado a achar que vai morrer quando a crise começa.
Resultado: quando sente pequenos sintomas que lembram a crise, já são tomadas
por esse medo, o que acaba resultando numa crise completa de pânico.
Esse tipo de terapia é bastante
específico. Em outras palavras não é qualquer tipo de terapia que funciona com
o pânico e algumas podem até mesmo piorar o quadro. Mas quando a terapia
comportamental é aplicada corretamente, e em conjunto com a medicação adequada,
consegue-se melhora acentuada ou ausência total dos sintomas em 80 % das pessoas,
num prazo bastante rápido.
Uma medida fundamental no
pânico é saber respirar: durante a crise a maioria das pessoas que sofre
desse transtorno respira de modo superficial, o que acaba por mudar a química
do sangue, que por sua vez é interpretado pelo cérebro como uma situação de
emergência, gerando mais e mais crises de pânico.
Fonte:
Cyro Masci
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