Saúde de A a Z
     Tudo Sobre Saúde

Alimentos e seus valores

Conheça seus exames

Curiosidades de saúde

DST

Emergências

Especialidades médicas

Farmácia em casa

Genética

Imunização

Medicina alternativa

Medicamentos genéricos

Outras doenças

Por uma vida mais saudável

Prevenção

Problemas comuns

Saúde da criança

Saúde da mulher

Saúde do homem

Saúde mental

Saúde teen

Sexo e drogas

Terceira idade

Vitaminas

Saúde mental

Hipocondria

Quando a fixação por remédios se torna uma disfunção

Em qualquer lugar que você vá, leva junto algum remédio? É só sentir uma dorzinha ou um pequeno mal-estar, para marcar logo uma consulta com o médico? Tem mania de comprar remédios na farmácia, para o caso de algum dia precisar? Esses são alguns sinais que denotam um hipocondríaco.

Como regra geral, quem tem hipocondria se sente mais à vontade quando está às voltas com o mundo das doenças, em vez de se concentrar no próprio bem-estar. É um comportamento muito diferente daquela preocupação ou cisma passageira, que muitas pessoas têm com algum sintoma ou dor e decide procurar um especialista para tirar a dúvida.

Principais sintomas do hipocondríaco:

  • Grande sensibilidade para identificar movimentos, barulhos e outros sinais do corpo que passariam despercebidos para a maioria das pessoas.
  • Dar importância demais a qualquer sinal físico ou dor.
  • Impressão de que qualquer dorzinha ou desconforto é sinal de doença grave.
  • Tomar remédios com freqüência, sem prescrição médica.
  • Ter necessidade de consultar vários médicos, apesar de vários deles terem feito o mesmo diagnóstico com base nos resultados dos exames.
  • Viver com a suspeita constante de ser portador de alguma enfermidade grave.

    A vista do perigo da hipocondria

A maioria das pessoas que sofre de hipocondria são pessoas de personalidade carente e com tendência à depressão e ansiedade. A tendência de se automedicar tende a agravar ainda mais o quadro da doença. Um dos riscos é misturar substâncias que não combinam e, com isso, desencadear vários efeitos colaterais.

O excesso de remédios também pode provocar intoxicações e até matar. A insônia, a enxaqueca e a labirintite, por exemplo, estão entre as queixas mais comuns das pessoas com hipocondria. Por isso, muitos hipocondríacos freqüentemente acostumam tomar comprimidos para dormir e antidepressivos. O problema, nesse caso, é criar dependência: dificilmente essas pessoas conseguem se livrar dos medicamentos depois. A hipocondria não é considerada uma doença pela Organização Mundial de Saúde, porque não apresenta um conjunto claro de sintomas. Classificada como uma disfunção, atinge mais de 1% da população mundial.

A hipocondria e os médicos

Em geral, o hipocondríaco chega no consultório com uma pasta enorme onde guarda seus exames. Ele não sabe o que procura. Busca uma doença. E neste momento o médico pode cometer negligência, a qual se deve às atuais condições de atendimento. Por ter pouco tempo para a consulta, o médico mal ouve o paciente, optando por fazer uma bateria de exames para diagnosticar a “doença”. Sem encontrar nada de errado, ele prefere encaminhar o caso para outro especialista. E assim o hipocondríaco inicia a peregrinação por consultórios. Felizmente, há esperança de que isso mude. Pouco a pouco, os médicos estão modificando sua atenção ao paciente, procurando entender toda a dimensão psíquica. A hipocondria vai além do transtorno.

Cada vez mais o corpo se presta a uma forma de representação, um modo de comunicação. Muitas dificuldades na vida se manifestam por via corporal. Quando a pessoa passa a se sentir doente, sem razão para tal, é possível entender o problema como um pedido de atenção. O ideal seria que o médico perguntasse a história de vida desse paciente. Desse modo, o profissional pode descobrir que as queixas nasceram de uma experiência marcante e mal resolvida. Ou seja, se a pessoa evita lidar com o problema, talvez o corpo seja obrigado a se expressar. E na forma de dor.

Tratamentos e a Cura

Dependendo da gravidade do caso é aplicado um determinado tratamento, por isso a urgência em procurar um especialista. Quando o psiquiatra ou psicólogo descobre que a disfunção está associada a algum tipo de depressão, pode combinar a psicoterapia com o uso de medicamentos antidepressivos. Os resultados podem vir a médio prazo (1 ano) ou demorar bastante (mais de 2 anos). Tudo vai depender do diagnóstico preciso e da vontade da pessoa de se tratar.

Mesmo quem não sofre de hipocondria pode ficar mais sensível às alterações que ocorrem no organismo e se impressiona com elas em algum momento da vida. São episódios breves, que provavelmente estão relacionados com oscilações de humor ou dos níveis hormonais. As mulheres estão mais sujeitas a esse tipo de comportamento durante a menstruação ou no período que a antecede, quando ficam supersensíveis.

Atitudes e emoções podem influenciar na manifestação da hipocondria.

  • Desconfiança permanente em relação às condições gerais da saúde.
  • Medo constante de morrer.
  • Estados freqüentes de profunda ansiedade, tristeza ou depressão.
  • Compulsão por conversar com pessoas doentes para comparar sintomas e mal-estares.
  • Sensação de segurança ao tomar remédios, mesmo sem a presença de sintomas.
  • Sensação permanente de insatisfação, carência e desatenção.
  • Negativismo e queixas constantes em relação à vida.
  • Não deixe momentos de fragilidade e maior sensibilidade do seu dia-a-dia atingirem seu equilíbrio mental e/ou espiritual.

Se detectar que está fazendo pouco pelo seu bem-estar, refaça seu cronograma diário e reserve mais tempo às atividades que lhe fazem bem. E não se esqueça que o melhor remédio contra a hipocondria é saber desfrutar o prazer de viver.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


A LINCX Sistemas de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal