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Gardner e a teoria das inteligências múltiplas

A Teoria das Inteligências Múltiplas, um resultado do empenho para se conhecer as capacidades cerebrais é uma nova concepção científica sobre a mente, uma visão pluralista, que reconhece diferentes facetas de cognição. Segundo essa teoria, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, sob a direção do psicólogo Howard Gardner, todo ser humano, excluído os casos de lesões cerebrais, possui potencialidade a serem desenvolvidas de diversos tipos de inteligência, entendendo-se inteligência como a capacidade de resolver problemas ou elaborar produtos valorizados em um ambiente cultural ou comunitário. A resolução de problemas inclui a habilidade de comunicações de idéias e emoções, que não precisam necessariamente ocorrer através da comunicação verbal, da inteligência lingüística.

A pesquisa feita a partir de uma perspectiva fundamental em aspectos psicológicos e biológicos, constata que embora as inteligências sejam inatas e façam parte da natureza humana como os olhos ou coração, é a partir das relações com o ambiente e com a cultura, que o homem desenvolve mais algumas e deixa de aprimorar outras. Gardner defende que estas gamas de habilidade não são fixas por Deus, mas construída por homens e mulheres. Um potencial biopsicológico, que depende de estímulos culturais para ser desenvolvido.

Conforme esclarecimento do pesquisador, a idéia das inteligências múltiplas é antiga e ele não pretende reivindicar a sua autoria, mas sim o fato de organizar esses conceitos e sistematizá-los a partir de novas descobertas sobre o cérebro humano.

Nesta nova visão, as conceituadas inteligências lógico-matemática e lingüística são apenas parte de um espectro muito mais amplo. Há capacidades importantes para a vida humana, tanto do ponto de vista de realização pessoal quanto profissional, que não são desenvolvidas nas escolas. Gardner não fala mais de uma inteligência, mas de um feixe de inteligências, onde a lógica-matemática e lingüística são colocados na mesma condição das demais. É inteligente quem administra um hotel, quem cura alguém, quem faz um poema, quem possui auto conhecimento, quem constrói um computador, quem sabe se guiar numa floresta.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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