A co-dependência ocorre
quando uma pessoa "toma conta" de um indivíduo viciado ou problemático. Esse
indivíduo pode ser dependente de álcool, drogas ou jogo. Ou, ele ou ela pode
estar com problemas emocionais causados por uma doença física ou emocional.
O co-dependente pode ser um cônjuge, pai, mãe, filho, amigo, etc.
Abaixo listamos os principais
papéis que os co-dependentes costumam desempenhar:
Permissivo: permite que
a pessoa continue a ter o seu comportamento ou vício autodestrutivo ou nega
que a pessoa tenha algum problema.
Salvador: cria desculpas
para o comportamento da pessoa, ou "salva-a" de situações desagradáveis (por
exemplo: colocar um alcoólatra na cama após ele ter desmaiado).
Babá: cuida de todos
os aspectos familiares e financeiros que mantêm a família unida.
Participador: racionaliza
o comportamento destrutivo da pessoa como sendo algo normal, permitindo que
ele aconteça ou mesmo participando dele.
Herói: torna-se uma
"superpessoa" para preservar a imagem da família.
Queixoso: culpa a pessoa
e torna-a bode expiatório de todos os problemas.
Alienado: desliga-se
da família e age como se não ligasse para o problema ou para a pessoa.
A maioria dos co-dependentes
não percebe que tem um problema: co-dependência.
Essas pessoas concentram
mais energia nas atitudes e necessidades do outro do que nas próprias. Pensam
estar ajudando o outro.
Perguntas a fazer
Você age de maneira
semelhante a três ou mais das afirmações abaixo?
Pensa mais no
comportamento e nos problemas do outro do que na sua própria vida.
Sente-se ansioso
em relação ao comportamento da pessoa viciada e controla-a constantemente
na tentativa de pegá-la usando a droga e/ou álcool.
Teme que se
parar de controlar o outro ele perderá o controle.
Culpa-se pelos
problemas dessa outra pessoa.
Acoberta essa
pessoa quando ela é "pega" mentindo ou está em situação embaraçosa em
relação ao seu problema ou vício.
Nega que essa
pessoa realmente tenha problema com drogas, álcool, etc. e fica bravo
ou na defensiva quando outros sugerem que haja um problema de dependência
ou uso abusivo de substâncias como álcool ou drogas.
(Nota: Você
pode não ser um verdadeiro co-dependente, mas deve procurar ter consciência
de como o seu comportamento pode estar colaborando com o vício ou dependência
de outra pessoa.)
Dicas de autocuidado
A maioria dos co-dependentes
não percebe sua co-dependência e pode precisar de ajuda para tal. As dicas que
se seguem são sugestões gerais. Para muitas pessoas, é difícil segui-las sem
a ajuda de um psicólogo ou orientador.
Leia livros sobre co-dependências.
Estes podem ser encontrados em livrarias e bibliotecas. Você poderá se identificar
com o que lê e adquirir conhecimento.
Concentre-se nestes 3
"C":
Você não causou
o problema da outra pessoa.
Você não pode controlar
essa pessoa.
Você não pode curar
o problema.
Não minta, não dê desculpas
e não acoberte o uso abusivo de álcool, drogas, ou outros problemas. Admita
para si mesmo que esta não é uma maneira normal de viver e que a pessoa envolvida
tem realmente problema e precisa de ajuda profissional.
Recuse-se a ajudar a
pessoa. Toda vez que você "salva" uma pessoa dependente de um problema, você
está reafirmando a incapacidade dessa pessoa e sua falta de esperança.
Se você ou suas crianças
estiverem sofrendo de abuso verbal ou sexual, não permita que essa situação
continue. Saiba que existem vários grupos de orientação e apoio para co-dependentes.
Continue mantendo suas
rotinas familiares normais. Inclua o alcoólatra, por exemplo, quando este
estiver sóbrio.
Concentre-se nos seus
próprios sentimentos, desejos e necessidades. Pensamentos negativos costumam
sempre estar por perto. É importante eliminá-los de maneira saudável. Comece
a fazer o que é bom para você e para o seu bem-estar.
Permita
que as crianças expressem seus sentimentos abertamente. Mostre a elas como
fazê-lo expressando os seus próprios sentimentos.
Estabeleça limites para
o que irá ou não fazer. Seja firme e respeite esses limites. É natural querer
ajudar as pessoas que você ama, mas neste caso não trará nenhum benefício.
Procure se envolver em
novas experiências e interesses. Encontre maneiras de desviar sua atenção
dos problemas do outro.
Responsabilize-se por
você e pelas outras pessoas da família no sentido de viverem uma vida melhor,
independente da recuperação da pessoa amada.
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