|  Prevenção
de doenças em homens
Os
exames de rastreamento fazem parte da medicina preventiva
básica e podem ser solicitados pelo seu médico.
Tenha uma postura ativa em relação à
saúde e converse com ele sobre esses exames. A seguir,
encontra-se uma lista de doenças e uma descrição
dos exames recomendados. Em geral, são exames simples
e seguros que podem ajudar a diagnosticar muitas doenças
antes de suas complicações.
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Hipertensão
arterial
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Hipercolesterolemia, hiperlipidemia, dislipidemia
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Diabetes mellitus do adulto
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Câncer/pólipos de cólon e reto
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Câncer
de próstata
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Glaucoma
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Melanoma
e outros tipos de câncer de pele
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Câncer de bexiga
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Hiper-homocisteinemia
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Hipertensão
arterial |
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Exames
ou procedimentos:
Medida da pressão arterial
- Hipertensão
arterial: sistólica>140 mmHg, e/ou diastólica>90
mmHg
- Pressão
arterial limítrofe: sistólica 130-140
mmHg, e/ou diastólica 85-90 mmHg
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
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A pressão arterial de adultos com níveis
normais (sistólica<130 mmHg e diastólica<85
mmHg) deve ser medida pelo menos uma vez a cada
dois anos.
- A
pressão arterial de adultos com valores limítrofes
(sistólica entre 130-140 mmHg ou diastólica
entre 85-90 mmHg) deve ser medida novamente em 3-6
meses.
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Benefícios do diagnóstico precoce
Níveis elevados de pressão arterial podem
causar doenças vasculares (aterosclerose) que provocam
o infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca
congestiva, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência
renal.
A
hipertensão arterial pode causar doenças em
pacientes sem produzir sintomas.
Existem
inúmeras evidências de que o tratamento da
hipertensão arterial pode reduzir o risco de doenças
cardíacas, AVC e insuficiência renal.
Tendo
em vista que existem evidências de que adultos com
níveis de pressão arterial no limite superior
da normalidade podem se beneficiar da redução
da pressão arterial, converse com o médico
sobre a quantidade de sal na dieta, a prática de
atividade física e o controle do estresse.
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Hipercolesterolemia
(Hiperlipidemia, Dislipidemia) |
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Exames
ou procedimentos:
Perfil lipídico, incluindo:
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Colesterol total
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Fração LDL do colesterol (colesterol
ruim)
-
Fração HDL do colesterol (colesterol
bom)
-
Relação colesterol total/HDL
-
Triglicerídeos
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
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Adultos com mais de 20 anos devem realizar o exame
a cada 5 anos, quando LDL < 130 mg/dL, e a cada
1-3 anos com níveis intermediários
de LDL (entre 130 e 160 mg/dL).
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Benefícios do diagnóstico precoce
Níveis elevados da fração LDL ou reduzidos
de HDL aumentam o risco de desenvolver aterosclerose (perda
da elasticidade das artérias). A aterosclerose pode
começar a se desenvolver durante a adolescência
e progredir sem produzir sintomas durante muitos anos. Posteriormente,
é responsável pelo infarto do miocárdio
e o AVC.
Existem várias evidências de que a redução
de níveis elevados ou no limite superior da normalidade
de LDL, bem como a elevação dos níveis
reduzidos de HDL, ajuda a prevenir o infarto do miocárdio
e, em alguns casos, o AVC em pacientes com ou sem antecedente
de aterosclerose.
O
tratamento de pacientes com níveis elevados de colesterol
ou valores no limite superior da normalidade envolve vários
fatores. Os pacientes devem conversar com o médico
sobre a ingestão de calorias, godura total, gordura
saturada e colesterol, bem como sobre a perda de peso e
a prática regular de atividade física.
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Diabetes
mellitus do adulto
Condição
caracterizada por níveis elevados de açúcar
no sangue (hiperglicemia) |
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Exames
ou procedimentos:
Exames para o diagnóstico de diabetes mellitus:
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Glicemia de jejum (dosagem de açúcar
no sangue após pelo menos 8 horas de jejum),
valores normais abaixo de 126 mg/dL
- Glicemia
pós-prandial (dosagem de açúcar
no sangue 2 horas após uma refeição),
valores normais abaixo de 140 mg/dL
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
Pessoas
saudáveis com mais de 45 anos devem fazer
glicemia de jejum a cada 3 anos.
Adultos
com maior risco de desenvolver diabetes devem realizar
o exame mais freqüentemente. Esse grupo inclui:
-
Pessoas acima do peso
-
Parentes de pacientes com diabetes de início
na vida adulta
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Benefícios
do diagnóstico precoce
O diabetes pode causar a aterosclerose que, por sua vez,
pod provocar infarto do miocárdio e AVC, além
de comprometer a circulação arterial para
os membros superiores e inferiores. Também pode causar
lesões oculares, renais e em alguns nervos.
Em geral, a doença causa lesões em vários
órgãos sem produzir sintomas, exceto quando
a extensão das lesões é grande. Existem
evidências de que o controle da glicemia com medicamentos,
dieta, controle do peso e atividade física é
capaz de retardar o desenvolvimento da aterosclerose e das
lesões oculares, neurológicas, cardíacas
e renais.
Outras evidências sugerem que a menor ingestão
de calorias (particularmente de carboidratos industrializados,
açúcares e doces), a prática regular
de atividade física e a perda de peso ajudam a prevenir
o desenvolvimento do diabetes, principalmente em adultos
com risco elevado para a doença.
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Câncer/pólipos
do cólon e reto |
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Exames
ou procedimentos:
- Pesquisa
de sangue oculto nas fezes – exame utilizado
para identificar pequenas quantidades de sangue
nas fezes. É simples e barato, embora não
tenha sensibilidade e especificidade excelentes.
Alguns pacientes com câncer não são
detectados e alguns resultados são positivos
em pacientes sem a doença.
- Sigmoidoscopia
flexível – procedimento realizado
no consultório, relativamente rápido
e simples, que permite a visualização
direta e a biópsia de lesões suspeitas,
associado a algum grau de desconforto e ao exame
incompleto do cólon.
- Colonoscopia
– o exame mais completo, mas que requer sedação
com medicação intravenosa, custa mais
caro e não é coberto por alguns planos
de saúde
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
Todas
as pessoas saudáveis devem fazer pesquisa
de sangue oculto nas fezes e sigmoidoscopia flexível
aos 50 anos de idade, seguida de pesquisa de sangue
oculto nas fezes anual e sigmoidoscopia flexível
a cada 5 anos.
Em
vez da sigmoidoscopia flexível, pessoas saudáveis
sem antecedente de câncer ou pólipos
têm como alternativa o rastreamento com colonoscopia
aos 50 anos de idade e, a partir daí, colonoscopia
a cada 10 anos.
Pacientes
de risco elevado (aqueles com história familiar
de câncer ou pólipos do cólon,
colite ulcerativa ou antecedente pessoal de câncer
ou pólipos do cólon) devem realizar
o exame mais cedo e com maior freqüência.
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Benefícios
do diagnóstico precoce
Estudos demonstram que a pesquisa de sangue oculto nas fezes,
a sigmoidoscopia flexível e a colonoscopia reduzem
a mortalidade por câncer de cólon:
1. evitando a doença, identificando
e removendo pólipos antes de se tornarem câncer;
2. aumentando a chance de cura, identificando
a doença precocemente, antes da disseminação
(metástases) e em estágios que podem ser tratados
adequadamente.
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Câncer
de próstata |
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Exames
ou procedimentos:
- Exame
de toque retal (ETR)
- Dosagem
sérica de PSA (sigla, em inglês, de
antígeno específico da próstata)
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
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Todos os homens saudáveis devem realizar
exame de toque retal anual, a partir dos 40 anos
de idade, associado à dosagem sérica
do PSA a partir dos 50 anos, pelo menos até
os 70 anos de idade.
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Homens com maior risco de câncer de próstata
devem realizar exame de toque retal e dosagem sérica
de PSA anual a partir dos 40 anos de idade. Os indivíduos
de risco elevado incluem afro-americanos e homens
com pai, tio ou avô com a doença.
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Benefícios
do diagnóstico precoce
O objetivo do rastreamento é o diagnóstico
precoce do câncer, dentificando tumores restritos
à próstata. Nesses casos,
o tratamento pode evitar o crescimento e a disseminação
da doença, muitas vezes possibilitando a cura.
Entretanto,
as evidências sobre os benefícios do rastreamento
e do tratamento da doença em estágios iniciais
ainda são inconclusivas, principalmente em pacientes
acima de 70 anos; alguns indivíduos mais idosos podem
permanecer com a doença por muitos anos e morrer
por outras condições, e o tratamento do câncer
de próstata (cirurgia, radioterapia, quimioterapia
ou hormônios) pode apresentar alguns efeitos colaterais.
Por
outro lado, pacientes mais jovens (entre 50 e 70 anos) provavelmente
se beneficiam mais do rastreamento e do tratamento precoce
da doença.
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Glaucoma
Condição na qual ocorre elevação
da pressão intra-ocular |
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Exames
ou procedimentos:
- Medida
da pressão intra-ocular (que deve ser realizada
pelo oftalmologista)
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Vale lembrar que as consultas de rotina para checar
a acuidade visual não incluem a medida da
pressão intra-ocular
- A
medida da pressão intra-ocular deve fazer
parte do exame oftalmológico geral.
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
Pacientes com risco elevado de glaucoma (afro-americanos
acima de 40 anos, adultos com miopia grave, diabetes
ou história familiar de glaucoma) devem medir
a pressão intra-ocular anualmente.
Embora não exista uma recomendação
formal para o rastreamento em pacientes sem risco
elevado, todos os indivíduos acima de 60
anos devem medir a pressão intra-ocular periodicamente,
provavelmente uma vez por ano.
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Benefícios
do diagnóstico precoce
O glaucoma evolui sem causar sintomas, provocando lesões
na retina e perda irreversível da visão. Existem
evidências de que o tratamento da elevação
da pressão intra-ocular, encontrada no glaucoma,
pode evitar a perda visual.

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Melanoma
e outros tipos de câncer de pele. Dentre eles,
o melanoma é o tipo mais grave. |
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Exames
ou procedimentos:
Exame da pele de todo o corpo
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
Embora não exista uma recomendação
formal para o rastreamento em pacientes saudáveis,
todos devem realizar o exame da pele de todo o corpo
periodicamente.
Adultos com risco elevado de melanoma (com história
familiar da doença, pessoas de meia idade
com exposição solar freqüente
ou queimaduras solares graves) devem ter atenção
especial.
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Benefícios
do diagnóstico precoce
O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer.
Embora os benefícios do rastreamento não sejam
bem estabelecidos, o tratamento precoce pode ser eficaz.
O prognóstico do melanoma está diretamente
relacionado com o grau de invasão do tumor no momento
do diagnóstico.
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Câncer
de bexiga |
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Exames
ou procedimentos:
Pesquisa
de hemácias no exame de urina, que pode ser
realizada com fita e confirmado através da
análise microscópica da urina, ou
diretamente pelo exame microscópico.
O câncer de bexiga pode causar hematúria
macroscópica (visível na urina) ou
hematúria microscópica (visível
apenas com o microscópio).
(Vale lembrar que o câncer de bexiga é
apenas uma das causas da presença de sangue
na urina)
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
Todos os indivíduos tabagistas e ex-fumantes,
ou com antecedente de exposição ocupacional
a algumas substâncias utilizadas em indústrias
de corantes, couro ou borracha devem realizar pesquisa
de sangue no exame de urina periodicamente a partir
dos 60 anos de idade.
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Benefícios do diagnóstico precoce
Em
estágios iniciais, o câncer de bexiga pode
ser assintomático e não provocar hematúria
macroscópica.
A doença pode ser tratada quando o diagnóstico
é feito precocemente, e o índice de sobrevida
está relacionado ao estágio da doença
no início do tratamento.
Deve-se
sempre recomendar parar de fumar.
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Hiper-homocisteinemia
elevação anormal dos níveis
de homocisteína no sangue |
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Exames
ou procedimentos:
Níveis
sangüíneos de homocisteína
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Quem
deve fazer o exame e com que freqüência:
As recomendações para o rastreamento
ainda não foram estabelecidas. Os possíveis
candidatos incluem:
1. pessoas de meia idade e idade
avançada com história familiar de
infarto do miocárdio;
2.
indivíduos com diagnóstico de doença
coronariana ou antecedente de infarto do miocárdio.
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Benefícios do diagnóstico precoce
Níveis sangüíneos elevados de homocisteína
estão associados a um maior risco de infarto do miocárdio.
Observa-se a elevação dos níveis sangüíneos
de homocisteína em pacientes com deficiência
de tiamina, ácido fólico e vitamina B12.
Níveis elevados de homocisteína voltam ao
normal com a reposição dessas vitaminas. Entretanto,
ainda não existem evidências de que a redução
dos níveis sangüíneos de homocisteína
reduzem o risco de infarto do miocárdio.
Os
benefícios do rastreamento da hiper-homocisteinemia
ainda não foram comprovados.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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