|  Insônia
O que é insônia?
A insônia é
o distúrbio do sono mais comum, incluindo as dificuldades
para iniciar a dormir, manter-se dormindo, ou voltar a dormir
quando acorda cedo. Pode ser temporária ou crônica.
Quase todas
as pessoas têm noites com dificuldade para dormir, muitas
vezes devido ao estresse, sensação de queimação gástrica
ou ingestão excessiva de cafeína ou álcool. A insônia é
um distúrbio que ocorre com certa freqüência, em geral sem
motivo aparente. As horas normais de sono são muito variáveis.
Embora 7 horas e meia representem mais ou menos a média,
algumas pessoas se sentem bem com 4 ou 5 horas de sono,
enquanto outras necessitam de 9 ou 10 horas por noite.
Com o passar
dos anos, ocorrem alterações no estilo de vida, com conseqüência
nos padrões do sono, que podem interferir numa boa noite
de descanso. Isso pode afetar não apenas a disposição, mas
também a saúde, tendo em vista que o sono ajuda a reforçar
o sistema imunológico, responsável pelo combate às infecções.
Cerca de 1/3
da população sofre de insônia em algum momento da vida.
Mas você não precisa passar as noites em claro. Algumas
mudanças simples nos seus hábitos e no cotidiano podem facilitar
o sono.
Causas
As causas mais
comuns de insônia incluem:
-
Estresse.
Preocupações com o trabalho, escola, saúde e a famíla
mantém a mente muito ativa, impedindo-a de relaxar e
dormir. O mesmo ocorre em pessoas entediadas, como após
a aposentadoria ou em doenças prolongadas, causando
estresse e mantendo o indivíduo acordado.
-
Ansiedade.
A ansiedade do dia-a-dia, bem como os distúrbios ansiosos
graves, pode manter a mente alerta, atrapalhando o sono
no começo ou no meio da noite.
-
Depressão.
Quando a pessoa sofre de depressão, pode dormir demais
ou ter dificuldade para dormir, problemas que podem
resultar de um desequilíbrio bioquímico no cérebro ou
de fatores que acompanham a depressão e impedem o sono.
-
Mudanças
ambientais ou nos horários de trabalho.
Mudanças relacionadas a viagens ou diferentes horários
de trabalho podem alterar o ritmo circadiano do organismo,
impedindo-o de dormir quando deseja. O termo circadiano
origina-se de duas palavras em latim: circa (cerca de)
e dia (dia). Os ritmos circadianos atuam como relógios
biológicos, coordenando o ciclo de sono-vigília, o metabolismo
e a temperatura corporal.
-
Insônia
comportamental. Pode ocorrer quando você se preocupa
muito por não conseguir dormir e tenta dormir a qualquer
custo. A maioria das pessoas com essa condição dorme
melhor quando está longe do ambiente habitual de sono
ou quando não tenta dormir, como, por exemplo, quando
assiste à televisão.
-
Comer
em excesso à noite. Não há problema em fazer um
pequeno lanche antes de dormir, mas comer demais pode
causar desconforto ao deitar e dificultar o sono. Muitas
pessoas apresentam queimação, decorrente do refluxo
alimentar do estômago para o esôfago após a alimentação.
A sensação de desconforto também dificultam o sono.
A insônia
torna-se mais comum em idades mais avançadas. Na medida
em que envelhecemos, três alterações que interferem com
o sono podem ocorrer. Você pode apresentar:
-
Uma
mudança nos padrões de sono. Entre 50 e 70 anos
de idade, o sono geralmente torna-se menos repousante.
Gasta-se mais tempo nos estágios 1 e 2 do sono NREM
(sigla em inglês de non-rapid eye movement) e menos
nos estágios 3 e 4. O estágio 1 representa o sono transicional,
a fase 2 é o sono leve, e os estágios 3 e 4 são o sono
profundo (delta), o tipo mais repousante. Por apresentar
um sono mais superficial, é mais fácil acordar. Com
a idade, o relógio interno do organismo acelera. Você
fica cansado mais cedo durante a noite e, conseqüentemente,
acorda mais cedo no outro dia.
-
Uma
mudança de atividade. Você pode ficar menos ativo
do ponto de vista físico e social. A atividade ajuda
a promover uma boa noite de sono. Você também tem mais
tempo livre e, por esse motivo, ingere mais café e álcool
ou tira uns cochilos durante o dia. Isso também pode
interferir com o sono à noite.
-
Uma
mudança na saúde.
A dor crônica - encontrada em condições como a artrite
e os problemas lombares -, depressão, ansiedade e o
estresse podem atrapalhar o sono. Os indivíduos do sexo
masculino costumam apresentar um aumento de volume não-neoplásico
da próstata (hiperplasia prostática benigna), que está
associado com a micção freqüente, dificultando o sono.
Em mulheres, as ondas de calor que acompanham a menopausa
podem atrapalhar o sono. Outros distúrbios relacionados
ao sono, como a apnéia do sono e a síndrome das pernas
inquietas, também são mais comuns em idades mais avançadas.
A apnéia do sono é caracterizada pela interrupção periódica
da respiração durante a noite, com o despertar noturno.
A síndrome das pernas inquietas causa uma sensação de
desconforto nas pernas e um desejo de movimentá-las,
impedindo-o de dormir.
Estratégias
de combate à insônia
Independente
da idade, em geral, a insônia é passível de tratamento.
O ponto-chave geralmente está em mudanças na rotina durante
o dia e quando você vai para a cama. Experimente esses conselhos:
-
Respeite
os horários. Mantenha a hora de dormir e acordar
constante, sempre que possível.
-
Limite
o tempo em que permanece na cama. Muito tempo deitado
pode levar a um sono pouco repousante e superficial.
Tente acordar no mesmo horário todas as manhãs, independente
de quando você foi dormir.
-
Evite
"tentar" dormir. Quanto mais tentar, mais acordado
ficará. Leia ou assista televisão até ficar com sono
e dormir naturalmente.
-
Pratique
atividade física. Pratique pelo menos 20 a 30 minutos
de exercícios físicos intensos por dia, de preferência
5 a 6 horas antes de ir para a cama.
-
Evite
ou tenha moderação no café, álcool e nicotina. A
cafeína e a nicotina podem impedi-lo de dormir. Com
o álcool, ocorre um sono pouco repousante e no qual
se acorda freqüentemente.
-
Encontre
maneiras de relaxar. Um banho quente ou um lanche
leve antes de deitar pode ajudá-lo a dormir. Uma massagem,
feita pelo seu companheiro, também ajuda a relaxar e
dormir.
Medicina
alternativa e complementar
A melatonina
é amplamente comercializada, sob a forma de suplementos
vendidos sem receita médica, como uma forma de tratar a
insônia, prevenir a fadiga e irritabilidade após mudanças
de fusos horários em vôos prolongados (jet lag), combater
o câncer, melhorar o desempenho sexual e diminuir o envelhecimento.
Algumas vezes,
ocorrem exageros em relação aos seus benefícios. O organismo
produz a melatonina, um hormônio, liberando-a na circulação
em quantidades crescentes após o anoitecer e menores pela
manhã.
Os pesquisadores
não conhecem todas as funções desse hormônio, mas acreditam
que ele pode ser responsável pelas mudanças no organismo
que fazem você se sentir pronto para dormir. Alguns médicos
sugerem a ingestão de suplementos de melatonina como um
remédio para dormir.
Os estudos
indicam que a melatonina é útil apenas para um pequeno número
de portadores de insônia, que apresentam quantidades insuficientes
desse hormônio. Novas pesquisas são necessárias para avaliar
melhor a sua eficácia e os riscos potenciais do uso a longo
prazo.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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