Ginecomastia
consiste no aumento das glândulas mamárias
no homem, podendo ser glandular, gordurosa e glandular mais
gordurosa.
Apresenta-se
de forma unilateral ou bilateral, oriunda de vários
fatores, entre eles fisiológicos, patológicos,
indução química, desequilíbrio
hormonal ou causas idiopáticas.
Na puberdade,
em virtude de uma disfunção hormonal, incide
em cerca de 40% nos jovens de 13 a 15 anos, devendo ser
tratada caso não desapareça.
Muitos fisioculturistas,
no afã de aumentar a massa muscular, aderem ao uso
de abanolizantes, não sabendo que tais substâncias
químicas podem ter efeitos colaterais como o aparecimento
de espinhas e cravos, maior oleosidade da pele, e o aumento
da glândula mamária.
Outras situações
também podem ocasionar o desenvolvimento da ginecomastia
como o uso de medicamentos para combater a hipertensão,
a presença de gorduras localizadas (ginecomastia
gordurosa), doença no fígado, etc.
O tratamento
da patologia em questão é cirúrgico,
realizado mediante a incisão periaureolar (incisão
de WEBSTER) onde será retirada a glândula
ou tecido adiposo.
A sutura é
intradérmica, não deixando marcas na pele
capazes de identificar a intervenção cirúrgica.
Em relação
à ginecomastia gordurosa a incisão é
feita na axila, através de uma cânula, submetendo
o paciente à lipoaspiração onde será
retirada toda a gordura ali acumulada, obtendo-se um excelente
resultado.
O pós
operatório geralmente é indolor restabelecendo
o convívio social em poucos dias.
É importante
que a ginecomastia seja diagnosticada a fim de evitar distúrbios
psicológicos, constrangindo ou afastando o indivíduo
da sociedade e razão do complexo gerado pelo aumento
do peito.
Uma avaliação
correta certamente evitará tais dissabores, recuperando
a auto-estima e conseqüente qualidade de vida tão
almejada pelo ser humano.