|  Alcoolismo
O
álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que têm seu
consumo admitido legalmente e, às vezes, incentivado pela
sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual é encarado de
forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas.
Embora
a aceitação social seja grande, o consumo de bebidas alcoólicas,
quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros
acidentes de trânsito e da violência associados a episódios
de embriaguez, o consumo de álcool, a longo prazo, dependendo
da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro
de dependência conhecido como alcoolismo.
Quanto é demais?
Segundo
a legislação brasileira, todo o motorista que apresentar
mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue deverá
ser penalizado. A quantidade de álcool necessária para atingir
essa concentração no sangue equivale a 2 latas de cerveja
ou 3 copos de chopp, 2 taças de vinho ou 2 doses de bebida
destilada (uísque, vodca, pinga).
Danos ao organismo
A ingestão contínua do álcool desgasta o organismo ao mesmo
tempo em que altera a mente. Surgem, então, sintomas que
comprometem a disposição para trabalhar e viver com bem-estar.
Essa indisposição prejudica o relacionamento com a família
e diminui a produtividade no trabalho, podendo levar ao
desentendimento familiar e ao desemprego. Os efeitos poderão
ser diversos e variam desde seu consumo, dependência química
e abstinência (falta de álcool), sendo até estimulantes
ou depressores.
- Consumo:
euforia, desinibição, alterações na fala e ao andar;
falta de atenção e memória.
- Dependência:
forte desejo pela bebida, consumo de álcool em freqüência
e quantidade exageradas, abandono das atividades sociais
e profissionais, problemas psicológicos e físicos.
- Abstinência:
delírio visual, auditivo e tátil; tremor; insônia; vômito,
ansiedade e convulsão.
Quais
os primeiros "sinais de alerta" da doença?
Na
fase de dependência psicológica, o indivíduo não se considera
um alcoólatra, pois acredita que consegue interromper o
hábito quando quiser. Como nessa fase não se deseja largar
a bebida, o indivíduo prossegue até que comece a se prejudicar.
Os sinais que indicam a existência de algum problema são:
- Beber
logo de manhã.
- Ficar
de "pileque" em toda festa que freqüenta.
- Tomar
cinco ou mais drinques de uma vez, ficando embriagado
pelo menos uma vez por semana.
- Colocar
o álcool como prioridade nos seus interesses.
Quem pode se tornar um alcoólatra?
Os
fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, podendo
ser de origem biológica, psicológica, sociocultural ou todos
juntos. A dependência do álcool é uma condição freqüente,
atingindo cerca de 5 a 10% da população adulta brasileira.
O álcool e suas conseqüências
Trânsito:
A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui
a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade
de dirigir automóveis, ou operar máquinas. Pesquisas revelam
que grande parte dos acidentes é provocada por motoristas
que beberam antes de dirigir.
Gravidez: O consumo de bebidas alcoólicas durante
a gestação pode trazer conseqüências graves ao recém-nascido.
Quanto maior o consumo, maior a chance de prejudicar o feto.
Toda gestante deve evitar o consumo de bebidas alcoólicas,
não só ao longo da gestação como também durante todo o período
de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebê através
do leite materno.
Medicamentos:
A mistura álcool e tranqüilizantes gera depressão do Sistema
Nervoso Central e traz efeitos prejudiciais na maioria dos
casos.
Câncer: O índice de câncer entre os consumidores
de álcool é alarmante, quer por ação do próprio álcool,
quer por conta dos aditivos químicos, de ação cancerígena,
que entram no processo de fabricação das bebidas.
Adolescência:
É cada vez maior o número de adolescentes que consomem bebidas
alcoólicas. Em geral, os motivos do abuso são devido à pressão
do grupo de amigos, delinqüência, baixa auto-estima, desentendimento
com os pais e mudanças estressantes da vida. No caso dos
jovens com tendência para o alcoolismo, torna-se difícil
saber quando parar ou mesmo perceber quando a pessoa deixa
de ser um bebedor de fim de semana para se tornar um bebedor
habitual.
Os efeitos são iguais para todos?
Os
efeitos do álcool variam de intensidade, de acordo com as
características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada
a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool
com menor intensidade, quando comparada com uma outra pessoa
que não está acostumada a beber. Um outro exemplo está relacionado
à estrutura física; uma pessoa de grande porte terá uma
maior resistência aos efeitos do álcool.
Quem
está acostumado a beber geralmente afirma que está em boas
condições, logo, julga não estar alcoolizado. Embora os
efeitos não se manifestem tão rapidamente, isto não significa
que se pode beber um copo a mais.
Prevenção:
Caminho certo para a saúde
A
forma mais fácil de se prevenir o alcoolismo é simplesmente
não consumir bebidas alcoólicas ou, pelo menos, consumi-las
moderadamente. Lembre-se que você pode controlar a quantidade
que consome!
-
Beba socialmente, sem ultrapassar seu limite de tolerância.
Dois copos da bebida de sua escolha já são o suficiente.
Não associe o hábito de fumar com a bebida, pois neste
caso, os danos à saúde serão duplicados.
-
Faça uma dieta bem balanceada, com frutas, verduras
e legumes. Não consuma bebidas alcoólicas com o estômago
vazio.
- Pratique
esportes e escolha atividades prazerosas que você possa
compartilhar com amigos e familiares. O lazer é uma
ótima opção para se manter longe do estresse - um dos
responsáveis pelo alcoolismo.
- Não
abuse das bebidas durante as festas. Mantenha-se sempre
no seu limite. Se você aprecia vinhos, tome-os com moderação,
pois, embora seja bom para o coração, o abuso pode levar
à embriaguez.
- Procure
conversar com seus filhos adolescentes a respeito dessa
droga, orientado-os sobre o prejuízo que ela pode causar
à saúde e a sua vida social.
- Não
tome bebidas alcoólicas na frente de crianças. Elas
podem querer imitá-los.
- Procure
aconselhamento médico se houver história familiar de
alcoolismo ou outros fatores de risco.
- Verifique
em seu bairro se existe alguma associação de moradores.
Lá você pode encontrar mais informações sobre qualidade
de vida e apoio no combate ao alcoolismo. ·
- Fique
de olho também nas Campanhas do Ministério da Saúde.
Essas informações podem ser muito úteis a você e sua
família.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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