A síndrome de Asperger não ocorre apenas em crianças e adolescentes, mas também é diagnosticada em adultos.
Um estudo da Hannover University Medical School, na Alemanha explicou o quadro clínico.
As causas para a síndrome de Asperger ainda não foram totalmente esclarecidas, embora seja provável a existência de um componente genético.
Para fazer o diagnóstico, testes são realizados para avaliar a habilidade social, flutuação na atenção, atenção aos detalhes, comunicação e fantasia. Também se deve perguntar à criança ou irmão sobre características incomuns da infância do paciente. Padrões de comportamento típicos são evidentes no exame clínico. Expressões faciais e entonação são monótonos, embora a expressão verbal possa parecer altamente sofisticada.
Um aspecto típico é a narração com uma grande atenção ao detalhe. Os pacientes usualmente evitam o contato direto dos olhos. Frequentemente não existe resposta se o médico sorri ou conta uma piada. Além disso, os pacientes sentem uma empatia diminuída pelos outros. Muitos pacientes adultos com a síndrome de Asperger vivem isolados e têm dificuldade em se associar. Muitos podem parecer egoístas ou frios. Entretanto, as suas habilidades cognitivas parecem favorecer a sua realização profissional ou objetivos privados.
Não é necessário tratar todos indivíduos com síndrome de Asperger e nos casos mais severos, pode ser usada uma combinação de tratamento medicamentoso e psicoterapia.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br