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Bebês gordinhos, com braços e pernas rechonchudos e covinhas nas bochechas são irresistíveis. As pessoas tendem a achar que esses bebês são mais saudáveis do que aqueles mais magrinhos e os elegem como a imagem do bebê perfeito. Só que com o passar dos meses a gordura extra, perde seu charme e o bebê fofinho passa a ser a criança gorda.

A propensão à obesidade é em grande parte hereditária, mas o modo de vida da maioria das nossas crianças não ajuda em nada. O excesso de peso nas crianças vem aumentando progressivamente nas últimas décadas e os principais culpados são a má alimentação e as horas e horas passadas na frente de televisões, vídeo-games e computadores em vez de nas brincadeiras mais físicas de antigamente. Crianças gordas têm mais chances de se tornarem adultos gordos e de passarem a vida lutando contra a obesidade e todos os problemas que derivam dela. Por isso é muito importante que os pais levem a alimentação de seus filhos a sério e procurem sempre um especialista quando desconfiarem que seus filhos estejam acima do peso.

O incentivo às atividades físicas também é vital e deve fazer parte da rotina de qualquer criança.

Há, contudo, aquelas crianças que, como os adultos, buscam na comida um alívio para seus problemas. Muitas vezes essas crianças são tímidas e não participam muito dos jogos e brincadeiras com os demais. Os pais devem ficar muito atentos a situações como essa, pois pode se desenvolver um ciclo vicioso em que a criança se sente cada vez mais excluída por ser diferente, e busca cada vez mais conforto na comida, tornando-se assim ainda mais gorda.

Em casos como esse, além da ajuda de um nutricionista, os pais devem procurar um terapeuta para ajudar a criança a resolver seus problemas e inseguranças sem recorrer à comida.

Embora seja verdade que a obesidade deve ser combatida assim que se manifestar, os pais não devem cair em paranóia e nem transmitir para a criança a noção de que só é bonito e bem sucedido quem for magro. Esse comportamento extremo pode, mais tarde, levar a desordens alimentares gravíssimas como a anorexia e bulimia.


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