Saúde de A a Z  
     Tudo Sobre Saúde

Alimentos e seus valores

Conheça seus exames

Curiosidades de saúde

DST

Emergências

Especialidades médicas

Farmácia em casa

Genética

Imunização

Medicina alternativa

Medicamentos genéricos

Outras doenças

Por uma vida mais saudável

Prevenção

Problemas comuns

Saúde da criança

Saúde da mulher

Saúde do homem

Saúde mental

Saúde teen

Sexo e drogas

Terceira idade

Vitaminas

Saúde da criança

O que fazer para que os livros sejam mais atraentes do que a televisão?

Ler para os filhos. Se no momento de que dispõem para as crianças os pais preferem a televisão, os pequenos vão associar a TV, e não a livro, à idéia de lazer.

Nunca foi tão fácil incentivar os filhos a ler. Nas livrarias, encontra-se de tudo um pouco. Há livros de pano, de plástico, com figuras tridimensionais, de montar, de dobrar - tudo para tornar o hábito da leitura cada vez mais prazeroso. Para quem tem filho pequeno, de 1, 2 ou 3 anos, é um prato cheio, pois os livros coloridos e diferentes dão um sabor especial à atividade. Para as crianças um pouco maiores também existem ofertas de primeira. Portanto, chega de desculpas. Não é por falta de opções que os pais vão deixar de ler para a criançada. Ler é como andar de bicicleta. Parece rotineiro depois que se sabe, mas é preciso um certo investimento inicial até que o hábito esteja desenvolvido. Para que os filhos se interessem pela leitura, cabe aos pais esse investimento inicial, e o primeiro passo é óbvio. É preciso comprar livros. "Criança que não tem livro em casa dificilmente vai se interessar mais tarde pela leitura", diz a psicóloga Maria Luiza D'Ávila Pereira, da Universidade Federal do Paraná. E não adianta manter em casa cinco ou seis livros apenas. A criança precisa de variedade, pelo menos dez livros para começar. Assim, quando ela se cansar de uma história, há outra atraente bem ao lado.

Adultos e crianças têm uma relação diferente com a leitura. Quando consomem romances, os adultos preocupam-se em analisar o perfil dos personagens, a densidade do enredo, a qualidade da narração e outros detalhes. Se estão lendo uma não-ficção, verificam se a reconstituição histórica é convincente, se os dados apresentados são relevantes e se o autor conseguiu realmente colher informações inéditas sobre o assunto retratado. Com a criança é diferente. Pegue-se uma de 2 anos. Ela abre um livro que conta uma aventura do leãozinho Simba e se diverte com o desenho da risada do macaco Rafiki. E pede ao pai ou à mãe que abra o livro naquela página específica, dia após dia. Depois de um tempo, ela descobre outro desenho em outra página do livro. No chão, ao lado de uma árvore pela qual Simba está passando, há uma colméia e abelhas voando. Fica encantada e só quer essa nova página. Nessa fase, a criança não liga para o encadeamento da história proposto pelo autor. Ela prefere criar sua própria seqüência e não vê graça alguma em ficar quieta, folheando o livro. Quer apontar para as figuras, quer raspar o dedo nas páginas, quer abrir e fechar o livro um sem-número de vezes. Nessa etapa, o livro tem de ser oferecido como qualquer outro brinquedo. Deve estar à mão, assim como os ursos, carrinhos e bonecas, para ser descoberto. Até os 2 anos e meio aquilo para ela é o máximo.

Quando cresce um pouco, a relação da criança com o livro muda e a narração original passa a ser importante. Mas o que realmente faz diferença é quem lê a história. Para os filhos, poucas coisas são tão confortáveis quanto ouvir pai ou mãe ler uma história, se interessando por algo que para elas é importante. É um momento de atenção total. Se o pai-narrador se dispõe a interpretar uma história com vários personagens e resolve fazer uma voz diferente por personagem, o livro ganha uma coloração especial. Crianças dessa idade acompanham os lances com entusiasmo, reconhecem o que já foi contado na noite anterior e insistem em pedir que se repita a mesma história inúmeras vezes, e sem modificações. Se a mãe pula uma parte ou conta rápido demais, elas criticam e pedem que voltem. "O que ela quer é uma confirmação do que já sabe", diz a orientadora pedagógica carioca Patrícia Lins e Silva. Como em qualquer atividade, se a criança começa a ficar irrequieta, é sinal de que o interesse acabou e é hora de mudar de atividade.

Quando ouvem uma história, as crianças têm a chance de conhecer um universo diferente de seu dia-a-dia. De descobrir coisas ainda desconhecidas -- seja a vida da raposa, seja as estripulias de um palhaço - e conhecer palavras novas. "Isso a ajuda a identificar atitudes, figuras e situações", afirma a psicóloga Maria Luiza. Com o livro, a criança solta a imaginação e melhora sua compreensão sobre a vida real. Ouve o caso dos três porquinhos e constata que eles têm irmãos, assim como ela. Para as crianças em pré-alfabetização, ver livros também serve de porta de entrada para a língua escrita e o desenho das letras.

Investir no interesse de seu filho por histórias exige disposição e energia, já que é mais cômodo chegar em casa e ligar a TV. Esteja certo, porém, de que essa opção pode estar privando a criança de momentos valiosos. Diante da televisão, a criança fica muda, fascinada com a postura dos personagens, as imagens, o movimento e as cores. Já com os livros, ela tem a chance de parar a história, perguntar o que não entendeu, rir, pedir repetição. "A TV pode levar a uma atitude passiva, enquanto a leitura abre a possibilidade de ela questionar, dialogar e se sentir com atenção", diz a professora Rosa Kulcsar, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

Cinco sugestões de livro para seus filhos

Ninoca Vai Dormir,
de Lucy Cousins, editora Ática, para crianças a partir de 1 ano. Série inglesa para dobrar e montar com figuras tridimensionais
História do Gato,
de E. Bussolati e N. Costa, editora L&PM, a partir de 2 anos, sem nenhum texto, leva a criança a contar seu cotidiano com ajuda de imagens
As Memórias da Bruxa Onilda,
de E. Larreula e R. Capedvila, Scipione, para maiores de 3 anos, história de uma bruxa boazinha

Romeu e Julieta,
de Ruth Rocha, Ática, para maiores de 3 anos, versão criativa com final feliz para o clássico romântico. Campeão de vendas
Livro de Histórias,
de Georgie Adam, Cia. das Letrinhas, para maiores de 4 anos, seleção de clássicos infantis como Os Três Porquinhos


A LINCX Serviços de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal