Na
realidade, determinar qual o nível normal de atividade de
uma criança é um assunto controverso.
A
expectativa dos pais em relação ao comportamento de seus
filhos normalmente inclui um certo grau de bagunça e desobediência,
características que são aceitas como indicativos de saúde
e inteligência infantil.
Só
que algumas crianças atravessam essa barreira e simplesmente
deixam de ser adoráveis diabinhos e passam a ser um verdadeiro
transtorno na vida dos pais, professores e quem mais estiver
a sua volta. O mal-comportamento crônico é uma queixa constante
entre os pais de crianças hiperativas.
Esses
pequenos parecem simplesmente ignorar as regras de convívio
social e tendem a receber o rótulo de "más" seja na escola,
seja na família. No entanto, é preciso deixar claro que
as crianças hiperativas não são, de forma nenhuma, más.
Essas crianças têm energia demais e, por isso, se metem
em mais encrencas do que a média. Além disso, elas não se
convencem facilmente e não conseguem se concentrar na argumentação
lógica dos pais já que essas crianças têm extrema dificuldade
em sentar e dialogar.
Seu
comportamento é a conseqüência de um ciclo vicioso: A criança
não se comporta e com isso chama atenção para si. Quem está
em volta tende a fazer qualquer coisa para parar a "cena"
e acaba fazendo o que a criança quer. Na próxima oportunidade
a criança já sabe que acabará conseguindo o que quer no
final e não vê motivo para não repetir a falta de comportamento.
Como se vê, nessa situação o adulto é o culpado e não a
criança já que é ele que acaba cedendo e desistindo de educar
a criança. Além do mau comportamento, as crianças hiperativas
tendem a dar uma canseira física em quem está a sua volta.
Isso porque elas literalmente não param um segundo. Só que
toda essa energia não precisa ser desperdiçada em bagunça
e destruição.
Bem
orientada, a criança hiperativa aprende a canalizar sua
energia para atividades construtivas, como a prática de
um esporte. O diagnóstico da hiperatividade só pode ser
feito por um terapeuta, por isso é importante levar a criança
a um especialista se houver dúvidas quanto ao seu comportamento.
Mas mesmo antes de um diagnóstico conclusivo, é imprescindível
que os pais de crianças consideradas "difíceis" tomem certas
atitudes em relação ao seu filho:
1.
Dar muita atenção à criança, mesmo que isso signifique
um esforço extra ao final de um dia de trabalho
2. Nunca colocar-lhe um rótulo de "má" ou dizer
frases do tipo "você não tem jeito" ou "desisti de te
educar"
3. Repetir claramente as regras de comportamento
sempre que uma situação de risco (como uma ida ao supermercado)
estiver para acontecer.