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Crescimento e desenvolvimento

Os termos crescimento e desenvolvimento têm sido usados erroneamente como sinônimos. Crescimento é o aumento na estrutura do corpo, tendo em vista a multiplicação e aumento do tamanho das células. Desenvolvimento é o aumento da capacidade do indivíduo na realização de funções cada vez mais complexas.

Fases iniciais

  • Crescimento intra-uterino: vai da concepção ao nascimento, sendo essa fase caracterizada como de grande intensidade. A altura média de um recém-nascido de "tempo certo" é de cerca de 50 cm. Ela, normalmente, aumenta 50% no primeiro ano de vida (uma criança de 1 ano tem cerca de 75 cm) e vai atingir 1 metro por volta de 4 anos de idade.
  • A fase intermediária, que é a segunda infância (5 aos 7 anos), representa o período de equilíbrio e crescimento, pois o peso mantém-se praticamente estável, enquanto a estatura aumenta de forma moderada.
  • A fase acelerada após o primeiro ano de vida dá-se na fase da adolescência, quando modificações em diversas partes do organismo e transformações psicológicas e sociais são de suma importância para a formação do homem adulto. No início dessa fase o crescimento se acelera até atingir um ponto máximo em torno dos 12 / 13 anos para as meninas e dos 15 anos para os meninos. Depois, a velocidade do crescimento declina rapidamente até os vinte anos.

O crescimento infantil depende de boa alimentação

Segundo pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Saúde, 10,5% das crianças com menos de cinco anos apresentam déficit de altura por idade e 5,7% de peso por idade. A desnutrição atinge, principalmente, crianças na faixa etária de seis meses a dois anos. Entre as várias substâncias importantes para o crescimento saudável de crianças e adolescentes, destaca-se a lisina, um aminoácido que o organismo não produz.

Qual a importância deste aminoácido?

É importante para a formação dos ossos graças à sua capacidade de aumentar a absorção intestinal de cálcio, bem como tem papel fundamental na produção de anticorpos, hormônios e enzimas, na formação do colágeno e das fibras musculares e na regeneração dos tecidos. A falta desse aminoácido pode causar anemia, dificuldade de concentração, retardo no crescimento, diminuição do apetite e perda de peso, entre outros distúrbios.

Como estimular o organismo infantil a produzir a lisina?

A alimentação é a principal resposta para essa pergunta. Arroz, trigo, aveia, centeio e milho - bases da alimentação em diversas regiões do mundo - contêm esse aminoácido. Entre outros alimentos ricos em lisina estão o queijo, ovos, leite, batatas, carne vermelha, peixe, leveduras e soja. Cuidados com o crescimento infantil:

  • O acompanhamento do crescimento em peso, estatura e perímetro cefálico é feito por meio das consultas mensais ao médico e da anotação em um gráfico que mostra as curvas respectivas.
  • Para responder aos pais não basta ao pediatra simplesmente consultar uma tabela. Ele tem de conhecer, levar em conta e analisar vários fatores referentes à criança e sua família, como o peso e a altura dos pais, de que forma foi o crescimento deles, os dados da gestação, o peso e a estatura de nascimento, a alimentação do bebê, etc.

Problemas que envolvem o crescimento

Chamada popularmente de dor de crescimento, a disfunção acomete crianças entre 3 e 12 anos. Embora na maioria das vezes não deixe seqüelas, pode estar mascarando algum problema mais sério - daí a necessidade de procurar ajuda médica no caso de queixas persistentes. Em geral, as crianças reclamam de dores profundas e bilaterais, que surgem principalmente na parte anterior das pernas e nas panturrilhas. A origem do desconforto vai de doenças ortopédicas a problemas emocionais.

Problemas mais graves

Em outras situações, porém, a queixa pode significar algo mais grave, como as chamadas doenças da cartilagem de crescimento, que atingem mais comumente adolescentes entre os 14 e 16 anos. Essa desordem pode se manifestar nos joelhos, tornozelos, calcanhares, quadril e, até, coluna. Em certos casos, gera pequenas deformidades. O nome da doença varia de acordo com a parte do corpo em que aparece. No joelho - onde ocorre com maior freqüência - chama-se Osgood-Schlatter. Se não forem tratados, alguns desses casos podem deixar pequenas deformidades. Quem teve no joelho, por exemplo, pode apresentar saliência, como se fosse um calombo, logo abaixo da articulação. Se for no quadril, uma perna pode ficar mais curta que a outra. Diagnóstico precoce (feito por raios-X) ajuda evitar tal situação.

Tratamento

A terapia adotada varia conforme a área atingida. Nos joelhos, uma das técnicas é usar uma espécie de faixa elástica ao redor da perna, bem abaixo da rótula - como muitos atletas lesionados fazem. No quadril, adotam-se medidas fisioterápicas que ajudem a diminuir o apoio nessa região. Os males derivados de desordem nas cartilagens de crescimento podem também ser leves e transitórios. O paciente, às vezes, não dá importância à dor e acaba crescendo sem saber que teve a doença. No momento de crise e dor, a recomendação é fazer massagens, com movimentos suaves que alonguem os músculos. Analgésicos só devem ser usados sob orientação do pediatra.

Tabela

A análise completa da situação de uma criança só pode ser feita pelo médico que a acompanha e que conhece todos os fatores citados anteriormente.

Faixa de peso e estatura mais comuns, por idade e sexo

Meninos
Meninas
Idade
PESO (kg)
ESTATURA (cm)
PESO (kg)
ESTATURA (cm)
3 meses
5,640 - 7,130
59- 64
5,170 - 6,610
58 - 62
9 meses
8,030 - 10,120
68 - 74
7,530 - 9,280
67 - 72
1 ano
8,980 - 11,250
72 - 78
8,460 - 10,400
71 - 76
2 anos
11,660 - 14,330
84 - 90
11,020 - 14,000
83 - 89
3 anos
13,360 - 16,370
91 - 99
12,610 - 16,750
91 - 99
4 anos
14,770 - 18,480
97 - 106
13,950 - 19,230
97 - 106
5 anos
16,260 - 21,070
103 - 112
15,410 - 21,710
103 - 112
6 anos
17,930 - 24,140
109 - 119
17,060 - 24,280
108 - 119
7 anos
19,720 - 27,440
115 - 125
18,850 - 26,940
114 - 125
8 anos
21,500 - 30,680
120 - 131
20,680 - 29,710
119 - 130
9 anos
23,170 - 33,790
125 - 137
22,540 - 32,720
124 - 136
10 anos
24,720 - 37,100
129 - 141
24,600 - 36,300
129 - 141
11anos
26,400 - 41,560
132 - 146
27,360 - 41,110
134 - 147
12 anos
28,710 - 48,950
136 - 152
31,730 - 48,200
140 - 154

Lembre-se: somente o médico da criança pode avaliar seu crescimento. Uma criança pode estar fora da "faixa mais comum" e ter um crescimento normal

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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