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Incontinência urinária

Incontinência urinária é como chamamos a falta de controle da bexiga, que não retém a urina adequadamente. Consequentemente, a pessoa não consegue segurar a urina, por mais que se esforce. A incontinência urinária não faz parte do processo normal de envelhecimento, mas frequentemente afeta pessoas idosas, pois os músculos que controlam a passagem da urina da bexiga para a uretra ficam enfraquecidos e se tornam menos eficientes com a idade. Se você tem incontinência urinária, mesmo que se sinta envergonhado, não deixe de contar a seu médico, pois pode ser um sintoma de outras doenças que podem progredir se não tratadas a tempo.

Causas

Na maioria dos casos, a incontinência é tratável e curável. A incontinência urinária é classificada em dois grupos: aguda e persistente. A incontinência aguda aparece repentinamente e costuma desaparecer com o tratamento da sua causa. Geralmente é um sintoma de uma nova doença (exemplo: infecção urinária, inflamação da próstata, da uretra ou da vagina, e constipação). Também pode ser um efeito colateral de alguns medicamentos como tranquilizantes e anti-histaminicos. A incontinência persistente aparece gradualmente ao longo do tempo e pode persistir mesmo após o tratamento da doença que a provocou. Existem muitos tipos de incontinência urinária persistente. Os três tipos mais comuns, responsáveis por 80% dos casos, são:

  • Incontinência de estresse - a urina escapa quando ocorre um aumento súbito da pressão no abdome (cintura). A quantidade pode variar desde um pequeno escape até grandes volumes. Geralmente acontece ao tossir, espirrar, rir, erguer objetos, pular, correr, ou fazer força para evacuar. É mais comum em mulheres do que em homens.
  • Incontinência de urgência - incapacidade de controlar a bexiga ao sentir a vontade de urinar, que ocorre repentinamente e frequentemente não dá tempo de chegar ao banheiro. Esse tipo de incontinência provoca grandes "acidentes". Pode ser causado por diferentes doenças, incluindo aumento da próstata, trauma na coluna (com lesão da medula), esclerose múltipla ou doença de Parkinson.
  • Incontinência mista - tem características da incontinência de estresse e da incontinência de urgência.

    Outros tipos de incontinência:

  • Incontinência por transbordamento - Gotejamento constante da urina por acumular na bexiga uma quantidade de urina maior do que a capacidade máxima de represamento do órgão. Pode ser causada por aumento da próstata, diabetes ou esclerose múltipla.
  • Incontinência funcional - A pessoa tem dificuldade em chegar ao banheiro apesar de ter o controle adequado da bexiga.
  • Incontinência total - Tipo raro, em que há perda completa do controle da bexiga, e a perda de urina pode ser contínua.

Tratamento

O tratamento e os cuidados na incontinência urinária variam com o tipo e a causa da mesma. O primeiro passo é descobrir se existe algum problema causando-a e então corrigi-lo. O tratamento também pode incluir exercícios para fortalecer os músculos da pelve, chamados exercícios de Kegel, e outras medidas de autocuidado. Medicamentos, injeção de colágeno ou até cirurgia para corrigir algum problema específico podem ser necessários. O seu médico clínico poderá avaliar e tratar sua incontinência urinária ou encaminhá-lo a um urologista ou ginecologista. fortes.

Perguntas a fazer

    Você perdeu o controle da bexiga após ter sofrido um acidente ou trauma nas costas ou espinhas?

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    Você tem os sintomas abaixo?

    - Febre e calafrios
    - Dor (algumas vezes severa) em um ou ambos os lados da parte inferior das costas ou apenas no meio
    - Náuseas e vômitos

    A perda de controle da bexiga apareceu com:

    - Perda da consciência
    - Dificuldade para falar ou fala enrolada
    - Perda de visão, visão dupla ou embaçada
    - Cefaléias súbitas e severas
    - Paralisia, fraqueza ou perda da sensibilidade em um braço e/ou perna do mesmo lado do corpo, com ou sem alteração na face
    - Alteração de personalidade, comportamento e/ou emoções
    - Confusão mental e tontura

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    A perda do controle da bexiga está persistindo após uma cirurgia ou trauma abdominal?

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    Você sente algum dos sintomas abaixo?

    - Queimação
    - Urina com frequência
    - Urina turva ou com sangue
    - Dor no abdome ou nas costas

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    Você tem diabetes ou algum dos sintomas abaixo, além da perda do controle da bexiga?

    - Sede intensa
    - Fome excessiva
    - Perda ou ganho de peso excessivo
    - Visão embaçada
    - Cansaço fácil, tontura
    - Dificuldade de cicatrização de cortes e/ou infecções

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    Em homens:

    você sente algum dos sintomas abaixo?

    - Gotejamento de urina ou sensação de vontade de urinar novamente após ter acabado de urinar
    - Urina com frequência pequenas quantidades durante o dia
    - Necessidade de urinar enquanto dorme
    - Necessidade súbita e intensa de urinar com frequência
    - Jato de urina lento, franco e interrompido

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    Você perde urina quando tosse, espirra, ri, pula, corre ou carrega ou levanta objetos pesados?

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    Você perdeu o controle da bexiga após iniciar o uso de um novo medicamento ou após aumentar a dose de algum medicamento que você já tomava?

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Dicas de autocuidado

Evite ou limite a quantidade de bebidas, alimentos e medicamentos que contenham cafeína (exemplos: café, chá, refrigerantes, chocolate). Limite o consumo de: bebidas carbonatadas (com gás), bebidas alcoólicas, suco de frutas cítricas, alimentos gordurosos ou muito picantes, alimentos ou bebidas com adoçante. Eles podem irritar a bexiga. Beba de 1 a 2 litros de água ao longo do dia. Vá ao banheiro com frequência, mesmo sem vontade.

Quando urinar, esvazie ao máximo a bexiga. Relaxe por 1 ou 2 minutos e tente urinar novamente. Faça um registro de quando ocorrem os episódios de incontinência. Se perceber que "os acidentes" ocorrem a cada 3 horas, por exemplo, esvazie a bexiga a cada 2 horas e meia. Use um relógio de pulso com alarme para lembrá-lo. Use roupas que possam ser retiradas rapidamente ao chegar ao banheiro. (exemplo: calça com elástico na cintura ou com feixe de velcro em vez de botões ou zíper. Procure cintos facilmente desabotoáveis, ou não use cinto. Use calcinha, cueca ou enchimento absorvente Pergunte ao seu médico se você se beneficiaria com o uso de sondagem intermitente.

A sonda é um tubo fino, com formato semelhante a um canudo, geralmente de material plástico flexível, que você insere na abertura da uretra e que ajuda a esvaziar completamente a bexiga. Esvazie a bexiga antes de sair de casa, cochilar ou deitar-se. Mantenha o caminho para o banheiro livre e bem iluminado. Assegure-se de que a porta do banheiro fique aberta quando ele não estiver sendo usado. Use um acento/vaso sanitário elevado e/ou barras laterais de apoio se necessário. Mantenha perto da cama uma cadeira adaptada com vaso sanitário ou objeto de plástico para urinar, como penico, comadre (para mulheres) ou papagaio (para homens) - encontrados em lojas de material hospitalar.

Exercicios de Kegel

Faça os exercícios de Kegel para fortalecer os músculos da pelve, que ajudam a controlar a bexiga. Esses exercícios podem ajudá-lo a controlar e até curar a incontinência. Até mesmo as mulheres mais velhas, com incontinência urinária há vários anos, podem se beneficiar com a realização desses exercícios.

Primeiro, identifique onde se localizam os seus músculos pélvicos. Uma maneira de fazê-lo é começar a urinar e então tentar prender a urina. Se você conseguir pelo menos diminuir o jato de urina, é porque você está usando os músculos pélvicos. Você deve sentir os músculos contraindo ao redor da uretra e do ânus. Depois, relaxe o corpo, feche os olhos e apenas imagine estar urinando e contraindo os músculos para "segurar" a urina. Você deverá sentir os músculos contraindo como na etapa anterior. Mantenha os músculos contraídos por 3 segundos e depois relaxe por mais 3 segundos. Ao contrair e relaxar, conte devagar.

Comece fazendo este exercício 3 vezes ao dia. Aumente gradativamente até chegar a 3 blocos de 10 contrações, segurando os músculos contraídos por 10 segundos em cada um dos exercícios. Você pode fazer os exercícios sentada, em pé ou deitada. As mulheres também podem usar pesos pélvicos quando prescritos pelo médico. A mulher introduz um peso em forma de cone na vagina e contrai os músculos pélvicos para evitar que o cone saia da vagina.

Durante os exercícios:

Não contraia os músculos das nádegas ou os músculos abdominais; Não prenda a respiração, feche os punhos, cerre os dentes ou faça careta; Se não tiver certeza de estar fazendo os exercícios corretamente, consulte seu médico. Contraia os seus músculos pélvicos antes e durante os movimentos que provocam perda da urina, como tosse, espirro, risada, pulos, etc. Relaxe os músculos ao terminar o movimento ou atividade. Podem ser necessários vários meses até você se beneficiar dos exercícios pélvicos, e você precisa continuar fazendo-os para manter os músculos sempre


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