Saúde de A a Z
     Tudo Sobre Saúde

Alimentos e seus valores

Conheça seus exames

Curiosidades de saúde

DST

Emergências

Especialidades médicas

Farmácia em casa

Genética

Imunização

Medicina alternativa

Medicamentos genéricos

Outras doenças

Por uma vida mais saudável

Prevenção

Problemas comuns

Saúde da criança

Saúde da mulher

Saúde do homem

Saúde mental

Saúde teen

Sexo e drogas

Terceira idade

Vitaminas

Prevenção

Médicos precisam estar atentos para o acompanhamento da osteoporose após fraturas

Pesquisa de Sidney mostra que mesmo a fratura tendo como causa a osteoporose poucos profissionais continuam a tratar a doença no paciente que a sofreu.

Apesar do alto risco de fraturas subseqüentes após uma fratura osteoporótica inicial, a maioria das pessoas com fraturas traumáticas mínimas não recebem tratamento para a osteoporose. Interessados na assunto, pesquisadores da University of New South Wales (Sidney) buscaram determinar se uma intervenção baseada em informes poderia mudar o manejo para a osteoporose após fratura.

De acordo com o artigo publicado na edição de setembro da “Osteoporosis International”, os resultados indicam que as intervenções levaram a um modesto crescimento na proporção de pessoas investigadas com osteoporose, sem, entretanto, levarem a um aumento significativo nas taxas de tratamento. Os pesquisadores realizaram entrevistas com 254 pacientes do ambulatório de fraturas do St. Vincent’s Hospital ao longo de 15 meses e tiveram como objetivo secundário definir quais seriam os obstáculos em relação ao manejo da osteoporose.

Segundo o artigo, foram coletados, no início da pesquisa, os fatores de risco para fraturas, além de dados sobre a investigação e o tratamento prévios para a osteoporose. Os participantes foram então contatados após três meses para verificar o acompanhamento. Todos aqueles que não foram investigados ou tratados por seus médicos de atendimento primário receberam, aleatoriamente, uma carta personalizada ou a mesma carta somada a uma oferta de teste gratuito da densidade mineral óssea. Os participantes foram contatados novamente após nove meses para registrar investigações ou tratamentos para a osteoporose.

A pesquisa mostrou que menos de 20% dos participantes receberam atendimento médico primário no acompanhamento após 3 meses da ocorrência da fratura. Por outro lado, “houve um aumento significativo no numero de pessoas investigadas para osteoporose no grupo que recebeu a carta mais a oferta do teste de densidade mineral óssea (38% contra 7% entre aqueles que receberam apenas a carta)”, afirmam os pesquisadores no artigo. Entre os testados, uma alta proporção apresentava baixa densidade mineral óssea (49% deles com osteopenia e 17% com osteoporose). ”Entretanto, as taxas de tratamento em ambos os grupos foi muito baixa, de apenas 6%. Além disso, mesmo entre os poucos indivíduos (23%) que entraram em contato com seus médicos, apenas 25% receberam recomendação de tratamento”, diz o texto.

De qualquer forma, a crença de que se tratava de uma fratura osteoporótica foi um preditor independente para a realização de teste de densidade mineral óssea, de follow-up por médico de atendimento primário ou do tratamento. Outros preditores independentes foram: idade acima de 50 anos para o follow-up por médico de atendimento primário; sexo feminino para o fato de ter feito um teste de densidade mineral óssea; e ter feito um teste de BMD para tratamento.

Segundo o texto, a baixa adesão ao teste de densidade mineral ou a realizar uma visita ao médico de atendimento primário junto com baixas taxas de recomendação de tratamento mesmo entre aqueles que contataram seus médicos reflete uma significativa barreira relacionada ao participante e ao medico em relação ao manejo de osteoporose. De qualquer forma, “o estudo demonstra que uma intervenção baseada em informes leva a um modesto crescimento na proporção de pessoas investigadas para osteoporose; entretanto não houve um significativo efeito nas taxas de tratamento. A avaliação da oferta de um teste gratuito de densidade mineral óssea foi associada a uma taxa significativamente mais alta de investigação se comparada à carta personalizada sozinha, mas esta investigação não afetou as taxas de tratamento”, concluem os autores no artigo.

Fonte: Notisa

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


A LINCX Sistemas de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal