O vírus HIV e a AIDS
AIDS é a sigla, em inglês,
de uma doença sem cura (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) que destrói
o sistema imunológico responsável pela defesa do organismo contra infecções
e cânceres. O vírus causador é o HIV, que também ataca o sistema nervoso central,
causando problemas mentais e neurológicos.
Sintomas
A pessoa imunodeprimida
passa a ter infecções de pele e a ser vítima das chamadas doenças oportunistas,
que se instalam no organismo debilitado, como pneumonia recorrente, tuberculose
e câncer. Sarcoma de Kaposi e linfomas não-Hodgkin podem ocorrer em qualquer
estágio da doença. Quando penetra no cérebro, o HIV causa alterações da fala,
tremores, convulsões e demência.
Formas de contágio
AIDS é doença altamente
contagiosa. Como o vírus está presente em secreções de pessoas contaminadas,
como o sêmen, secreção vaginal, leite materno e sangue, contatos íntimos são
formas de transmissão.
Situações de risco
Contato com sêmen, secreção
vaginal ou sangue (inclusive o menstrual) de pessoas infectadas, durante o
ato sexual.
Compartilhamento de
agulhas, seringas para uso de drogas injetáveis, algodões sujos de sangue.
Transfusão de sangue
não testado para HIV (particularmente antes de março de 1985, quando o exame
não era obrigatório).
Gravidez e amamentação
de mulheres contaminadas.
Observação: Não há comprovação
científica de que saliva, fezes, urina ou lágrimas possam transmitir AIDS.
O HIV pode viver no corpo
de uma pessoa infectada durante meses ou anos antes do aparecimento de quaisquer
sinais da doença. Por não saber que é portadora (soropositiva), ela pode contaminar
outras, ao praticar sexo inseguro.
Em caso de dúvida
Com a liberdade sexual e
o aumento do risco de drogas, não se pode mais falar em grupos de risco. Até
mulheres de meia-idade, monogâmicas e fiéis estão sendo infectadas por maridos
descuidados, além de milhares de crianças, contaminadas por mães aidéticas.
Pessoas sexualmente ativas, devem examinar suas relações atuais e passadas e,
em caso de dúvida fazerem o Teste de "Anticorpo HIV" ou "Teste de AIDS"(Elisa).
Se o teste for negativo,
e não houver nenhuma situação de risco nos seis meses que o antecederam, isso
significa que nada há a temer. A recomendação é continuar usando preservativo.
Se o teste for positivo,
outros exames mais rigorosos devem ser feitos para saber o estado do sistema
imunológico. Algumas pessoas permanecem sadias por longo tempo, outras já devem
ser medicadas, pois desenvolvem rapidamente as infecções oportunistas (herpes,
encefalite, meningite, candidíase, sífilis, hepatite).
Em caso de gravidez
Modernamente, já se pode
detectar a presença do HIV mesmo antes que os sintomas da AIDS apareçam. Casais
que planejam uma gravidez devem fazer o teste para que a gestante possa proteger
o seu bebê contra a infecção. (O AZT é dado à mãe, durante a gestação e no momento
do parto. É dado, também, ao bebê após o nascimento).
Prevenção
A prevenção é a única forma
de proteção contra a doença
Utilize preservativo
em suas relações sexuais
Lubrificantes que
contêm óleo podem fazer com que o látex da camisinha se rompa.
Espumas ou geléias
espermicidas, para evitar filhos, não previnem a AIDS.
Não mantenha relações
sexuais com
Homossexuais ou
bissexuais
Parceiros heterossexuais
de pessoas expostas ao HIV
Pessoas que tenham
recebido transfusões de sangue
Pessoas cujo estado
de saúde e prática sexual você não conheça
Não utilize seringa
ou agulha usadas por outra pessoa, mesmo que não seja no caso de drogas endovenosas.
Não use objetos pessoais
de pessoas que você desconfia estarem contaminadas.
Não tenha medo de perguntar
ao seu parceiro se já fez o teste do HIV e se já teve relações sexuais sem
preservativo.
Evite beber ou usar
drogas antes do ato sexual, pois você pode se envolver em práticas inseguras.
A presença de doenças sexualmente
transmissíveis aumenta o risco de contágio pelo vírus HIV, pois feridas no pênis,
vagina ou ânus permitem que entre mais facilmente na corrente sanguínea.
Tratamentos
Medicamentos como AZT,
DDI, DDC, D4T e 3TC com AZT (tornam mais lenta a ação do vírus).
Inibidores de protease
como saquenavir e o edenavir (parecem impedir o crescimento do vírus) da AIDS.
Repouso, alimentação
correta e suplementos vitamínicos (reduzem a chance de pegar infecções).
Acompanhamento médico
rigoroso (imprescindível no combate às doenças oportunistas que surgirem).
Radioterapia e cirurgia
(em alguns casos de Câncer).
Terapia com psicólogos
especializados.
Novas formas de prevenção
estão sendo estudadas, em todo o mundo: um exemplo são os géis e cremes vaginais
que contêm um composto químico que mata o HIV.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
|