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Diagnósticos da osteoporose

Diagnósticos da osteoporose Como a osteoporose é uma condição previsível, é extremamente importante que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível. Na prática, isto significa detectar uma massa óssea baixa antes que ocorra uma fratura. Isto não era possível até há pouco tempo, mas agora, com equipamentos modernos, consegue-se medir a massa óssea ou a quantidade de osso.

As medidas da massa óssea são feitas nas partes do esqueleto onde há possibilidade de ocorrência de fraturas, coluna, quadril e punho. Com a medição da massa óssea pode-se obter informações sobre a probabilidade de fratura. Assim como a pressão sangüínea é muitas vezes utilizada para se prever o risco de um acidente vascular cerebral, ou os níveis de colesterol no sangue para se prever o risco de doença coronariana, assim também a massa óssea de uma pessoa pode ser usada para se avaliar o risco de fratura.

Métodos de medicação da massa óssea

Há vários métodos que são utilizados para se medir a massa óssea, mas o usado mais freqüentemente é o DXA (medida de absorção do raio-X de dupla energia), que mede a massa óssea no quadril, coluna e punho ou em todo o esqueleto. O valor da massa ósseo resultante da medição é conhecido como densidade mineral óssea ou simplesmente densidade óssea e o nome genérico dos testes para medi-la é densitometria óssea.

Os mais modernos equipamentos fazem esta medida em poucos minutos, enquanto os aparelhos antigos levavam de 20 a 30 minutos. Embora os raios-X sejam usado na medição, a dose de radiação é muito pequena, sendo muitas vezes menor que os níveis de radiação naturais diários. Assim, se necessário, a medição pode ser feita e repetida em crianças e até em grávidas. Para a medição da massa óssea a pessoa tem de se deitar num divã.

Durante o processo de medição da massa óssea da coluna, uma almofada retangular e colocada sob as coxas, para se alongar ao máximo a parte inferior da coluna. Um fino braço de metal move-se para cima e para baixo sobre o local que está sendo medido, mas não há um túnel por onde a pessoa tem de passar, com em alguns tipos de equipamentos destinados a realizar imagens radiográficas.

Finalmente, injeções ou quaisquer outros procedimentos desagradáveis não estão envolvidos no processo. Outro modo de se medir a massa óssea é por ultra-sonografia, usando-se um método chamado atenuação do ultra-som de banda larga (BUA), geralmente utilizado para medição de osso do calcanhar e muitas vezes envolve a submersão do pé num banho de água. Como não usa radiação, é um exame muito seguro. Entretanto, não tem sido tão testado como foi o DXA e muitos especialistas pensam que testes adicionais sejam necessários antes que seja adotado na clínica.

Limitações do raio-x

O raio-X, na rotina de um departamento de radiologia, é usado para o diagnóstico de fraturas na osteoporose. Entretanto, ele não é muito útil para se detectar baixas massas ósseas porque a densidade dos ossos no raio-x depende de um grande número de fatores técnicos referentes ao próprio raio-X bem com à quantidade real de osso presente.

Julga-se, ao se utilizar o raio-X, que a medida da massa óssea baixa só é considerada fidedigna quando os ossos atingem a metade de sua densidade normal. O adelgaçamento dos ossos no raio-X pode ser considerado com seriedade; inversamente, a massa óssea baixa muitas vezes não é detectada pelo raio-X.

Atualmente, o raio-X é o único método amplamente disponível para se detectar fraturas da coluna. Entretanto o mais moderno equipamento DXA produz imagens muito claras da coluna e pode eventualmente ser usado no lugar do raio-X para se diagnosticar fraturas da coluna. Uma grande vantagem do DXA sobre o raio-X é uma dose bem menor de radiação envolvida no procedimento.

Exames de sangue e urina

A osteoporose não pode ser diagnosticada por exames de sangues e urina, mas estes são muitas vezes usados para a análise de outras condições associadas à perda óssea, por exemplo, hiperatividade da tireóide, doenças do fígado ou mieloma (doença maligna da medula óssea). Os exames de sangue e urina para a medição da decomposição e formação óssea também pode ser utilizados para se medir os níveis de perda óssea, o que é um procedimento de pesquisa pouco usado na clínica porque não é suficientemente preciso.

Rastreamento da osteoporose

No momento, a densitometria óssea é o método mais preciso para diagnóstico da osteoporose. Uma das questões que sempre se apresenta refere-se à necessidade ou não de todas as mulheres na pós-menopausa fazerem a densitometria óssea. Os especialistas acreditam que, no momento, não há necessidade de um rastreamento em massa da osteoporose, seja em mulheres na pós-menopausa ou em pessoas idosas, embora se espere mudanças para o futuro.

Quem está em situação de risco

Na ausência de um programa de rastreamento, como se selecionar aquelas pessoas em situação de risco para que recebem tratamento antes que as fraturas ocorram? O método atualmente em uso pelos médicos é a seleção para exames das pessoas com altos fatores de risco da osteoporose, com por exemplo, as que recebem terapia por esteróide ou aquelas com amenorréia ou menopausa precoce. Todas devem fazer uma medida da densidade óssea para se determinar à necessidade ou não de um tratamento protetor para os ossos.

A confirmação de um diagnóstico

As medições da densidade óssea são também feitas em pessoas com sinais sugestivos de osteoporose, por exemplo, diminuição da altura ou adelgaçamento dos ossos mostrado pelo raio-X, para se assegurar que um diagnóstico perfeito foi feito. Em pessoas com uma ou mais fraturas, as medições de densitometria óssea são feitas para se verificar se as fraturas são motivadas pela osteoporose. Em pacientes com muitas fraturas espontâneas da coluna isto é óbvio, mas em alguns casos, a distinção entre fraturas devidas à fragilidade daquelas causada por um trauma é difícil de se fazer.

Avaliando os efeitos do tratamento

Finalmente, as medições de densidade óssea são utilizadas na avaliação da eficácia do tratamento feito para a osteoporose. As unidades mais especializadas em densidade óssea têm um lista das diretrizes indicando quais pacientes devem fazer estas medições. Quando se deve utilizar a densitometria óssea As pessoas que tenham um ou mais dos fatores de risco listados abaixo devem visitar seus médicos e pedir uma densitometria óssea. Assim também devem fazer pessoas que tenham sinais indicativos da presença da osteoporose.

Fatores importantes de risco

  • Menopausa precoce
  • Amenorréia
  • Deficiência do hormônio sexual em homens
  • Terapia por esteróide
  • Glândula tireóide hiperativa
  • Doença intestinal
  • Anorexia nervosa
  • Doença grave do fígado ou rim

Sinais indicativos da osteoporose

  • Adelgaçamento dos ossos mostrado pelo raio-X
  • Fratura anterior resultante de uma pequena lesão
  • Diminuição da altura

O que o raio-x pode revelar

Os médicos podem comentar algumas vezes que os ossos parecem "finos" no raio-X. Muitas vezes é uma sorte encontrar este indício num raio - feito por motivos outros que não a osteoporose. Este fato deve ser considerado seriamente, pois um adelgaçamento definitivo dos ossos, em imagens de raio-X, geralmente demonstra que já houve uma significativa perda óssea e que é alta a probabilidade de fraturas.

Disponibilidade do exame

Infelizmente, as medições de densidade óssea não são tão disponíveis como deveriam ser. É muito importante que os serviços de densidade óssea sejam disponibilizados por especialistas, porque o funcionamento do equipamento, a interpretação dos resultados e a orientação em relação ao tratamento requerem treinamento e experiência.

As melhores unidades situam-se, geralmente, em hospitais e envolvem a consultoria de um ou mais médicos com experiência em doenças ósseas. Se as medições de densidade óssea não estão disponíveis, os médicos devem tomar suas decisões sobre o tratamento baseando-se nos fatores de risco. Esta é a melhor opção nestas circunstâncias, embora esteja longe do ideal, podendo resultar num tratamento desnecessário em alguns casos porque uma pessoa com um grande fator de risco, na verdade, pode não ter osteoporose.

Pontos centrais

  • A quantidade de osso (massa óssea) pode ser medida em diferentes partes do esqueleto; o método mais usado é o DXA.
  • Esses rastreamentos do osso podem ser usados para prever o risco de fraturas numa pessoa.
  • O raio-X comum é utilizado para se detectar fraturas e os exames de sangue e de urina são realizados para se verificar a existência de outras doenças que levam à osteoporose.
  • Não há um programa de rastreamento disponível para a osteoporose em mulheres sadias; entretanto, as medições da densidade óssea são aconselháveis para pessoas com poderosos fatores de risco, como tratamento com esteróides, deficiência de hormônio sexual e a história passada de fraturas.

FONTE: ISTOÉ - GUIA DA SAÚDE FAMILIAR - volume 7 "OSTEOPOROSE" pagina 35.


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