Colesterol
e Fibras
Você já ouviu falar em fibras solúveis
e insolúveis: as primeiras “grudam” no
colesterol ingerido, ajudando a eliminá-lo. As fibras
insolúveis, vão para o intestino e também
colaboram para diminuir a absorção do colesterol.
Ambas bloqueiam parcialmente a gordura alimentar, pois atuam
como fitoesteróis, substâncias vegetais que
competem no organismo com a absorção do colesterol.
Berinjela, uma boa
notícia!
A berinjela
pode ser servida grelhada, no molho de macarrão ou
mesmo numa lasanha vegetariana, com pouco azeite. Segundo
estudos recentes, a dieta com baixo teor de colesterol e
medicamentos com estatinas, devem ser recomendados para
a prevenção da aterosclerose. Esta orientação
faz parte das Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias
e da Diretriz de Prevenção da Aterosclerose
do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira
de Cardiologia.
Outros
estudos
Cientistas
americanos descobriram que comer maçã, com
casca e tudo, diminui a oxidação do colesterol
no sangue. Outra novidade boa é a que, tomar 3 copos
de suco de amora ou de uva ursina (cranberry) por dia, pode
aumentar a taxa de colesterol bom no sangue. Essas frutas
ampliam os níveis de antioxidantes e reduzem o risco
de doenças do coração.
Ovo,
de volta ao cardápio
Um só
ovo comum tem 215 mg de colesterol, quase o total do consumo
diário recomendado, que é de 300 mg para quem
tem índices normais. Mas veja uma comparação
entre o ovo e a picanha: o organismo não absorve
todo o colesterol que se ingere, ao comer o ovo. Já
a gordura saturada presente na carne vermelha, por exemplo,
não tem limite de absorção: ela é
toda transformada em colesterol ruim, o LDL. Hoje se permite
comer 2 ovos por dia, desde que se reduza o consumo de gorduras
saturadas.
Com
exercícios regulares, menos colesterol
Ainda a melhor
forma de se elevar as taxas do bom colesterol, é
fazer exercícios físicos – junto com
uma alimentação equilibrada, não fumar
etc.
Dez em cada
dez pessoas acreditam que é saudável praticar
exercícios regularmente. Mas apenas 31% fazem alguma
atividade física, segundo estudos realizados em vários
países ocidentais pela OMS. A falta de tempo é
a principal barreira contra a atividade física regular,
seguida pelo estresse e pelo excesso de trabalho.
Pelo menos
no que diz respeito à falta de tempo, as notícias
são encorajadoras. Uma pesquisa recente, de Harvard,
nos EUA, colocou por terra a crença de que é
preciso se exercitar exaustivamente por 1 hora para obter
benefícios para a saúde. Efeitos positivos
podem ser obtidos com períodos curtos de atividade
moderada.
Dez minutos
de atividade física, 3 vezes ao dia, podem substituir
30 minutos de exercício aeróbico contínuo,
como a caminhada ou a natação. Sabe-se que
a caminhada rápida faz bem ao coração.
Ela diminui a pressão arterial, o que ajuda a preservar
as artérias. E pode estimular o aumento da quantidade
do colesterol HDL (o bom colesterol) no sangue. A caminhada
parece até fazer com que o sangue se torne menos
"pegajoso" e, portanto, menos propenso a produzir
coágulos. Isso reduz em 50% o risco de um ataque
cardíaco.
Também
é possível abaixar o colesterol levantando
pesos. Malhar três vezes por semana eleva o HDL, além
de reduzir o LDL.