Fracasso
na dieta: o que você come? Ou o que está comendo
você?
Ser
obeso não afeta apenas a sua saúde, mas também sua auto-estima.
O problema é: você quer perder peso, mas algo está te impedindo.
Não se desespere, você não está sozinho.
"O
fato é: muitas pessoas enxergam a obesidade ou o sobrepeso
como uma fraqueza ou como falta de força de vontade".
Do ponto de vista médico, esta condição é diagnosticada
como doença, uma epidemia em crescimento.
Obesidade pode de fato ser considerada como doença, em vez
de uma mera "falta de força de vontade", entretanto você
pode se encontrar mergulhando em padrões de alimentação
que são influenciados por seu humor. Embora não haja pesquisa
científica que apóie as sete características básicas a seguir,
há muitas evidências que apóiam a relação entre humor e
comida. Considere os seguintes comportamentos e veja se
você se identifica com algum deles:
-
O
"Comedor Emocional".
O "comedor emocional" busca nos alimentos o conforto.
Quando está estressado, o "comedor emocional" come para
aliviar as emoções dolorosas. O alimento, para estas
pessoas, traz de volta sentimentos de segurança ou momentos
de descontração. O único problema é que depois de comer,
os sentimentos de conforto encontrados na comida são
substituídos por sentimentos de baixa auto-estima.
-
O "Superconquistador ilusório".
O "superconquistador ilusório" está sempre insatisfeito
com os resultados. Não importa o quanto esta pessoa
faz, nunca é o bastante. Se eles perdem 5 quilos, deveriam
ter perdido 10. Eles também têm a "síndrome do tudo
ou nada": se eu como um biscoito, sou um fracasso. Eles
querem perder tudo agora. Não importa se demorou 6 anos
para ganhar 5 quilos: eles querem perder em um mês.
Ela tem dificuldade de alcançar suas metas, pois suas
expectativas são muito grandes. Estas idéias podem fazê-la
correr até a geladeira em decorrência se de sua decepção.
-
O "Enrolador".
Os "enroladores" vão deixar a vida de lado até que eles
percam peso."Quando eu perder 30 quilos farei (preencha
o espaço)". Entretanto não são capazes de perder peso
por não estarem confortáveis com as expectativas colocadas
sobre si, considerando o que irá acontecer quando perderem
peso. A comida torna-se sua muleta: ela os ajuda a manter
o peso, assim não precisarão alcançar seus objetivos
e resolver outros assuntos de sua vida.
-
O "Sabotável".
Os "sabotáveis" permitem que eles próprios sejam sabotados
por amigos e parceiros que impedem tentativas de perda
de peso. No caso de uma mulher, o marido provavelmente
gosta de seu sobrepeso por medo de perder a companheira,
ou talvez, as amigas ficam com inveja de seu sucesso.
Estas pessoas então podem incentivar reuniões envolvendo
comida para ter certeza de que seu peso continuará acima
do desejado.
-
O "Derrotado".
Os "derrotados" acreditam não ter disciplina em sua
alimentação. Eles armam seu fracasso indo a uma festa
dizendo "Não há como eu ser capaz de evitar a gula".
Eles acham que não possuem força de vontade para controlar
o quê e o quanto colocam em suas bocas. Ao ter uma postura
pessimista, estas pessoas cumprem suas expectativas
ao se encher de comida numa festa.
-
O "Esquivo".
Os "esquivos" recusam convites para reuniões sociais
por não gostarem do modo como são fisicamente. Eles
pensam: "Quando eu perder peso começarei a sair". Entretanto,
esta mentalidade pode ter um efeito rebote: enquanto
todos estão se divertindo, "o esquivo" está em casa
sozinho e deprimido. Eles utilizam comida para esconder
sentimentos de solidão. Isto prolonga a agonia e o isolamento
social.
-
O "Co-dependente".
O "co-dependente" vive primariamente ao redor de comida.
Ele pode ter poucos colegas e considera a comida seu
melhor amigo. Este comportamento está geralmente associado
à dependência de uma outra pessoa. Mas o "co-dependente"
conta inicialmente com os alimentos. Quando surgem problemas
ou ele está só, sempre pode recorrer ao seu grande amigo:
a comida. Ela não julga e sempre está disponível para
ele. Pode-se criar um ciclo vicioso onde após cada episódio
de "comilança" segue-se a depressão, que por sua vez
deflagra outro episódio e assim sucessivamente.
Estes comportamentos não são rígidos e você pode se encaixar
em mais de uma destas categorias. E estas características
não são os únicos sentimentos ou únicas situações que podem
levar uma pessoa a comer excessivamente, muitas podem se
identificar com frustrações ou outros sentimentos negativos.
Milhões de pessoas caem nesta combinação de depressão, baixa
auto-estima, ganho de peso e dificuldade no controle ponderal.
Ficar
atento a seus padrões de alimentação é um bom primeiro passo.
O próximo é identificar os desencadenates e as situações
que levam ao comer excessivo. Uma opção é procurar conselho
de profissionais, especialmente se há dificuldade na compreensão
de assuntos específicos.
Para muitos, comer é um vício. É o único deles onde a pessoa
precisa aprender a viver com moderação. Mas seu conforto
é também seu vício. Algumas vezes a ajuda de profissionais,
como psicoterapeutas ou fisiologistas, traz benefício. Eles
podem tomar as decisões por você pois muitas vezes é difícil
agir sozinho.
Com ou sem ajuda externa, começar não precisa ser horrível.
-
Faça
mudanças comportamentais, uma de cada vez.
Assim você não desiste, tente não exagerar. Para reconquistar
o controle sobre sua alimentação adote passos simples
como ligar com antecedência a restaurantes para certificar-se
de que há como optar por comida de baixa caloria. Torne
exercícios físicos divertidos. Por exemplo, procure
caminhar na hora do almoço, em vez de apenas descansar
(cinco minutos no início é suficiente). Depois aumente
para meia ou até uma hora. Chame algum amigo, isto o
motivará quando não estiver disposto.
-
Mantenha uma atitude positiva.
Isto ajuda a superar dúvidas, medos e inquietações emocionais.
Retire palavras negativas como nunca ou não posso de
seu vocabulário. Substitua por palavras positivas, valorizando
expressões como eu posso e eu vou. Por exemplo, em vez
de dizer "Nunca conseguirei meu objetivo", diga "Eu
já perdi 4 quilos e continuarei perdendo até atingir
minha meta". Uma boa técnica para ajudar a concluir
seus objetivos é escrever numa pedaço de papel o motivo
pelo qual você deseja perder peso e que isto levará
algum tempo. Atualize sempre, especialmente quando você
receber algum elogio.
-
Seja paciente consigo.
Lembre-se, você não ganhou peso da noite para o dia,
assim não espere perdê-lo desta maneira. Quando começar
a sentir-se impaciente ou desmotivado, tente praticar
exercícios para mudar seu humor. Libere aquelas endorfinas.
Levante pequenos pesos em casa ou pule corda. Caso fique
desapontado por ter perdido apenas 4 quilos, pegue aquele
saco de batatas de 2 quilos na cozinha e caminhe em
volta dele por um tempo: assim notará quanto peso 2
quilos realmente representam.
-
Desenvolva
um sistema de ajuda.
Ache alguém que compartilhe seu mesmo interesse. Junte-se
a um grupo de ajuda; caso não haja algum disponível,
crie um. Pode parecer difícil, mas na verdade não é.
Converse com amigos.
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Quando alcançar algum objetivo, ache alguma forma de
recompensa.
Estabeleça uma meta para o dia, a semana ou o mês. Quando
alcançá-la com êxito, compre um CD ou roupas. Só não
comemore com um grande janta
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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