Um estudo da
Mayo Clinic publicado no dia 8 de janeiro de 1999 na revista
Science confirma os achados de outros trabalhos: o exercício
é tão importante para o controle do peso,
se não for mais, quanto a restrição
calórica.
Nesse estudo,
16 voluntários concordaram em comer excessivamente
(1000 calorias extras por dia) e manter um estilo de vida
sedentário durante oito semanas a fim de determinar
quanto peso cada um ganharia. Os pesquisadores também
esperavam descobrir as características que distinguem
as pessoas que parecem nunca ganhar peso daquelas que engordam
sem motivo aparente. Os voluntários eram constituídos
por 4 mulheres e 12 homens, entre 25 e 36 anos de idade.
Nenhum era obeso ou praticava atividades físicas
regularmente.
Apesar de todos
ganharem peso, a quantidade variou significativamente -
de cerca de um a seis kg no peso total, e de 400 g a 4 kg
em gordura. Aqueles que ganharam menos peso praticaram atividade
física de forma subconsciente por permanecerem inquietos.
Essa inquietude foi representada por indivíduos contorcendo-se
nas cadeiras, balançando as pernas, movimentando
os dedos e caminhando.
Pesquisas adicionais
são necessárias para determinar se as mulheres
em geral têm uma tendência maior ao ganho de
peso ou se elas são naturalmente menos ativas que
os homens. Um metabolismo acelerado não foi encontrado
no estudo. As diferenças no metabolismo basal dos
participantes foram de apenas 5 por cento.
Os resultados
do estudo sugerem que uma atividade aumentada de qualquer
natureza, em qualquer quantidade, ajuda a prevenir o ganho
de peso. Thomas Wadden, especialista em obesidade da University
of Pennsylvania, disse ao The Philadelphia Inquirer, "Eu
duvido de que nós veremos pessoas em pé, movimentando
as pernas ou algo do tipo. Mas coisas como subir escadas,
deixar de usar equipamentos que poupam o nosso trabalho,
e não utilizar o controle remoto realmente fazem
diferença."
De forma interessante,
todos os participantes perderam o peso extra ganho dentro
de seis semanas após o estudo, sem assistência
médica. A maioria observou que o apetite diminuiu
após parar de comer excessivamente. Esse fato demonstra
que o ganho de peso não necessariamente é
persistente.