Surto
chama atenção para prevenção
Os surtos de Rubéola avançam em todo o país e elevam
o risco de aborto e malformações fetais. Quando se ouve
falar em Rubéola, a primeira lembrança é daquela
doença chata, aparentemente benigna que ocorre normalmente
na primeira infância e caracteriza-se por deixar o paciente
todo "manchado" de vermelho e que deve sempre ser afastado
das grávidas e de outras crianças por ser altamente contagiosa.
Esclarecendo
melhor, a Rubéola é uma doença viral, causada por
um Togavírus e a transmissão deste vírus ocorre através
dos perdigotos (gotículas de saliva ou secreção) dispersos
no ar. É fácil entender que este meio de contaminação é
extremamente transmissível, principalmente em ambientes
fechados como empresas, academias, escolas, universidades
ou festinhas infantis. Observa-se portanto que a Rubéola
é uma doença que pode ser contraída em qualquer idade e
é por aí que mora o perigo. O tempo de incubação da doença
(espaço entre a contaminação e o início dos sintomas) é
em torno de 15 dias e já nos últimos dias deste período
o vírus já é transmitido pelo seu portador, que quase sempre
desconhece a sua presença. Quando os sintomas aparecem a
doença pode ser facilmente diagnosticada na sua forma característica:
Vermelhão no corpo, dores nas juntas, febre, mal-estar e
gânglios (popularmente chamados de ínguas). Esta situação
é chamada de subclínica, portanto a doença existe, contamina,
porém não aparece, o que a torna traiçoeira.
Realmente
a Rubéola, geralmente é uma doença benigna, o grande
perigo acontece quando existe a contaminação de mulheres
grávidas ou que estão pretendendo engravidar, pois o vírus
desta doença pode causar sérios danos ao feto desde a ocorrência
de aborto até malformações graves como deficiência mental,
cegueira, surdez, problemas no coração e outras. É importante
mencionar que o bebê que nasce com Rubéola congênita
pode transmitir o vírus até 1 ano de idade.
A
boa notícia é que a Rubéola pode ser evitada através
de uma vacina, que pode ser aplicada em qualquer idade após
os 15 meses de vida, esta vacina é específica e tem uma
eficácia próxima de 100%. Não existem contra-indicações,
e as pessoas que já tiveram a doença (diagnosticada pelo
médico) não precisam tomar a vacina, as mulheres que já
estão grávidas ou suspeitam de gravidez podem ser vacinadas.
É importante mencionar que a vacina contra Rubéola
não deve ser tomada apenas por mulheres, pois, os homens
além de eventualmente serem portadores do vírus, estão sujeitos
aos inconvenientes e complicações da doença.
A
Rubéola, dissemina-se rapidamente, portanto, neste
período, acautele-se, evite locais fechados com muita gente,
proteja-se com a vacina e a qualquer sinal da doença, mesmo
que não seja específico, procure seu médico, pois, todos
os indivíduos tem o dever de se proteger-se e toda a criança
tem o direito de nascer saudável.