
Osteoporose, fatores
e risco
Pode
acontecer sem avisar - você se abaixa para pegar o jornal
pela manhã e sente uma dor.
Posteriomente, descobre que teve uma fratura de costela.
Se for uma mulher idosa, provavelmente trata-se de uma fratura
causada pela osteoporose. A osteoporose (que significa "ossos
porosos") promove o enfraquecimento ósseo, de forma que
até mesmo pequenos impactos (tossir, por exemplo) podem
causar fraturas. Na maioria dos casos, os ossos tornam-se
frágeis com a diminuição do cálcio, fósforo e outros minerais.
A doença também pode acompanhar distúrbios endócrinos ou
resultar do uso de certos medicamentos, como os corticosteróides.
As fraturas são mais freqüentes na coluna, quadril ou punho.
Metade das mulheres brancas com 50 anos ou mais sofrem fraturas
ósseas em decorrência da doença, em algum momento da vida.
A boa notícia é que nunca é tarde para fazer alguma coisa.
Se você é mulher e ainda não chegou à menopausa, pode tomar
algumas providências para evitar a osteoporose. Se já está
na pós-menopausa, alguns exames podem detectar a doença
em estágios iniciais e impedir a sua progressão, assim como
antes de você sofrer fraturas graves e incapacitantes.
Sinais e sintomas
Nas fases iniciais da perda óssea, em geral, não surgem
sintomas. Com a progressão da doença, os sintomas incluem:
-
Dores na coluna
-
Diminuição de altura, com inclinação para a frente
- Fraturas
de vértebras, punho, quadril ou outros ossos
Causas
A resistência dos ossos depende de sua massa e densidade.
Esta, por sua vez, depende em parte da quantidade de cálcio,
fósforo e outros minerais presentes nos ossos. Quando os
ossos perdem o componente mineral, também perdem a força
e a estrutura interna de suporte. Ainda não se sabe exatamente
porque isso ocorre, mas o processo envolve a formação óssea.
Os ossos se encontram continuamente em remodelamento - enquanto
novas regiões são formadas, outras são degradadas.
Um ciclo completo de remodelamento leva cerca de 2 a 3 meses.
Quando você é jovem, seu organismo remodela o tecido ósseo
rapidamente, e a massa óssea aumenta. Por volta dos 30 anos
de idade, você alcança o pico de massa óssea. Daí em diante,
o remodelamento prossegue. Mas você perde um pouco mais
do que produz - cerca de 0,3 a 0,5 % a cada ano. A ingestão
de quantidades insuficientes de vitamina D e cálcio através
da dieta pode acelerar esse processo.
Durante a menopausa, quando os níveis de estrógeno diminuem
rapidamente, a perda óssea aumenta para 1 a 3 % a cada ano.
Por volta dos 60 anos, a perda diminui, mas não é interrompida.
Em idades mais avançadas, as mulheres podem ter perdido
entre 35 e 50 % da massa óssea, em comparação com 20 a 35
% nos homens.
O risco para o desenvolvimento da osteoporose depende do
volume de massa óssea entre 25 e 35 anos de idade (os maiores
valores) e da velocidade de perda. Quanto maior a massa
óssea alcançada, maior a "reserva" e menor a probabilidade
de desenvolver a doença. A ingestão de quantidades adequadas
de vitamina D, substância fundamental para a absorção do
cálcio, e a atividade física regular podem ajudar a manter
os ossos saudáveis durante toda a vida.
Fatores de risco
O diagnóstico precoce da osteoporose é muito importante.
Dessa forma, bem como descobrindo que você apresenta risco
elevado, é possível evitar a progressão da doença. Os fatores
de risco a seguir devem ser levados em consideração, e você
deve conversar com seu médico sobre o risco da doença e
planejar uma estratégia de prevenção. Se você é mulher,
é melhor fazê-lo antes da menopausa. Os fatores de risco
incluem:
-
Sexo
Tendo em vista que as mulheres apresentam uma maior esperança
de vida e possuem densidade óssea inicialmente inferior
àquela encontrada nos homens, as fraturas da osteoporose
são duas vezes mais comuns no sexo feminino. Além disso,
deve-se levar em consideração a queda abrupta nos níveis
de estrógeno que ocorre na menopausa, colaborando para
aumentar a perda óssea. As mulheres mais magras apresentam
um risco ainda mais elevado, bem como os homens com níveis
reduzidos de testosterona (hormônio sexual masculino).
-
Idade
Com o avançar da idade, o risco de osteoporose aumenta.
Na medida em que você vive mais, maior o risco de desenvolver
a doença.
-
Raça
Ao contrário dos negros, as pessoas brancas e descendentes
de asiáticos apresentam maior risco de osteoporose.
-
História
familiar
Ter uma mãe ou irmã com osteoporose aumenta o risco da
doença.
-
Tabagismo
O papel exato do cigarro na osteoporose ainda não é completamente
compreendido, mas é certo que o tabagismo contribui para
o enfraquecimento ósseo.
-
Exposição
aos estrógenos durante a vida
Quanto maior a exposição ao estrógeno durante a vida,
menor o risco de desenvolver osteoporose. Você tem um
menor risco, por exemplo, no caso de ter apresentado menopausa
tardia ou menarca (primeira mensturação) precoce. Mas
se você apresenta antecedente de períodos menstruais irregulares,
menopausa precoce (antes dos 40 anos) ou foi submetida
à retirada cirúrgica dos ovários antes dos 45 anos de
idade sem receber terapia de reposição hormonal (TRH),
o risco é maior.
-
Medicamentos
O uso prolongado de corticosteróides provoca lesões ósseas.
Essas drogas são comumente utilizadas no tratamento de
condições como a asma, artrite reumatóide e psoríase.
Se você precisa usar esteróides por período prolongado,
seu médico deve monitorizar a densidade óssea e recomendar
outros medicamentos para prevenir a perda óssea.
O excesso de hormônios tireoideanos também pode provocar
perda óssea. Essa situação pode ocorrer quando a tireóide
produz hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou quando
você utiliza drogas para o tratamento de disfunções dessa
glândula (hipotireoidismo). Um exame de sangue que mede
a concentração de uma substância chamada hormônio estimulador
da tireóide (TSH) pode avaliar melhor esses níveis hormonais
e ajudar na dosagem adequada do medicamento. Alguns diuréticos
- drogas que impedem o acúmulo de líquido no organismo
- podem aumentar a excreção renal de cálcio. Se você não
ingerir a quantidade necessária de cálcio e outros minerais,
seus ossos podem perder a resistência. O uso prolongado
de heparina (uma droga utilizada deixar o sangue mais
fino), metotrexate e alguns anti-convulsivantes e anti-ácidos
com alumínio pode causar perda óssea. Além disso, certas
condições clínicas e procedimentos podem reduzir a absorção
do cálcio, incluindo cirurgias do estômago (gastrectomia)
ou doenças do aparelho digestivo (como a doença de Crohn).
A doença de Cushing, uma condição rara na qual as glândulas
adrenais produzem quantidade excessiva de corticosteróides,
e a anorexia nervosa também podem promover a perda óssea.
-
Alcoolismo
crônico
Entre os homens, o alcoolismo é um dos principais fatores
de risco para a osteoporose. O consumo excessivo de álcool
reduz a formação óssea e interfere com a capacidade do
organismo absorver cálci
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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