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Obesidade

Saiba prevenir essa doença

A obesidade é uma doença que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, produzida pelo aumento de calorias na dieta, acompanhada por aumento de peso que pode ser perigoso à saúde.

Graves conseqüências: A obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de diversas outras doenças, destacando-se, doença cardiovascular, hipertensão, diabetes, derrame cerebral, dislipidemias (excesso de gorduras no sangue), câncer e algumas doenças do aparelho digestivo (cirrose e pedras na vesícula).

Causas

A herança genética é um fator importante, mas não determinante da doença. As principais causas da obesidade envolvem a combinação de hábitos alimentares pouco saudáveis, com um estilo de vida sedentário. Assim, quando a ingestão de energia (calorias) supera o gasto energético (atividade física), o excesso acumula-se no tecido, na forma de gordura corporal.

Tipos: A obesidade é caracterizada por dois tipos diferentes. Todo organismo necessita de gordura em níveis normais, porém, o acúmulo desse excesso é diferente em cada pessoa.

  • Tipo Maçã (andróide): a gordura se deposita mais acima do umbigo (região abdominal), proporcionando, por uma série de mecanismos, maior chance de desenvolver doenças e levar à morte.
     
  • Tipo Pêra (ginóide): caracteriza-se pela distribuição de gordura na parte inferior do corpo, como coxas e quadris, sendo menos ameaçadora e mais comum nas mulheres.
     
  • Padrão misto: é a associação destes dois tipos, na qual a gordura é distribuída de maneira indeterminada pelo corpo.

O fator psicossocial também exerce forte influência. A necessidade de compensar problemas emocionais, como a depressão, por exemplo, induz a pessoa a comer demais e perder a motivação para praticar exercícios, levando-a a uma vida sedentária e ao excesso de ingestão de calorias.

Colesterol: o controle pode salvar sua vida

O colesterol exerce importantes funções no organismo, tais como a produção de hormônios sexuais e vitamina D, porém, em níveis elevados, acima de 240 mg/dL, pode acarretar o aparecimento de diversas doenças, atingindo, com mais freqüência, as pessoas sedentárias e obesas. Por isso, o seu controle é indispensável para uma vida saudável.

Obesidade, tire esse peso de sua vida

A obesidade é, atualmente, um grave problema de saúde pública, sendo mais freqüente e mais grave que a desnutrição. Sua prevalência vem crescendo acentuadamente nas últimas décadas, inclusive nos países em desenvolvimento, em razão da mudança de alimentação das pessoas.

Sabendo cuidar bem: cálculo do IMC

A forma mais indicada e correta de se avaliar a obesidade é determinando o índice de massa corporal (IMC) calculado pela seguinte fórmula:

IMC = Peso (kg) / Altura (m2)

De acordo com as tabelas atuais, uma pessoa é considerada obesa quando seu peso for, no mínimo, 20% maior do que o considerado ideal para sua altura. Veja as seguintes classificações:

  • 18,5 a 24,9 kg/m² = normal
  • 25,0 a 29,9 kg/m² = sobrepeso
  • superior a 30 = obesidade

Por exemplo: um paciente com peso de 120kg e altura de 1,60m terá o seguinte índice de massa corpórea:

IMC = 120 / (1,6 x 1,6) = 46,87kg/m² (obesidade)

Atenção: É importante ressaltar que o cálculo do IMC não significa a medida da composição corporal de um indivíduo; diferentes grupos de pessoas que possuam o mesmo valor de IMC podem ter maior ou menor teor de gordura corporal ou massa muscular.

Colesterol e triglicérides: Atenção ao que está comendo!
O colesterol é uma substância que existe no corpo, em pequena quantidade, necessária para o bom funcionamento do organismo. Este é o “bom colesterol” (HDL). Se comermos alimentos muito gordurosos, o corpo passa a acumular o colesterol adicional, proveniente da má alimentação, conhecido como “mau colesterol” (LDL). Já os triglicérides, são as menores e mais simples partículas de gordura no sangue e, quando associados ao colesterol, criam depósitos de gordura na parede das artérias, fazendo com que o fluxo normal de sangue não flua normalmente.

Níveis de colesterol: conheça já os seus!
Os níveis de colesterol devem ser obtidos de todos os adultos com mais de 20 anos.
Em alguns casos, apenas uma dieta específica e equilibrada, à base de alimentos que ajudam a diminuir o colesterol, basta para manter seus níveis regulares.

Colesterol total (mg/dl)

Categoria
Menor que 200 Desejável
200 – 239 Limite
Acima ou igual a 240 Alto

Como eu posso aumentar o meu “bom colesterol” (HDL)?

  • Pare de fumar. Quanto mais você fuma, maior a chance de você aumentar o colesterol ruim.
  • Se você estiver acima do peso, emagreça. O peso elevado costuma estar associado a baixos níveis de HDL.
  • Aumente sua atividade física. Ela tem uma ação lenta, mas eleva os níveis de HDL em proporção direta à quantidade de exercícios praticados.

Tire suas dúvidas

O que ocorre quando uma pessoa não consegue perder peso mesmo usando diversas técnicas?

Muitos obesos têm para emagrecer, geralmente é causado por problemas emocionais (depressão) que ocorrem durante essa fase. Estar sempre buscando alguma coisa na geladeira ou comer excessivamente podem ser sinais de angústia emocional.

Dicas ou comerciais sobre produtos para emagrecimento funcionam para a obesidade?

Todos querem resultados a curto prazo. Isso é um erro comum quando se trata de perder peso ou de mantê-lo no nível ideal. Muitos tipos de dieta divulgadas na televisão, em revistas, livros, conversas e academias prometem milagres. Sem dúvida, podem ajudar na redução do peso, mas não prevêem uma reeducação alimentar.

Neste caso, o que fazer, então?

O ganho de peso ocorre ao longo da vida e para perder você precisa estar motivado a organizar-se e uma séria disciplina. Para garantir um peso saudável, você deve comer alimentos corretos e estabelecer uma rotina de atividade física.

As dietas divulgadas em revistas são quase sempre nutricionalmente desbalanceadas e, depois da perda de peso, podem fazer com que você , se não se cuidar, volte a ganhar o dobro do que tinha antes.

Fique sabendo

No Brasil, calcula-se que o excesso de peso atinge 10% das crianças e 15% dos adolescentes. Alguns quilos a mais na infância podem indicar obesidade na vida adulta. Estudos recentes mostram que filhos de pais obesos têm mais chances de desenvolverem a doença. Até mesmo os filhos de pais magros não escapam deste problema; neste caso, uma criança “gordinha”, filha de pais magros, tem 64% de chance de se tornar um adulto obeso no futuro.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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