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Infertilidade

Em 10% dos casos, a causa não é diagnosticada, denominando-se “infertilidade sem causa aparente”. Porém, isso não significa a inexistência de tratamento.

A infertilidade significa falta de gravidez, após um ano de tentativa, atingindo aproximadamente 15% dos casais em idade reprodutiva. Considera-se, atualmente, que 35% das causas sejam femininas e, outras 35%, masculinas, sendo que em 20% dos casos, os fatores estão associados ao casal.

Causas

Femininas: Problemas na ovulação, alterações nas trompas, endometriose e problemas no útero.

Masculinas: Má produção de espermatozóides em número ou qualidade, na maioria das vezes devido à varicocele (dilatação anormal das veias do cordão espermático), ausência de espermatozóides no sêmen, ou fatores que dificultam a relação sexual.

Diagnóstico e Tratamento

Na mulher, a laparoscopia e a histeroscopia são procedimentos atualmente indicados e utilizados para o diagnóstico e tratamento da infertilidade, endometriose e outros problemas ginecológicos.

O que é laparoscopia?

É um procedimento diagnóstico e terapêutico utilizado para examinar e realizar cirurgias. Faz-se uma incisão (corte) de 1 cm na região próxima ao umbigo e inserem-se pequenas cânulas de metal. Atualmente, a visualização interna de útero, ovários e trompas é feita através de uma fina óptica (câmeras de vídeo miniaturizadas), o que permite maior definição dos procedimentos e, conseqüentemente, a correção de uma série de alterações, tais como cauterizar focos de endometriose, desfazer aderências, desobstruir trompas, etc. Esse novo procedimento recebe o nome de vídeo-laparoscopia.

Recomendações

Tanto a laparoscopia como a vídeo-laparoscopia exigem anestesia geral e internação hospitalar.

Indicações

  • Infertilidade.
  • Amenorréia primária e secundária.
  • Endometriose.
  • Gravidez ectópica (desenvolvimento de um óvulo fecundado fora da cavidade uterina).
  • Cistos no ovário.
  • Anomalia funcional do ovário.

Vantagens

  • Menor traumatismo e menos sangramento.
  • Resolução imediata de algumas patologias.
  • Menor tempo de internação.
  • Garantia de melhor resultado estético.
  • Alta hospitalar mais precoce, além de retorno rápido às atividades diárias.
  • Menor índice de infecção e custo, etc.

O que é histeroscopia?

É um exame diagnóstico utilizado para visualizar o útero internamente, sem a necessidade de anestesia, podendo ser realizada no próprio consultório. Introduz-se uma óptica (vídeo-histeroscopia) pela vagina, no canal do útero, permitindo a visualização do canal cervical e as patologias existentes neste local. Após o exame, a paciente poderá retornar às suas atividades cotidianas.

Indicações

  • Infertilidade.
  • Abortamento habitual.
  • Sangramento uterino anormal.
  • Pólipos.
  • Miomas.
  • Aderências.
  • Espessamento do endométrio diagnosticado pela ultra-sonografia é que necessita de confirmação diagnóstica.

Benefícios

  • Pouco sangramento.
  • Menor risco de infecção.
  • Menor possibilidade de rompimento do útero.
  • Diagnóstico mais precoce e tratamento mais efetivo.

O que é vídeo-histeroscopia cirúrgica?

É um procedimento indicado para tratar problemas encontrados por meio da vídeo-histeroscopia diagnóstica. Retira miomas, pólipos e aderências; trata hemorragias. Neste caso, é realizada em hospital com anestesia da cintura para baixo. A técnica é semelhante à diagnóstica, sem cortes e sem pontos, com alta hospitalar poucas horas depois e retorno às atividades cotidianas em 24 horas.

O que é reprodução assistida?

Caracteriza-se pelo uso de técnicas que visam à obtenção de uma gestação sem relação sexual. É uma "ajuda" a alguma etapa do processo reprodutivo que, por estar comprometido, não permitiu a obtenção de uma gestação por meios naturais. Existem várias técnicas de reprodução assistida. A escolha do método depende de qual seria mais indicado para o resultado desejado, depende da causa, do tempo de infertilidade e da idade feminina.

Fertilização in vitro: A fertilização (encontro do óvulo e do espermatozóide) ocorre normalmente nas trompas. A fertilização in vitro é a técnica de concepção assistida mais praticada no mundo.Trata-se de uma técnica em que a fertilização ocorre em laboratório. Após o acompanhamento das primeiras fases das divisões do embrião (óvulo fertilizado), o mesmo é transferido para o útero, onde deverá implantar-se e dar início à gestação.

Injeção intracitoplasmática de espermatozóides: É um procedimento no qual o espermatozóide é isolado e colocado diretamente no citoplasma do óvulo. As etapas do procedimento são as mesmas que a fertilização in vitro, sendo que a diferença está na inseminação dos óvulos. Com esta técnica, a fertilização pode ser obtida com número muito baixo de espermatozóides no ejaculado.

Coleta de espermatozóides do epidídimo/testículo: Em algumas situações não aparecem espermatozóides no ejaculado, sendo necessário buscá-los no epidídimo ou no testículo. A coleta de espermatozóides do epidídimo é feita por punção transcutânea, semelhante a uma injeção, com anestesia local. Já a coleta de espermatozóides do testículo pode ser feita também por aspiração transcutânea. A anestesia poderá ser local ou por analgesia (medicação venosa para dormir).

Transferência intratubária de gametas: É uma variação da fertilização in vitro, sendo que os gametas (óvulos e espermatozóides) são colocados nas trompas, local onde ocorrerá a fertilização, da mesma forma que na gestação espontânea.

Inseminação intra-uterina: É a deposição de espermatozóides preparados em laboratório, diretamente no útero. Como a fertilização ocorrerá nas trompas, é condição imprescindível que eles sejam normais. Este procedimento está indicado quando existe alguma dificuldade ou impossibilidade de o espermatozóide "subir" pelo colo uterino, tais como muco cervical inadequado, alterações anatômicas do colo, problemas de qualidade seminal, má interação muco-espermatozóide, dificuldades na relação sexual, etc.

Lutando pelo sonho

A fim de evitar desgaste emocional para o casal, o ideal é que o diagnóstico seja obtido rapidamente, se possível, no período de dois a três ciclos menstruais. O tratamento, em certos casos, pode ser a longo prazo, por isso, há necessidade de muita confiança no especialista que elegeram para acompanhá-los.Exames no período certo e orientações devem ser obedecidos. Além disso, confiança é imprescindível. Vale a pena lutar.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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