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Glaucoma: a prevenção faz a diferença

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira, sobretudo entre as pessoas idosas. Trata-se de um aumento da pressão intra-ocular, que causa danos no nervo óptico. O nervo óptico é a parte do olho que carrega a informação visual até o cérebro e é formado por mais de um milhão de células nervosas. Quando a pressão no olho se eleva, estas células nervosas tornam-se comprimidas, danificando-as, e eventualmente até causa a morte das células, resultando em perda visual permanente.

O que provoca o glaucoma?

O olho produz continuamente um líquido transparente, chamado de “humor aquoso”, importante na nutrição e manutenção dos tecidos oculares. Não faz parte das lágrimas, e, portanto, não está exposto na superfície externa do olho. Ele circula e sai do olho através de canais de drenagem, que quando obstruídos, eleva a pressão do fluído dentro do olho, podendo lesar o nervo óptico.

Existem quatro tipos de glaucoma:

- crônico de ângulo aberto: forma mais comum de glaucoma, presente em 90% dos casos de pacientes portadores de glaucoma. Decorre do processo de envelhecimento das células.
- de ângulo fechado: ocorre quando o ângulo de drenagem, áreas por onde circula o “humor aquoso”, é totalmente obstruído, bloqueando a saída deste líquido.
- agudo de ângulo fechado: ocorre quando a pressão do olho aumenta rapidamente. Nesta modalidade, é possível perceber alguns sintomas com maior facilidade, como: visão embaçada, dor intensa no olho, dor de cabeça, náuseas e vômitos.
- crônico de ângulo fechado: um fechamento mais gradual e indolor do ângulo, que ocorre com maior freqüência em pessoas de negras e asiáticas.

Diagnóstico

Na maioria dos casos, é difícil detectar o glaucoma. Há pessoas que podem não apresentar qualquer sintoma por meses ou até anos. Portanto, é muito importante procurar um oftalmologista e fazer um exame simples para medir a pressão do olho. Durante o exame, o oftalmologista realizará alguns ou todos os procedimentos descritos abaixo:

  • Tonometria: medida da pressão intraocular.
  • Gonioscopia: inspeção do ângulo de drenagem do olho
  • Oftalmoscopia: avaliação do nervo óptico
  • Campimetria: avaliação do campo visual de cada olho

    A pressão intra-ocular elevada, por si só, não significa que você tenha glaucoma. Porém, entre os grupos de risco, a chance redobra. Os principais fatores de risco são:

  • Pessoas acima de 40 anos.
  • Pessoas com histórico familiar de glaucoma.
  • Pessoas com pressão intra-ocular acima do normal (21 mmHg).
  • Pessoas com descendência africana ou asiática.
  • Pessoas que possuem: diabetes, miopia, uso prolongado de esteróides (corticóides), ou alguma lesão ocular prévia.

Tratamento

O tratamento pode ser feito de três maneiras: por medicamentos, por laser ou cirurgia. O oftalmologista é quem vai indicar o melhor procedimento em cada caso, sendo o tratamento por medicamentos o mais freqüente.

Recomende às pessoas com casos de glaucoma na família que façam exames oftalmológicos anuais: a hereditariedade também é um fator de risco para o a doença.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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