É
um distúrbio cerebral. Na epilepsia existe um excesso de
atividade elétrica nas células nervosas cerebrais. Algumas
causas conhecidas incluem:
Lesão
cerebral no parto ou após traumatismo craniano
Álcool
ou abuso de droga
Abstinência
alcoólica e/ou de drogas em pessoas dependentes
Infecção
cerebral
Tumor
cerebral
Na
maioria das vezes, porém, a causa é desconhecida. A epilepsia
acomete pessoas de todas as idades e de ambos os sexos.
Tem início na infância ou na adolescência, havendo em muitos
casos uma tendência familiar. A epilepsia não é contagiosa.
Sinais e sintomas
O
sintoma mais comum é a crise convulsiva, que pode ser de
vários tipos, dependendo da região do cérebro onde tem início
à crise, da velocidade de propagação pelo cérebro e do tamanho
da área envolvida. Os tipo de crise convulsiva se dividem
em dois grupos: as generalizadas e as parciais. Na crise
parcial o envolvimento está confirmado a uma região do cérebro.
Na crise generalizada, a convulsão engloba todo o cérebro
e pode causar a perda da consciência e abalos do corpo.
TIPOS
DE CRISE GENERALIZADA:
Não
convulsivas: também são chamadas de ausências ou
de pequeno mal. Os sintomas são o olhar fixo no espaço
ou o ato de piscar os olhos incessantemente. A pessoa
muitas vezes não se dá conta da crise e as outras pessoas
podem interpretá-la como falta de atenção ou interesse
ou até imaginar que a pessoa está sonhando acordada.
As crises podem ocorrer de uma a mais de 100 vezes ao
dia. São mais freqüentes em crianças e podem levar a
problemas de aprendizado.
Convulsivas:
também chamadas de tônico-crônicas ou de grane mal.
Os sintomas são vários, como gritos, quedas, perda de
consciência e endurecimento do corpo seguido por abalos
incontroláveis. A musculatura relaxa após a crise e
pode haver perda de urina e fezes durante o episódio.
A pessoa geralmente fica confusa, sonolenta e com dor
de cabeça após uma crise.
TIPOS
DE CRISES PARCIAIS:
As
simples podem incluir movimentos dos dedos, trejeitos,
visões de pontos luminosos e alucinações olfativas e
gustativas.
As
complexas apresentam episódios de automatismo (por exemplo:
a pessoa fica sentada sem se mexer, ou apresenta movimentos
e comportamentos estranhos e repetitivos, como mastigação,
estalar do lábios e movimento com as mãos). Geralmente
não há perda de consciência, mas a pessoa pode ficar
confusa e não se recordar de detalhes.
Se
uma crise parcial se espalhar, ela pode levar a uma crise
generalizada.
Tratamentos e cuidados
O
diagnóstico médico é necessário e inclui:
Informações
sobre o ataque. Geralmente dadas por um observador,
pois a pessoa acometida não se recorda do ocorrido
Um
exame neurológico completo, com eletroencefalograma
(EEG) , alguns testes especiais, como tumografia computadorizada
e ressonância magnética, e exames de sangue.
Pessoas
com crises repetitivas geralmente recebem anticonvulsivantes,
que previnem e diminuem a probabilidade de novas crises.
Pessoas com epilepsia podem ter uma vida normal quando as
crises são controladas por medicamentos e não ocorrem muitas
vezes ao ano. As pessoas com crise generalizadas podem ter
restrições para dirigir ou realizar atividades de alto risco
(por exemplo: trabalhos ou esportes que se desenvolvam em
lugares altos ou que utilizem máquinas perigosas). A cirurgia
pode ser uma opção se os medicamentos não forem eficazes
e a crise for restrita a uma área do cérebro.
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