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Doença inflamatória pélvica

Você suspeita do diagnóstico de doença inflamatória pélvica (DIP) em uma jovem de 23 anos com vida sexual ativa que procura o pronto-socoorro com dor em baixo ventre e rigidez abdominal. O teste urinário de gravidez foi negativo.

Qual o método padrão-ouro para o diagnóstico da DIP?

Médicos suecos introduziram a laparoscopia no diagnóstico da doença inflamatória pélvica no começo da década de 50. Atualmente, o método é aceito como o padrão-ouro no diagnóstico dessa condição. Entretanto, deve ser utilizada apenas quando o diagnóstico é duvidoso e após a realização de exames menos invasivos e mais baratos.

Os critérios laparoscópicos para o diagnóstico de DIP foram estabelecidos em 1969 por Jacobson e Weström (1). Tubas uterinas eritematosas devem ser identificadas. Entretanto, edema e eritema das tubas são achados comuns durante o período menstrual normal. Dessa forma, pelo menos um dos seguintes achados também deve ser encontrado: (a) material purulento na região distal da tuba ou em seu interior (piossalpinge); (b) aderências peri-anexiais facilmente rompidas; e/ou (c) exsudato na superfície da tuba. O valor diagnóstico da laparoscopia não tem sido sistematicamente avaliado. Não se conhece a sensibilidade e especificidade da técnica no diagnóstico da DIP, e alguns acreditam que determinadas pacientes podem receber o diagnóstico errado. As mulheres que apresentam apenas tubas eritematosas, por exemplo, podem na verdade apresentar salpingite. Além disso, algumas pacientes com tubas de aspecto preservado apresentam endo-salpingite confirmada por exame microscópico após biópsia de tuba e/ou citologia tubária obtida em pacientes sem evidências laparoscópicas de DIP (2).

Os exames de imagem são úteis no diagnóstico de DIP?

A ultra-sonografia pélvica parece fornecer poucas informações importantes para o diagnóstico da DIP leve/moderada, mas pode ser útil na identificação de complicações da DIP não tratada, como abscessos e hidrossalpinge. Além disso, a ultra-sonografia pode ajudar a descartar outros possíveis diagnósticos, como a apendicite, massas ovarianas, torção de ovário e miomas uterinos. As limitações desse método também se aplicam a outros métodos de imagem, como a TC e a RM.


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