
Dengue
A
dengue é uma infecção viral aguda, transmitida pela picada
do mosquito Aedes aegypti. Durante os meses
de verão, entre janeiro e maio, devido à proliferação do
mosquito, que se reproduz onde existe água parada, a doença
se espalha perigosamente, com riscos não só para a população
da periferia das grandes cidades, como para moradores de
bairros de elite.
Sintomas
Os
primeiros sintomas da doença, após a picada do mosquito,
levam em torno de 15 dias para aparecer. No início,
assemelham-se aos de uma gripe: dor de cabeça, dor
atrás dos olhos, dor de garganta, dores no
corpo (musculares e articulares), calafrios,
febre alta.
Depois
de 3 a 4 dias, pode ocorrer vermelhidão dos olhos e faces
e, também manchas vermelhas na pele. Estas começam
nas mãos e pescoço e, depois, estendem-se pelos braços,
pernas e tronco. O doente sente intenso mal-estar, que o
impede de trabalhar e o mantém na cama por vários dias.
A dengue hemorrágica
O
vírus da dengue possui uma variedade de sorotipos, dependendo
da região do país. O mais perigoso é o da dengue hemorrágica,
que se manifesta quando o indivíduo é infectado pela segunda
vez, agora por um vírus diferente do anterior. Além dos
sintomas citados anteriormente, o quadro é mais grave, com
aparecimento de manchas púrpuras na pele e mucosas,
vômitos, sangramento nasal e fezes sanguinolentas.
Os
casos mais sérios, quase sempre fatais, registram fraqueza
intensa, pressão arterial diminuída e perda
de consciência.
Diagnóstico
Como
os sintomas iniciais se confundem com os de uma gripe forte,
ou outras doenças de origem viral, são necessários exames
sorológicos de laboratório, para detectar a presença
de anticorpos contra o vírus da dengue no sangue do paciente.
Tratamento
Feito o diagnóstico, se a forma como se apresenta a doença
é mais branda, o doente poderá ser tratado em casa, sob
rigorosa orientação médica. Em geral, é necessário hospitalização
durante a fase crítica da doença, muitas vezes até em
unidade de terapia intensiva para monitoramento especializado.
Se o diagnóstico for feito a tempo e o tratamento for adequado,
é possível vencer a doença.
Prevenção
A
proliferação do mosquito transmissor da doença é
muito grande no verão, porque com as chuvas, há armazenamento
de água em quintais, logradouros públicos, pátios, terrenos
abandonados. A fêmea do Aedes aegypti põe
seus ovos em vasilhas contendo água parada justamente na
época de calor. Esses ovos podem ser vistos a olho nu, pois
formam um anel na parede do recipiente, e depois, em forma
de larvas. A única maneira de evitar o aparecimento do mosquito
e conseqüente disseminação da doença, é tomar medidas
rigorosas de higiene, evitando lixo a céu aberto
e água parada.
Medidas de prevenção
Como
90% dos focos de mosquito são de origem domiciliar,
é preciso tomar providências:
-
Manter a caixa de água sempre fechada. Periodicamente,
esvaziá-la e lavar com esponja e água sanitária.
-
Conservar tambores e cisternas fechados.
- Guardas
as garrafas vazias de boca para baixo.
- Lavar
os ralos com água sanitária ou desinfetante, não se
esquecendo de deixá-los sempre fechados.
- Cuidar
das piscinas, mantendo-as com água tratada. No caso
de piscinas de plástico, guardá-las em lugar seco, quando
sem uso.
-
Limpar regularmente as calhas, não as deixando entupir.
-
Manter os vasos sanitários fechados, quando sem uso.
- Não
guardar pneus em casa. No caso de seu uso como balanço
para crianças, fazer um furo para escoamento de água.
-
Ao observar alguma abertura em tronco de árvores, fechá-las
com areia ou cimento, ou avisar as autoridades competentes.
-
Não deixar acumular água na bandeja da geladeira ao
descongelar. Fazer a limpeza duas vezes por semana.
- Manter
a lata de lixo tampada e colocar o lixo na rua todas
os dias.
- Substituir
a água de vasos pendurados em paredes, dentro e fora
de casa, por areia úmida.
Procure, sem tardar, a unidade de saúde mais próxima,
se começar a sentir dor de cabeça, febre alta, dor de garganta,
dores abdominais e queda de pressão. Evite tomar aspirina
ou qualquer remédio à base de ácido acetilsalicílico.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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