Angina
é a abreviação para o termo médico Angina pectoris. A palavra
angina significa dor e pectoris peito. Angina é portanto
dor no peito ou o desconforto originado pela diminuição
da circulação do sangue no coração e no músculo cardíaco
propriamente dito. É conseqüência da falta de oxigênio e
de outros nutrientes em alguma parte do músculo cardíaco.
Sinais e sintomas
Pressão, peso ou dor leve no peito (geralmente na região
central, no nível do osso esterno)
Dor
semelhante a dor de dente com ou sem opressão ou peso
no peito
Dores
no pescoço e mandíbula
Dores
em um ou ambos os braços
Sensação
de gases no estômago e na parte inferior do tórax
Sensação
de engasgo ou falta de ar
Palidez
e sudoreste
Os
sintomas podem não ser intensos e, por isso, são freqüentemente
negligenciados. É sempre melhor consultar um médico sobre
o episódio de angina, mesmo que você se sinta com vergonha
se a origem da dor for de uma causa menor. Os episódios
de angina estão geralmente associados a:
Raiva
ou excitação
Choque
emocional
Exercício
físico ou trabalho físico pesado, especialmente se forçar
o tórax ou os braços
Caminhar
rapidamente em subida
Acordar
à noite com desconforto devido ao baixo fluxo sangüíneo
para o coração
Em
todas essas situações, ocorre uma melhoria do desconforto
quando a atividade é interrompida. Atividades moderadas
durante o dia aliviam a angina noturna.
Muitas
pessoas que apresentam angina pela primeira vez temem estar
tendo um ataque do coração. Os motivos da confusão entre
angina e ataque cardíaco são os seguintes:
Ambos
podem ser causados por um acúmulo de placas de gordura
(arteroesclerose) nas artérias do coração (artérias
coronarianas). Essas placas reduzem o fluxo de sangue
para o músculo cardíaco localizado após a obstrução
parcial. Em ambos os casos a dor pode ser sentida no
peito, nos braços, ombros e/ou pescoço.
Ambos
podem ser desencadeados pelo esforço físico.
Ambos
são mais freqüentes em homens com mais de 50 anos e
mulheres na menopausa.
A diferença entre a angina e o ataque cardíaco é que o infarto
(ataque cardíaco) provoca dano ou lesão no músculo do coração.
A angina não. Ela é um sinal de alerta da existência de
um risco maior de infarto. A dor indica que o músculo não
está recebendo sangue suficiente. Às vezes é difícil distinguir
entre angina e infarto. Pode ser necessário um período de
observação e a realização de exames na sala de emergência
ou no hospital para se estabelecer a diferença. O médico
pode classificar a angina como estável ou instável de acordo
com a descrição do episódio doloroso, mas podem ser necessários
exames para confirmar esse diagnóstico. A angina instável
é um sintoma de doença coronariana que requer atenção imediata.
Ela é uma condição de saúde grave, pois representa um pré-infarto.
Afeta muitas pessoas que podem não saber ter a doença coronariana.
O tratamento imediato reduz o risco de morte e de eventos
cardíacos mais graves. Fatores como depressão alta, obesidade,
diabetes, níveis elevados de colesterol, fumo e história
familiar para doença arterosclerótica aumentam a possibilidade
de desenvolvimento de angina.
Tratamento, cuidados e prevenção
Procure
o serviço de emergência sempre que apresentar dores no peito
suspeitas de angina. Procure seu médico ou cardiologista,
que deve fazer um acompanhamento com exames apropriados
para diagnosticar e tratar do seu caso adequadamente. As
chaves para o tratamento são:
Medicamentos
como:
Nitroglicerina
(ou outra medicação para dilatar temporariamente
as artérias coronárias), para facilitar o fluxo
de sangue para o coração. O efeito da nitroglicerina
ocorre em um minuto ou dois.
Medicamento(s)
para controlar a pressão.
Dose
baixa de aspirina.
Condicionamento
físico diário. Deve ser receitado especialmente para
você por um fisiologista do exercício recomendado pelo
seu cardiologista. Os exercícios devem ser mantidos
abaixo do limite do surgimento de qualquer sintoma.
Os exercícios podem não fazer parte do tratamento de
alguns pacientes.
Não
fume. A nicotina do cigarro contrai as artérias e impede
o fluxo adequado do sangue.
Evite
refeições pesadas e volumosas. Prefira alimentos mais
leves ao longo do dia.
Repouse
após se alimentar, ou faça apenas atividades leves nesse
período.
Reduza
sua exposição ao frio no inverno.
Reduza
os níveis de colesterol, se estiverem altos, comendo
uma dieta pobre em gorduras saturadas e/ou tomando medicamentos
para redução de lípides, se estiverem prescritos.
Evite
esforço físico súbito, como correr para pegar um ônibus.
Evite
a raiva e as frustrações sempre que possível.
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