Doença de Alzheimer
É
uma doença que atinge milhões de pessoas, acometendo 45%
da população com mais de 85 anos de idade e em torno de
10% das pessoas com mais de 65 anos. São raros os casos
de Alzheimer em idades inferiores a 65 anos. A causa da
doença de Alzheimer é desconhecida. Alguns pesquisadores
acreditam ser causada por um vírus ou uma infecção. Outros
estudos apontam para uma ligação genética, toxinas ambientais
como o alumínio e/ou deficiência de substâncias químicas
no cérebro. Na doença de Alzheimer, duas substâncias químicas
são produzidas em menor quantidade. Essas substâncias (acetilcolina
e somatostatina) são necessárias para a comunicação normal
entre as células nervosas. Independentemente da causa, ocorre
a morte das células cerebrais que controlam o intelecto
(a maneira como o cérebro recebe e processa informações).
Sinais e sintomas
A doença de Alzheimer se desenvolve gradualmente. Os sinais
e sintomas podem progredir em estágios. A velocidade de
evolução varia de pessoa para pessoa. O curso da doença
é de 8 anos aproximadamente a partir dos primeiros sintomas.
Estágio
1
- Esquecimento
-
Desorientação progressiva para realizar as atividades
rotineiras
-
Prejuízo da capacidade de julgamento
-
Perda de espontaneidade
-
Depressão e medo
Estágio
2
- Piora
do esquecimento
- Piora
da desorientação
- Vaguear
- Inquietação
e agitação, especialmente à noite
- Ações
repetitivas
- Podem
surgir contrações musculares ou convulsões
Estágio
3
- Desorientação
- Incapacidade
de reconhecer a si próprio e os demais
- Comprometimento
da fala (perda de capacidade de falar)
- Necessidade
de colocar tudo na boca
- Necessidade
de tocar tudo ao seu redor
- Perda
total de controle sobre as funções do corpo
(Nota:
Os estágios muitas vezes se sobrepõem.)
Tratamento, cuidados, prevenção
Se
alguém que você conhece apresentar sinais de doença de Alzheimer,
faça com que procure cuidados médicos para confirmar ou
descartar o diagnóstico. Nem tudo que parece Alzheimer é
Alzheimer. Existem muitas doenças ou outros problemas que
podem causar demência (problemas severos de memória e do
pensamento). Estes incluem:
- Tumores
cerebrais
- Coágulos
no cérebro
- Deficiência
severa de vitamina B12
- Hipotiroidismo
- Depressão
- Efeitos
colaterais de medicamentos
A
diferença é que estes problemas podem ser tratados. Não
existe cura para a doença de Alzheimer. Um bom planejamento
médico e social são necessários para ajudar tanto a vítima
como as pessoas que cuidam do doente a lidar com os sintomas
de forma a se manter uma boa qualidade de vida por mais
tempo. É muito importante estruturar a vida de uma pessoa
com Alzheimer. Algumas sugestões são:
- Mantenha
rotinas diária;
- Coloque
lembretes em um calendário grande e visível;
- Faça
lista de afazeres para a pessoa com Alzheimer e peça
que cheque os itens realizados à medida que ela os for
fazendo;
- Recoloque
os objetos em seus devidos lugares para ajudar a pessoa
com Alzheimer a encontrar com facilidade o que precisa;
- Faça
lembretes de segurança (por exemplo: "Desligue o forno")
e os distribua pela casa;
- Certifique-se
de que a pessoa com Alzheimer tem dieta bem balanceada,
sai para fazer caminhadas com familiares e se mantém
o mais ativa possível.
Os
tratamentos medicamentosos atuais são experimentais. Um
medicamento que já não s encontra em fase de experimentação
é o Tacrine, que pode ajudar a memória de algumas pessoas
na fase inicial da doença de Alzheimer. Alguns medicamentos
para tratar depressão, paranóia e agitação podem minimizar
os sintomas, mas não irão necessariamente melhorar a memória.
Nos estágios finais, é importante criar um ambiente seguro.
As vítimas de Alzheimer devem usar braceletes ou colares
de identificação, caso se afastem de seu ambiente domiciliar.
Pode ser necessário procurar centros especiais com supervisão
médica. A maioria das pessoas com Alzheimer precisa de acompanhantes
durante 24 horas do dia. As pessoas que cuidam dos pacientes
com Alzheimer também precisam de ajuda, pois lidam com muitos
problemas financeiros, sociais, físicos e emocionais.
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