Saúde de A a Z
     Tudo Sobre Saúde

Alimentos e seus valores

Conheça seus exames

Curiosidades de saúde

DST

Emergências

Especialidades médicas

Farmácia em casa

Genética

Imunização

Medicina alternativa

Medicamentos genéricos

Outras doenças

Por uma vida mais saudável

Prevenção

Problemas comuns

Saúde da criança

Saúde da mulher

Saúde do homem

Saúde mental

Saúde teen

Sexo e drogas

Terceira idade

Vitaminas

Imunização

Imunização para viajantes

Difteria-tétano

Esta é uma vacina de recomendação universal e, portanto, sua indicação não é alterada quando o indivíduo viaja. Partimos da tese que todos os indivíduos, de crianças e adultos, têm de estar com esta vacina em situação regular.

As crianças recebem esta vacina associada à vacina da coqueluche (onde houver possibilidade e disponibilidade, utilizar a DPT acelular) aos 2, 4, 6, 15 meses e 5 anos de idade, no calendário infantil de vacinação. Crianças de 6 a 10 anos recebem a vacina Dupla Infantil quando necessário. Adultos recebem a vacina Dupla tipo Adulto. O esquema é de 3 doses se fizer mais de 10 anos que o paciente adulto recebeu o último reforço desta vacina. Caso contrário, uma dose só é suficiente.

Vale a pena lembrar que, apesar da vacina DPT ser usada há várias décadas, a presença de anticorpos séricos contra estas doenças em adultos é baixa, por isto, todos os viajantes devem ter sua vacina atualizada.

Varicela

Dispomos, hoje em dia, de vacinas muito eficazes para a varicela, no entanto, como a maioria da população adulta já teve contato com o vírus na infância e, a incidência da doença não varia muito entre os vários países, não há recomendações especiais em relação à varicela e viagens. Crianças recebem esta vacina em dose única a partir de 12 meses. Adultos jovens que vão estudar no exterior e, têm a possibilidade de entrar em contato com o vírus, podem receber a vacina em esquema de 2 doses com intervalo de 30-40 dias.

Sarampo/Caxumba/Rubéola

Atualmente as crianças recebem esta vacina de rotina mas, como isto não ocorria há 20 anos atrás, muitos adultos não tiveram ou não foram vacinados contra estas doenças virais. Recomenda-se esta vacina para todo viajante, menor de 35 anos, que se encaixe na situação anterior, principalmente adolescentes e adultos jovens que vão fazer programas de intercâmbio ou cursar escolas no exterior, já que aglomerações e ambientes fechados facilitam a propagação destas viroses. Em alguns locais da África e até mesmo na Europa Ocidental, ainda ocorrem surtos de sarampo.

O esquema vacinal é de duas doses com intervalo de 30 dias entre as mesmas. Se o viajante já recebeu uma dose desta vacina anteriormente, um reforço só é suficiente já que a recomendação geral é de duas doses da SCR após 1 ano de idade.

Poliomielite

A poliomielite está erradicada na maioria dos países do mundo e, por tanto, raramente recomenda-se esta vacina para viajantes. Na eventualidade do local a ser visitado ainda ter casos de doença (África, China) e a permanência ser extensa, recomenda-se um reforço da vacina, de preferência utilizando-se vacina do tipo Salk (poliovírus inativados).

BCG

A vacina BCG não costuma ser recomendada aos viajantes adultos, apesar da tuberculose ser altamente prevalente em regiões como a Ásia, América Central e América do Sul. Isto porque, a vacina BCG de que dispomos atualmente tem um papel reduzido no controle da infecção. Para crianças até 10 anos, a vacina é indicada se houver risco de exposição e se o PPD for negativo.

Vacinas de uso restrito para viajantes

Encefalite japonesa

A doença é uma virose causada por um vírus RNA da família Flaviridae e o vetor é um mosquito do gênero Culex. A encefalite japonesa é uma doença de zona rural, endêmica em regiões da China, Japão, Coréia, Taiwan, Nepal, Índia, Filipinas e Indonésia. Em alguns locais já ocorreram surtos urbanos, mas as plantações de arroz continuam a ser as áreas prevalentes na incidência da doença que, aliás, é predominantemente infantil, se bem que os adultos também possam adoecer.

A vacina ainda desperta pouco interesse aqui no Brasil, porém, como os turistas têm procurado cada vez mais locais exóticos como Bali e Taiwan, é interessante que se saibam as principais indicações da vacina contra a encefalite japonesa.

O CDC (Centers for Disease Control) dos EUA recomenda esta vacina apenas para viajantes que vão a trabalho ou em visitas extensas, que durem mais de quatro semanas, para zonas rurais das regiões já citadas, em época de transmissão elevada da doença. Esta época coincide com a temporada de chuvas de cada região, entre o verão e o outono. O risco de aquisição da doença é baixo na grande maioria dos casos em que a viagem é curta ou limitada às cidades, não se recomendando então a vacinação.

Existem atualmente 3 tipos de vacinas, porém só está disponível comercialmente Dora da China. Essa é uma vacina liofilizada para uso subcutâneo, contendo vírus inativado pela formalina. O esquema ideal é de 3 doses administradas ao longo de 30 dias (0,7 e 30 dias). A dose para adultos é de 1 ml e para crianças de 1 a 3 anos, 0,5 ml. Não se vacinam menores de 1 ano. A eficácia se situa em torno de 85%. Encontramos efeitos colaterais em até 20% dos casos (efeitos locais, sistêmicos e, raramente, alérgicos).

Cólera

Cólera é uma doença diarréica causada pelo vibrião colérico e transmitida através da ingestão de água e alimentos contaminados, especialmente frutos do mar.

As vacinas antigas feitas de bactérias inativadas com eficácia em torno de 50% e imunidade por 6 meses, não são nem mais exigidas ou indicadas. Existem atualmente no mercado internacional duas vacinas de uso oral, uma contendo cepa mutante atenuada e a outra inativada. Estas vacinas ainda não foram suficientemente usadas para terem seu uso recomendado. Ambas parecem ser bastantes eficazes.

O genoma da bactéria foi mapeado recentemente e com certeza, isto irá ajudar na elaboração de novas vacinas para a prevenção da cólera.

Doenças de viajantes ainda sem vacinas

  • Dengue
  • Hepatite C
  • Hepatite E
  • HIV
  • Malária

Algumas das doenças bastante freqüentes em viajantes como malária e dengue ainda não dispõem de vacinas de uso comercial. Neste caso, as medidas preventivas têm um papel muito importante.

Como a quimioprofilaxia não é o objetivo deste artigo, consulte os sites selecionados para saber mais sobre o tema.

Vacinação de crianças

A maioria das crianças nascidas em países industrializados já recebe proteção contra várias doenças infecciosas na imunização de rotina. O calendário vacinal normalmente está completo por volta dos 18 meses e, se uma criança for viajar antes desta idade, podemos considerar o adiantamento de alguns reforços, como, por exemplo, a vacina tríplice viral (SCR) que pode ser feita a partir de 12 meses. No máximo, isto fará com que seja necessária mais uma dose da vacina administrada, para assegurar proteção maior e por um período de tempo mais longo.

Entre as vacinas mais usadas para viajantes e que não são dadas de rotina para as crianças, estão a febre amarela e a febre tifóide. Nesses casos, o bom sendo deve predominar, de preferência respeitando-se os limites de idade para administração das mesmas, a não ser que o risco de contrair a infecção seja muito grande.

Vacinação de mulheres grávidas

Em relação a mulheres grávidas, a regra é que se evitem vacinas de vírus vivo atenuado como a varíola e SCR (sarampo/caxumba/rubéola). Algumas vacinas deste tipo como a Sabin e a vacina contra a febre amarela, podem ser utilizadas quando a possibilidade de exposição materna é muito alta e o risco teórico de infecção do feto seja muito menor que o da mãe.

Quanto às outras vacinas, não há maiores problemas em sua administração, desde que feitas após o segundo trimestre de gestação. Algumas são até particularmente indicadas como a vacina dupla adulto e a vacina contra hepatite B, se bem que a sua indicação não se altere com o estado de viajante.

Vacinação de indivíduos imunodeprimidos

A população de pessoas com imunodepressão vem aumentando gradativamente nos últimos anos graças à melhora de tratamento e condições gerais de vida. Isto fez com que a vacinação de imunodeprimidos, antes praticamente desconhecida, tomasse um capítulo importante em qualquer tratado sobre imunizações. Ainda mais, estes indivíduos são muito suscetíveis às infecções virais e bacterianas de modo que a prevenção das mesmas através de vacinas, é imprescindível, principalmente em épocas de viagens onde o risco de exposição aumenta.

Hoje em dia, indica-se a vacinação destes pacientes com a utilização de vacinas inativadas e toxóides (vacina dupla, tipo Salk, meningocócica A/C, influenzae, hepatite B, etc.). As vacinas de microorganismos vivos ou atenuados (BCG, varicela, febre amarela, vacina oral contra febre tifóide, etc.) devem ser evitadas de maneira geral. Obviamente, cada caso em particular deverá ser avaliado.

É importante lembrar que a resposta sorológica de pacientes imunodeprimidos é menor que a média esperada e, por isso, doses de reforço extra podem ser necessárias.

Ref: Revista Jovem Médico - páginas 224 e 225 de 00/04.


A LINCX Sistemas de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal