1.
Para que serve o mapa do genoma? Trata-se de uma
espécie de guia. Como o mapeamento revelou a composição
química de todos os genes, ele vai ajudar os cientistas
a descobrir exatamente como os genes trabalham.
2.
Ele pode levar à cura do câncer ou diabete?
Já se conhecem quase 4000 enfermidades associadas
aos genes. Entre elas, o diabete e alguns tipos de câncer,
como o de mama e o do cólon. Os médicos estão
estudando centenas desses genes patogênicos para tentar
corrigir os seus "defeitos" e, com isso, eliminar
as doenças provocadas por eles.
3.
Só as doenças hereditárias
podem ser combatidas? Não. Muitos males aparecem
quando os genes são danificados por toxinas como
o alcatrão do tabaco, ou por radiação,
como o sol em excesso. Esses danos poderão ser reparados.
É possível até implantar genes que
estimulem o crescimento dos ossos e soldar fraturas.
4.
É viável ressuscitar animais extintos, como
o tigre-da-Tasmânia ou a ave Dodô? Desde que
se encontre material genético bem preservado desses
animais, seus genes poderão ser colocados em uma
célula que se reproduzirá por meio da clonagem
e se tornará um embrião. O filhote nascerá
de uma mãe de aluguel. O que já se aprendeu
com o mapeamento do genoma ajudará muito.
5.
E clonar gente? A experiência nunca foi feita, mas
é possível. Em princípio, pode-se até
congelar os genes de um cidadão e "ressuscita-lo"
após a morte. Não será a mesma pessoa:
só o corpo é copiado na clonagem.
6.
Dá para largar o álcool ou aumentar a inteligência?
Como tudo no corpo funciona sob o comando dos genes, nada
impede que se implante nas células de alguém
uma "ordem" que corte os vícios de beber
e de fumar, ou que aprimore os dotes intelectuais de um
indivíduo. O desafio será encontrar os genes
exatos para a tarefa certa.