Existem
dois tipos de gestação gemelar, como a medicina
chama a formação embrionária de gêmeos.
O mais comum, que responde por cerca de 2/3 dos casos, surge
da fertilização independente de dois óvulos
diferentes. Nesse caso, é impossível os bebês
nascerem unidos, malformação que caracteriza
os gêmeos coligados (nome científico do que
popularmente se batizou de "siameses"). Isso só
acontece quando um único óvulo é duplamente
fecundado. Em geral, em pouco mais de uma semana o embrião
se separa em dois. "Mas se essa divisão demorar
mais que 12 dias, será tarde demais", afirma
a doutora Maria de Lourdes Brizot, do Departamento de Medicina
Fetal, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
"As células acabarão formando partes
do corpo ou órgãos em comum", diz ela.
Quando isso
acontece em partes vitais como pulmão, coração
ou cérebro, um dos gêmeos tem de ser sacrificado.
Se não, podem ser separados cirurgicamente. O termo
"siameses" se originou da primeira ocorrência
registrada desse fenômeno: os gêmeos Chang e
Eng, que nasceram no Sião, Tailância, em 1811,
colados pelo ombro. Eles casaram, tiveram 22 filhos e permaneceram
unidos até o fim de seus dias.