As taxas de sobrevivência
a cada tipo de câncer
Hoje, o numero
de pacientes de câncer que sobrevivem à doença
é muito maior. Em relação à
década de 70, a sobrevida a todos os tipos de tumor
e, em média, 25% mais alta.
Linfoma
Anos 70 -
10%
Anos 90 - 80%
O refinamento
de drogas específicas facilitou o combate aos tumores
nos gânglios linfáticos. Na maioria dos casos,
as sessões de quimioterapia destroem completamente
as células doentes.
Tumores
infantis
Anos 70 - 30%
Anos 90 - 73%
O grande avanço
na luta contra os cânceres infantis, foi o desenvolvimento
de remédios destinados exclusivamente ao tratamento
de crianças.
Próstata
Anos 70 - 69%
Anos 90 - 97%
No passado,
só havia o exame de toque retal, que deixa de detectar
30% dos tumores. Com a criação do teste que
mede a quantidade de proteína PSA no sangue, a certeza
no diagnóstico precoce da doença é
quase total.
Testículo
Anos 70 - 72%
Anos 90 - 95%
A descoberta
da droga cisplatina, na década de 60, revolucionou
o tratamento do câncer de testículo. A partir
dela, criou-se toda uma geração de quimioterapia
capazes de eliminar os tumores.
Cólon
e reto
Anos 70 - 51%
Anos 90 - 72%
O sucesso nos
tratamentos, deve-se sobretudo à popularização
da colonoscopia, exame em que uma minicâmara capta
imagens detalhadas da mucosa do intestino.
Mama
Anos 70 -
51%
Anos 90 - 86%
Com a disseminação
da mamografia, as mortes por câncer de mama foram
reduzidas drasticamente. O exame flagra tumores de meio
milímetro de diâmetro - fase em que as chances
de cura são de 90%.
Bexiga
Anos 70 - 73%
Anos 90 - 80%
O tratamento
mais moderno consiste na extirpação da bexiga
e na reconstrução do órgão a
partir de tecidos do intestino. Aliada ao diagnóstico
precoce, a cirurgia salva grande parte dos pacientes.
Cérebro
Anos 70 - 23%
Anos 90 - 31%
Equipamentos
de última geração destroem o câncer
sem ameaçar as regiões do cérebro que
não foram afetadas pela doença. Os novos aparelhos
ainda reduzem os riscos de seqüelas na área
atingida.
Pulmão
Anos 70 - 13%
anos 90 - 14%
Com a combinação
de químio e radioterapia, é possível
reduzir o volume de tumores grandes e senão operar
o paciente. Mas a doença continua a ser um dos maiores
desafios da oncologia.
Colo do
útero
Anos 70 - 70%
Anos 90 - 70%
O exame papanicolau,
principal arma de prevenção, foi desenvolvido
no final da década de 20. de lá para cá,
pouco se avançou. Por isso, as taxas de sobrevida
se mantém inalteradas.
Fonte:
Revista Veja de 31 de janeiro 2001 - página
91.
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