Todos sabemos
das dificuldades enfrentadas pelos portadores de artrose
do quadril. Com quadro clínico característico
em que prevalecem a dor e a limitação articular,
acomete pacientes de várias faixas etárias
e é reconhecida como uma das entidades mórbidas
de maior incidência, com destaque ao decréscimo
da capacidade laborativa de seus portadores.
O problema
é de tal vulto, que passou a representar importante
fator de saúde pública, ombreando-se às
patologias cardiovasculares nos indivíduos de nosso
tempo.
Atento a tudo
isto, o inglês John Chanley dedicou sua melhor capacidade
criativa no sentido de oferecer uma alternativa de tratamento
que preservasse de modo eficaz o movimento e fizesse desaparecer
o quadro álgico de forma duradoura.
Assim, nos
anos sessenta, assessorado por engenheiros e biólogos
apresentou os resultados clínicos de sua prótese
do quadril constituída por componentes metálico
no pólo femoral e de plástico no acetabular,
ambos aderidos ao osso hospedeiro pelo cimento acrílico,
já bem conhecido dos dentistas .
Passadas pouco
mais de quatro décadas o implante de Charnley, implementado
por novos conceitos científicos e pelo avanço
da indústria de materiais, é reconhecido como
a “Maior Aquisição da Cirurgia Ortopédica
dos Últimos Cem Anos”, tornando-se marco histórico
de nossa especialidade.
Os profissionais
assimilaram a técnica e os hospitais se adequaram
para oferecer as melhores condições à
realização das artroplastias totais, reduzindo
ao mínimo possível a incidência de complicações,
com destaque aos combates à infecção
e ao tromboembolismo venoso.
Nos Estados
Unidos são realizadas, anualmente, cerca de 350.000
próteses totais com prevalência absoluta das
artroplastias do quadril. Em nosso meio as cifras são
menores mas não menos consistentes.
Atualmente,
contamos com as próteses cimentadas, híbridas
e sem cimento, com indicações específicas
e prognóstico que chega aos vinte anos de uso do
implante .
Reconhecemos
o referido tratamento como ótima opção
aos portadores de coxartrose e já temos estatísticas
convincentes de pacientes por nós operados que, ainda
hoje, usufruem dos benefícios da artroplastia.